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Mulheres torcedoras: a busca por visibilidade em um ambiente marcante pela masculinidade

Quando o Ibercom (Congresso Iberoamericano de Comunicação) divulgou o tema para a edição deste ano, que acontece no final de novembro, em Bogotá (Colômbia), conversei com meu orientador de mestrado, Ronaldo Helal, sobre a possibilidade de escrevermos um artigo. O tema do congresso este ano é “Comunicação, violências e transições”, e eu, como torcedora e agora pesquisadora, observo o quanto este tema é urgente quando pensamos em futebol e representatividade das mulheres nas arquibancadas.

Fizemos um resumo, no qual abordamos a cobertura midiática referente ao tema e submetemos ao congresso.  Tendo a aprovação, fomos a campo entrevistar integrantes de torcidas organizadas (TOs). Para este pequeno post, apresento a vocês uma prévia das entrevistas com estas mulheres. Vamos denomina-las de acordo com os seus times: torcedora do Flamengo, integrante da Nação 12; do Fluminense, integrante da Garra Tricolor; da Ponte Preta, pertencente à Torcida Jovem Amor Maior; e do Remo, pertencente à torcida Camisa 33. Tentamos contato com integrantes de torcidas de diferentes estados, justamente para termos ideia se realmente a violência existia e se ela era um fenômeno regional. Todas as entrevistadas relataram histórias bem parecidas envolvendo assédio, abuso físico e abuso de poder.

As mulheres ficaram proibidas de jogar futebol pelo decreto lei 3.199, até 1979, quando ele foi revogado. Durante estes anos, restaram a elas jogarem de forma marginal ou irem às arquibancadas. Surgiram, assim, figuras marcantes do universo do futebol como Dulce Rosalina, primeira mulher presidente de uma torcida organizada, a TOV – Torcida Organizada do Vasco, em 1956. Ainda na década de 1950, o Corinthians tinha uma torcedora símbolo, Elisa, que chegou a ganhar ingresso permanente da Federação Paulista de Futebol. Em 1961, Dulce também ganha o concurso de melhor torcedor do país.

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Fonte: Casaca.

Naquela época, as torcedoras símbolo eram vistas quase como mães de jogadores, já que elas tinham participação ativa, frequentando treinos e aconselhando os atletas. De lá para cá, muitas outras mulheres estão presentes no universo do futebol e não com a mesma figura que Rosalina e Elisa. Elas tentam conquistar papel de destaque nas organizadas e participar ativamente do espetáculo realizado nas arquibancadas. “Em março, as meninas da minha torcida quiseram fazer uma ação sobre a semana da mulher. Torcedores de outros times e até do Remo disseram que ali não era lugar para a gente e queríamos era repercussão na internet”, conta a torcedora do clube do Pará.

Desta forma, percebemos que as mulheres não costumam ocupar cargos de liderança em torcidas justamente pelo ambiente ser predominantemente masculino e a maioria das TOs terem sido criadas por homens. A torcedora da Ponte-Preta também apontou o quanto é difícil para uma mulher estar em organizada: “Mulheres geralmente cuidam da responsabilidade social, do setor kids, das redes sociais e geralmente é com um homem na supervisão. Mulher em cargos de direção é muito raro. Só conheci três mulheres presidentes de torcida, vice-presidente não conheci nenhuma e diretora também não. Porque não se tem o entendimento que a mulher é como o cara. Na minha torcida, por exemplo, temos um espaço interessante. Não é perfeito, mas perto do que acontece por aí”. Ela afirma ainda que, em alguns casos, há também disputa entre as mulheres por espaço. “Quando o homem falha na organizada tudo bem, mas quando é mulher, falhou porque é mulher. É quase um mantra. A gente tem que se cuidar mais. Temos que nos policiar, a mulher que quer o progresso das mulheres tem que uma ajudar a outra”.

