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“O empoderamento feminino motivou a Rede Globo a transmitir a Copa do Mundo Feminina esse ano”, comentam Cíntia Barlem e Emily Lima

Depois de oito edições do campeonato, a emissora tem como objetivo ser parceira na luta das mulheres por direitos iguais

A Copa do Mundo Feminina de futebol será transmitida pela Rede Globo pela primeira vez na história. O campeonato mundial feminino existe desde 1991 e assim como o masculino, esse torneio acontece de quatro em quatro anos. Porém, por muito tempo a Copa do Mundo Feminina foi ignorada pela maioria dos veículos tradicionais da mídia. Em 2015, na última edição da competição, apenas duas emissoras: SporTV e TV Brasil transmitiram os jogos e mesmo assim, apenas os da seleção brasileira.

Para 2019, a promessa é que haverá uma cobertura maior, no Brasil, da competição, ainda que em um nível inferior em relação à modalidade masculina profissional, em que todas as partidas da Copa do Mundo são transmitidas.

Os jogos da fase de grupos são divididos em três rodadas: a primeira rodada acontecerá do dia 07 a 11 de junho, os jogos da segunda rodada serão do dia 12 a 16 de junho e os da terceira estão marcados para os dias 17, 18, 19 e 20 de junho. A emissora transmitirá os jogos dessa fase nos seguintes horários:

– Grupo A:

França x Coreia do Sul – 07 de junho às 17h

Noruega x Nigéria – 08 de junho às 17h

Nigéria x Coreia do Sul – 12 de junho às 11h

França x Noruega – 12 de junho às 17h

Nigéria x França – 17 de junho às 17h

Coreia do Sul x Noruega – 17 de junho às 17h

– Grupo B:

Alemanha x China – 08 de junho às 11h

Espanha x África do Sul – 08 de junho às 14h

Alemanha x Espanha – 12 de junho às 14h

África do Sul x China – 13 de junho às 17h

China x Espanha – 17 de junho às 14h

África do Sul x Alemanha – 17 de junho às 14h

– Grupo C:

Austrália x Itália – 09 de junho às 09h

Brasil x Jamaica – 09 de junho às 11h30min

Austrália x Brasil – 13 de junho às 14h

Jamaica x Itália – 14 de junho às 14h

Austrália x Jamaica – 18 de junho às 17h

Brasil x Itália – 18 de junho às 17h

– Grupo D:

Inglaterra x Escócia – 09 de junho às 14h

Argentina x Japão – 10 de junho às 14h

Japão x Escócia – 14 de junho às 11h

Inglaterra x Argentina – 14 de junho às 17h

Japão x Inglaterra – 19 de junho às 17h

Escócia x Argentina – 19 de junho às 17h

– Grupo E:

Canadá x Camarões – 10 de junho às 17h

Nova Zelândia x Holanda – 11 de junho às 11h

Holanda x Camarões – 15 de junho às 11h

Canadá x Nova Zelândia – 15 de junho às 17h

Camarões x Nova Zelândia – 20 de junho às 14h

Holanda x Canadá- 20 de junho às 14h

– Grupo F:

Chile x Suécia – 11 de junho às 14h

Estados Unidos x Tailândia – 11 de junho às 17h

Suécia x Tailândia – 16 de junho às 11h

Estados Unidos x Chile – 16 de junho às 14h

Suécia x Estados Unidos – 20 de junho às 17h

Tailândia x Chile – 20 de junho às 17h

Em entrevista exclusiva à Clara Quintaneira, a técnica de futebol Emily Lima e a comentarista do SporTV Cíntia Barlem falaram sobre o atual cenário do futebol feminino. Para elas, a luta das mulheres por direitos iguais é vista como o principal motivo que levou a Rede Globo a transmitir pela primeira vez a Copa do Mundo Feminina.

O fato de o campeonato mundial feminino ser transmitido em todos os estados gera visibilidade e protagonismo dessa modalidade. Cíntia comenta que mesmo com o atual momento ruim da seleção feminina, a transmissão é importante.

“Assim como a gente tem que criar ídolos, tem que criar vilões. E só mostrando até mesmo as derrotas para se debater e se importar com a seleção feminina de todo modo.”, comenta Cíntia.

Emily pontua que o grande impacto da transmissão pode ir além dos gramados envolvendo diversas esferas da modalidade e contribuindo diretamente com o desenvolvimento e o financiamento de times.

“É claro que impacta sim, uma rede nacional como essa faz um impacto muito grande positivamente e isso está diretamente relacionado no desenvolvimento, porque envolve patrocinador, envolve clube, envolve federação, envolve muita coisa.”, disse Emily.

A próxima Copa do Mundo acontece na França, entre 7 de junho e 7 de julho de 2019. O sorteio dos grupos aconteceu no dia 08 de dezembro de 2018, com o Brasil ficando no Grupo C ao lado de Austrália, Itália e Jamaica.

O Brasil nunca chegou a ganhar a Copa do Mundo feminina. Os melhores resultados foram obtidos nas participações em 2007, quando disputou a final e perdeu para a Alemanha por 2 a 0, e em 1999, quando ficou em terceiro lugar ao ganhar da Noruega nos pênaltis.

