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Nós evoluímos!

7 a 1 3

E quem disse que não evoluímos quando o assunto é futebol? Que não aprendemos com os nossos próprios erros? Quem disse que não somos inteligentes? Que não temos a capacidade de nos adaptarmos para evitar a repetição das grandes tragédias?

Pois a Seleção Brasileira se mostrou atenta. Leitora do mundo moderno, antenada com as surpresas e armadilhas que nossos rivais montam contra nós. É, enfim, um time moderno! E se você discorda ou acha absurdo tudo isso, eis os fatos: em 2014, há um ano, o Brasil com um time bisonho e despreparado poderia ter sido eliminado da Copa do Mundo já nas oitavas de final, nos pênaltis, para o Chile. E isso não seria pouco, evitaria, por exemplo, que o “7 a 1” viesse a acontecer.

7 a 1 2

A derrota para o Chile não aplacaria a tristeza nacional, não evitaria os questionamentos e também não impediria que se percebesse que o país não é mais o mesmo. Entretanto, evitaria a tragédia. O sufocamento definitivo, a pancada seca dos alemães contra um time de tontos e de chorões.

Eis que o Brasil passa naqueles pênaltis. Avança contra a Colômbia e abre o caminho para a desonra na famosa semifinal de um ano atrás. Logo, um ano depois, as pessoas acham que nada mudou, que o Brasil segue sendo o mesmo, com os mesmos erros de sempre se repetindo.

Estão errados. Os tontos ainda existem, claro, e são muitos, porém, ao menos eles hoje são menos irresponsáveis. Antes, passavam de fase e preparavam o cenário ideal para a tragédia coletiva. Para a desconstrução da identidade nacional e para a perversidade que poucos impõem a milhões. Agora não. O Brasil é uma seleção melhor atualmente, ao menos no que diz respeito a conhecer seus próprios limites. Não comete os mesmos erros e não permite que o cenário para as tragédias sejam novamente moldadas.

Antes de enfrentar a Argentina e sofrer uma irremediável goleada na Copa América recentemente encerrada, perdeu logo para o Paraguai, nos pênaltis, numa competição das mais desprezíveis para o esquete nacional. Ops… Escrete. Claro que a “não derrota” para a Argentina não aplaca a tristeza nacional, não evita os questionamentos e também não impede que se perceba que o país não é mais o mesmo. Entretanto, isso não é pouco, evita a tragédia. O sufocamento definitivo, a pancada seca dos argentinos, neste caso, até mais devastadora que fora a dos alemães.

Não! Ao menos o Brasil aprendeu com seus erros. Colocou na cabeça, ao menos provisoriamente, que é um time medíocre. Aquém de sua história, que há tempos não mete medo e que não tem mais o direito de ser protagonista. Perde nas fases iniciais, se apequena, mas ainda assim evita a morte lenta dos saudosistas e dos que ainda celebram o bom futebol do passado. Deixe-se o Paraguai passar. Deixe-se que ele seja domado na roda de bobinhos contra a Argentina. Eles já estão acostumados a ser pequenos. O Brasil não, pois ainda vive a fase de transição para o obscurantismo inevitável.

Não! Esta geração do Brasil definitivamente aprendeu com seus erros. Saiu de cena antes que fosse tarde demais.

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