Além da busca de representatividade nas organizadas, as mulheres também querem respeito quando frequentam os estádios. “Quando a gente fala que é de organizada, acham que somos vagabundas por estarmos no meio de um monte de homem”, conta a torcedora do Flamengo. A torcedora do Fluminense traz ainda mais elementos do universo das arquibancadas. “Já tive cabelo e braços puxados, passada de mão no corpo, policial falando gracinha. Tem gente que acha que jogo é micareta e que as mulheres estão ali só para ‘pegar’ homem e não por gostar de futebol. Às vezes a gente tem que fingir que é namorada de outra menina para ir ao banheiro para ter um pouco de respeito quando estiver passando. Se a gente fala que tem namorado, eles dizem: ‘ué, cadê o namorado?’ Então é a primeira coisa que a gente faz para se proteger. Já cheguei a dar tranco em cara dizendo que minha amiga era minha namorada.  Mas quando os amigos ou namorado estão juntos,  respeitam muito mais”.

A torcedora do Remo apresentou um relato mais grave ainda: “uma conhecida recebeu bebida com algo e ela apagou no estacionamento do estádio depois de um jogo e acordou na vala. Mas ela afirma que não sofreu abuso sexual”, conta.

Podemos observar ainda que nem todas as torcedoras têm noção que sofrem preconceito e contribuem para este ambiente no qual os homens têm mais destaque. É como se elas estivessem gratas aos homens por terem algum espaço nas torcidas.  “Eu acredito que algumas meninas não têm sequer a consciência do tamanho do machismo que enfrentamos em uma organizada. Eu já ouvi frases do tipo: ‘se você fosse homem, poderia ser presidente da torcida’. Eu nunca almejei isto porque eu não tô disponível a suportar certas coisas, como ter que ficar provando as coisas para alguém o tempo todo. Já ouvi também ‘você é uma mulher que afronta um homem’. Quantas e quantas vezes ouvi: ‘E seu marido?’, ‘por que você não vai fazer o jantar para seu marido?’, ‘Ce é loko, se minha mulher fosse assim…’ Como se viajar com minha torcida fosse um adultério conjugal que precisava ser julgado, como nos tempos de Jesus no Oriente Médio,  que a mulher era apedrejada até a morte”, desabafa a torcedora da Ponte Preta.

As mulheres entrevistadas apresentaram ainda outros relatos sobre como são tratadas como consumidoras pelas marcas patrocinadoras dos clubes e deram mais detalhes dos seus papéis como torcedoras. Mas estas histórias vocês poderão ler em nosso artigo, que será publicado nos anais do congresso em breve. Nesta quarta (13/11), vocês podem ouvir o 4º episódio do podcast do LEME, o Passes e Impasses, disponível em todas as plataformas (Spotify, Deezer, iTunes), no qual o tema foi justamente as mulheres no futebol, com enfoque nas coberturas da mídia, na visibilidade das atletas e do quanto é difícil ser atleta, jornalista e torcedora.

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Fonte: Redação Mackenzie.
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Fonte: Justiça de Saia.
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Existe lugar para o torcedor comum?

Dois fatos recentes e sem aparente conexão me levaram a pensar sobre o custo de ser torcedor no Brasil e o que isso representa para o torcedor comum, o brasileiro assalariado. Adianto que este texto não pretende ser uma análise aprofundada sobre o tema, mas tão somente a exposição de alguns dados entremeados por questionamentos.

O primeiro acontecimento foi a tentativa de invasão de torcedores rubro-negros no jogo da semifinal da Libertadores no Maracanã, que resultou inclusive em uma operação policial um dia antes da partida e em confrontos a poucos momentos do início da disputa, o que, dentre outros significados, demonstra o interesse de muitos pelo evento e a impossibilidade de fazer parte da festa. O segundo episódio foi uma pesquisa da Sports Value sobre o gasto médio anual de torcedores com seus clubes, o que traz latente uma lógica de torcedor enquanto cliente. Os números dessa pesquisa revelaram ainda que os clubes dependem muito de patrocínios, venda de jogadores e direitos de TV para comporem suas receitas. Mas, voltando à questão motivadora desse texto, eu quis entender menos a paixão do torcedor por seu clube, que o leva a tentar invadir um estádio para assistir a sua equipe, do que o impacto financeiro dessa paixão e o quanto a economia do futebol contemporâneo afasta o torcedor comum, mais pobre, dos clubes da Série A do Brasileiro.

Figura: Gráfico da pesquisa desenvolvida pela Sports Value.

Não é barato ser um torcedor dos grandes clubes do futebol nacional. Em meados de maio, O Globo também publicou uma reportagem sobre a estimativa de gasto médio mensal de torcedores dos clubes nacionais, tomando por base um torcedor “ideal”, que tenha um plano associativo de seu clube, assine o pay-per-view e adquira a camisa oficial. Na média, o gasto mínimo mensal desse torcedor de qualquer um dos 20 clubes da série A fica entre R$ 127,31 e R$ 354,24. Esses valores máximos e mínimos tomam por base os maiores e menores valores dos planos de sócio-torcedor desses clubes. Esses valores representam aproximadamente entre 12,75% e 35,49% do salário mínimo nacional. Isso em um país em que, segundo pesquisa mais recente do Pnad/IBGE, a parcela mais pobre da população (cerca de 104 milhões de brasileiros) tem rendimentos totais de meros R$ 413.

É importante quantificarmos esses gastos, principalmente quando os programas de sócio-torcedor se tornam pré-requisitos para os torcedores adentrarem aos estádios. Assim como já acontece em muitos países da Europa, as diferentes categorias de sócio-torcedor oferecem diferentes níveis de prioridade na compra de ingressos. Ao torcedor comum, não-associado, se torna cada vez mais difícil acompanhar os jogos do seu clube, principalmente aqueles decisivos, como foi o jogo de quarta-feira entre Flamengo e Grêmio.

Essa prioridade de compra, bem como outros benefícios que os clubes oferecem aos associados, podem nos ajudar a entender o crescimento dos programas de sócio-torcedor. Apenas nos cinco últimos anos, segundo artigo do jornalista Paulo Vinícius Coelho, houve um aumento de 42% na arrecadação com esses programas, que agora totalizam 390 milhões de reais entre os clubes da Série A, o que em números relativos equivale a 7,7% da receita total dos clubes. PVC ainda defende que os programas de sócio-torcedor não significam apenas maior renda para os clubes, mas também aumentam o público médio nos estádios, que neste Brasileiro se encontra em 20.980, faltando onze rodadas para o fim da competição. Os dez principais clubes em número de sócios totalizam 728 mil e 100 torcedores, segundo dados do Globo Esporte em 30 de outubro. Ainda que muitos desses pacotes incluam descontos ou mesmo a entrada gratuita em jogos, o que esses números positivos mascaram são os torcedores deixados de fora, que não podem dispor de um montante mensal significativo para pagar por esses planos.

O torcedor comum, que não possui acesso aos descontos dos planos de sócio, tem de arcar com um tíquete médio para entrada nos estádios no valor de R$ 34,95[1] (média entre os clubes da série A). Este valor corresponde a 3,5% do salário mínimo. Se um torcedor quiser assistir a seu clube, digamos, três vezes por mês, ele terá de desembolsar pouco mais de 10% do salário mínimo, isso sem contar despesas com transporte e alimentação. A taxa média de ocupação dos estádios no Brasileiro deste ano é, no entanto, de apenas 47%. Ora, para alcançar um percentual maior, quem sabe algo próximo de 100%, não valeria a pena baratear alguns setores do estádio? Dá mais lucro deixar o estádio vazio em alguns setores? Acredito que não. Mas qual seria o motivo então de não o fazê-lo? Não desvalorizar os programas de sócio-torcedor ou a marca do clube? Admito que nunca encontrei uma resposta satisfatória para essa questão, mas gostaria que essa desocupação incomodasse os dirigentes a ponto de fazê-los refletir sobre a política de preços, ao menos em jogos de menor apelo.

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Fonte: Blog 433

Caso queira ficar em casa e assistir aos jogos do seu time pela televisão, o torcedor tem de pagar R$ 59,90 mensais – 6% do salário mínimo. A título de comparação, o NBA League Pass, disponível também para brasileiros, possui diferentes ofertas de planos, que variam entre R$ 7,99 (passe diário) e R$ 18,99 e R$ 41,99 (planos mensais)[2]. Apesar de ver um declínio no número de venda de pacotes do PPV do Brasileirão, a emissora detentora dos direitos de transmissão parece não cogitar uma flexibilização dos pacotes ou preços mais atrativos, para atrair maior número de assinantes. O caminho que aparentemente será adotado é o de restringir ainda mais os jogos transmitidos em TV aberta, o que, espera-se, forçaria o torcedor a adquirir o PPV. Temos aqui mais uma barreira ao torcedor comum.

Não à toa, verifica-se um aumento de jovens que torcem por clubes europeus. A depender do clube brasileiro pelo qual você tenha preferência, pode ser mais difícil assistir a um jogo dessa equipe do que digamos do Barcelona, Chelsea, PSG ou algum outro grande europeu. Em 2017, pesquisa do Ibope Repucom revelou que 72% dos jovens brasileiros torciam por algum clube europeu. Ao mesmo tempo, cresce também o percentual de brasileiros sem interesse por futebol – segundo pesquisa do Datafolha, esse número alcançou 42% em 2018, frente a 20%, em 2010, 10%, 2006, 22%, 2002 e 17%, 1994. Não acredito que esses números reflitam apenas mero desinteresse. O fator custo-benefício do entretenimento possivelmente deve afetar essa equação. Um divertimento caro e com retorno incerto (nada garante que você assistirá um belo jogo) tende a atrair cada vez menos pessoas.

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Fonte: Portal T5

O que os clubes brasileiros podem fazer para se aproximar do torcedor comum, que representa boa parte da população brasileira assalariada, com poucos recursos para investir no entretenimento futebolístico? Esse torcedor investe menos no clube que um sócio-torcedor, mas sua atuação em outros meios (rede social, audiência em TV aberta, exposição da camisa pelas ruas) traz com certeza retorno em visibilidade de marca para o clube. Não deveríamos existir, então, ações pensando também nesse torcedor não-associado? E as transmissões televisivas das partidas, um importante canal para acompanhar seu clube (afinal, não cabe todo mundo no estádio), não deveriam também tentar ser mais democráticas? Penso em planos mais acessíveis ou com valores diferenciados para acompanhar apenas seu clube ou algumas partidas. Torcedores de menor renda não poderiam, por exemplo, ter acesso gratuito ou com condições facilitadas ao PPV? Se há um aumento no desinteresse por futebol e esse é o principal produto dos clubes e da imprensa especializada, não deveria ocorrer um movimento de resgate desse interesse? Nesse caso, por que não pensar em ações que tornem mais viável assistir ao seu clube do coração, e não apenas as finais dos grandes campeonatos europeus e a todos os jogos da Copa do Mundo?

Poderia continuar aqui levantando questões por um tempo e gostaria de ter mais respostas do que dúvidas. Infelizmente, não é esse caso. Os próximos anos provavelmente deixarão mais claros os rumos que o futebol brasileiro está tomando: elitização irreversível ou abertura para o torcedor comum. Veremos.

[1] O maior tíquete médio entre os clubes da série A é o do Palmeiras – 56 reais, seguido por Corinthians (51), Avaí (49), Vasco (47), Inter (45) e Flamengo (45). Os maiores clubes em ocupação média são Flamengo (82%), Corinthians (72), Palmeiras (69), Vasco (65) e Bahia (60). E as maiores médias de pagantes são de Flamengo (53.640), Corinthians (34.625), São Paulo (32.331), Fortaleza (30.898) e Palmeiras (29.773).

[2] Planos anuais ainda oferecem desconto.

Eventos

LEME recebe os pesquisadores Gustavo Bandeira e Vivian Fonseca

Encontros LEME é uma proposta do Laboratório de Estudos em Mídia e Esporte que visa realizar debates com professores, pesquisadores, graduandos e convidados interessados em estudar as interseções entre Comunicação, Cultura e Esporte. Os encontros pretendem oferecer um espaço de diálogo e formação acadêmica. Neste semestre, já recebemos pesquisadores proeminentes da área de esportes – Aira Bonfim, Nicolas Cabrera e Alexandre Carauta.

No dia 24 de outubro, será a vez de Gustavo Bandeira, doutor em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2017) e técnico em assuntos educacionais na mesma universidade. O tema de sua palestra será “Elitização, racismo e heterossexismo no currículo de masculinidade dos torcedores de futebol”. Gustavo tem experiência nas áreas de Educação, Antropologia do Esporte e Jornalismo, atuando principalmente nos seguintes temas: currículo de masculinidades nos esportes, heterossexismo, machismo, racismo, futebol, emoções, violência e mídia.

Vivian Fonseca participará dos Encontros LEME no dia 04 de novembro, apresentando a palestra intitulada “Práticas corporais como objeto de patrimonialização: um olhar a partir da Capoeira”. Vivian é doutora em História, Política e Bens Culturais pela FGV-RJ, coordenadora do Programa de História Oral e da Licenciatura em História da Escola de Ciências Sociais/CPDOC da FGV, e professora Adjunta do Departamento de História da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Sua atuação é principalmente na área de História, dialogando com a Antropologia e a Sociologia, com destaque para os seguintes temas: memória, patrimônio, história do esporte, história oral, ensino de história, políticas culturais, identidade, usos políticos do passado e história da capoeira.

Foto
Gustavo Bandeira
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Vivian Fonseca

 

 

 

 

 

 

 

Serviço

Auditório do Programa de Pós Graduação em Comunicação da UERJ, UERJ Campus Maracanã, 10o andar, bloco F

Horário: 18h (palestra Gustavo); 16h (palestra Vivian)

Entrada Gratuita

Contato: lemeuerj@gmail.com

Produção audiovisual

Está no ar o primeiro episódio do podcast Passes e Impasses

Acesse o primeiro episódio do podcast Passes e Impasses no Spotify, Deezer, iTunes, PocketCasts, Anchor,  e Soundcloud. Passes e Impasses é uma produção do Laboratório de Estudos em Mídia e Esporte em parceria com o Laboratório de Áudio da UERJ (Audiolab). O objetivo do podcast é trazer uma opinião reflexiva sobre o esporte em todos os episódios, com… Continuar lendo Está no ar o primeiro episódio do podcast Passes e Impasses

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Os “sem-time” e as “ovelhas negras”

Percentual alto e estável de brasileiros que não torcem para times de futebol nos leva a questionar até quando permanecerá hegemônica a crença do “País do futebol” Qual é a maior torcida do Brasil? Fãs de futebol cientes dos levantamentos mais recentes afirmariam que é a do Flamengo, seguida pela do Corinthians. No entanto, há… Continuar lendo Os “sem-time” e as “ovelhas negras”

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LEME recebe Nicolas Cabrera e Alexandre Carauta

O Encontros Leme irá trazer, neste mês, pesquisadores da área de esportes, com destaque nos programas de Pós-graduação nos últimos anos. Este mês contamos com: Nicolas Cabrera, Alexandre Carauta e Aira Bonfim, em encontros que acontecem de 15 às 17h, abertos ao público. Dia 16 de setembro, será Nicolas Cabrera, doutor em Antropologia pela UFF… Continuar lendo LEME recebe Nicolas Cabrera e Alexandre Carauta

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Não existe “torcida única” no futebol

Na última sexta-feira, 3 de maio de 2019, defendi a minha dissertação de mestrado, dentro do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal da Paraíba. E, na oportunidade, analisei as torcidas que cercam o Botafogo da Paraíba para mostrar que grupos grandes não formam nunca uma unidade, uma homogeneidade, mas são acima de tudo… Continuar lendo Não existe “torcida única” no futebol

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