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Jogadoras da Seleção Brasileira que disputarão na Copa do Mundo Feminina desse ano.
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Eventos

Evento Internacional sobre Futebol Feminino na América do Sul conta com participação de pesquisadora do LEME

O III Encontro Internacional sobre Futebol Feminino na América do Sul, realizado na FGV da Candelária, foi parte do projeto interinstitucional desenvolvido pelo professor David Wood (The University of Sheffield, UK), em parceria com as professoras Silvana Goellner (UFRGS) e Verónica Moreira (Universidad de Buenos Aires), com o suporte financeiro do Arts and Humanities Research Council,… Continuar lendo Evento Internacional sobre Futebol Feminino na América do Sul conta com participação de pesquisadora do LEME

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Eventos

LEME divulga III Encontro Internacional sobre Futebol Feminino na América do Sul*

O encontro visa congregar atletas e profissionais que atuam no universo do futebol feminino, bem como estudiosos do tema, de modo a debater os problemas e os potenciais para o desenvolvimento da prática no continente. O evento no Rio de Janeiro dá sequência aos encontros ocorridos em São Paulo (setembro de 2018) e Buenos Aires… Continuar lendo LEME divulga III Encontro Internacional sobre Futebol Feminino na América do Sul*

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Eventos

SEMINÁRIO INTERNACIONAL “COPA AMÉRICA – 2019: ESPORTE, MÍDIA, IDENTIDADES LOCAIS E GLOBAIS”

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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Em 1919, no Rio de Janeiro, a seleção brasileira conquistou o campeonato Sul-Americano de futebol. Já em pleno processo de popularização desse esporte no Brasil, o sul-americano daquele ano pode ser considerado como um momento fundamental em que foram dados contornos mais nítidos de uma identidade coletiva que se construía em torno do futebol. 100 anos se passaram. O Sul-americano se transformou em Copa América e o futebol, especialmente a seleção brasileira, se consolidou como um dos mais importantes pilares identitários do Brasil. 100 anos se passaram e, novamente, o Brasil sedia o mais importante campeonato de seleções do continente americano.

A realização do Seminário “Copa América-2019: Esporte, mídia, identidades locais e globais” pretende promover uma discussão de cunho acadêmico e transdisciplinar, objetivando refletir sobre o fenômeno futebolístico e esportivo de um modo geral tendo como centro articulador os debates sobre a realização da Copa América de 2019, no Brasil e os cem anos da primeira conquista internacional da Seleção Brasileira. Nesse evento, o LEME (Laboratório de Estudos em Mídia e Esporte) propõe promover uma oportunidade de divulgação e circulação de conhecimento que não se restrinja ao futebol em si, mas sim sobre as repercussões e apropriações feitas dessa prática esportiva que, desde o início do século XX, tem mostrado sua força de popularidade.

Normas para submissão de resumos e trabalhos completos para a sessão de trabalhos do Seminário Internacional COPA AMÉRICA – 2019: ESPORTE, MÍDIA, IDENTIDADES LOCAIS E GLOBAIS

1) Em um primeiro momento, o (a) autor(a) e co-autor (a), caso haja, deverão encaminhar, até o dia 15 de março de 2019, para a comissão científica do evento, resumo do artigo completo, no qual devem estar expostas suas ideias principais, a metodologia utilizada e os resultados parciais e/ou totais da pesquisa.

2) Os resumos devem conter, no máximo, 2500 caracteres, incluindo espaços. As regras de formatação para envio dos artigos (de 10 a 15 páginas) serão enviadas por email aos trabalhos selecionados.

A submissão de resumos deve ser realizada exclusivamente por meio deste formulário.

Email de contato: comunicacaoeesporte@gmail.com

3) O Seminário “Copa América-2019: Esporte, mídia, identidades locais e globais” recebe trabalhos de graduandos, graduados, mestrandos, mestres, doutorandos e doutores.

4) O Seminário “Copa América-2019: Esporte, mídia, identidades locais e globais” aceita trabalhos escritos em Português, Inglês e Espanhol.

5) Grupos de trabalho – A sessão de trabalhos tem como objetivo estimular a produção científica de pesquisadores das Ciências Sociais e Humanas no que tange à temática do futebol. Além disso, é um espaço acadêmico que visa possibilitar a divulgação desta produção, permitindo o debate e a reflexão acerca de questões contemporâneas exponenciadas pelos pesquisadores em formação.

 

GT1 – Esporte, cidade e identidades – 09 de abril de 2019 (terça-feira) – 10h às 12h30min

GT2 – Mídia, esporte e representação – 14h às 17h

GT3 – Estádios, arenas e os modos de torcer – 10 de abril de 2019 – Quarta-feira – 10h às 12h30min

 

GRUPOS DE TRABALHO

GT1- Esporte, cidade e identidades

O esporte desempenha um papel fundamental tanto na construção quanto afirmação de uma pluralidade de Identidades que atuam dentro e fora de fronteiras territoriais. Essa relação com a territorialidade confirma a necessidade de compreensão do esporte como prática que se entrecruza com o espaço urbano, estabelecendo com ele, uma trama de relações e significados que põe em movimento o jogo das identidades em um contexto de tensionamentos entre o local e o global.

Coordenação: Carol Fontenelle

 

GT2- Mídia, esporte e representação

A mídia, gradualmente, se consolidou como um importante veículo mediador entre os esportes e o público, participando não apenas da circulação, mas também da produção de um vasto imaginário construído em diálogo com uma série de representações presentes dentro e fora do território esportivo. As representações produzidas são um material cuja análise pode nos possibilitar o acesso às tensões e contradições dos valores e discursos que estão em jogo.

Coordenação: Álvaro do Cabo

 

GT3 – Estádios, arenas e os modos de torcer

A diversidade dos modos de torcer fomenta variadas possibilidade de construção identitária de torcedores e torcedoras nas arquibancadas. Essa pluralidade faz do ato de torcer um fenômeno complexo, muitas vezes, contraditório e que faz dele um locus de análise das reações, adaptações e resistência às mudanças ocorridas no cenário futebolístico, sobretudo, em diálogo com as transformações gerados pelo intenso processo de mercadorização e midiatização dos eventos esportivos

Coordenação: Irlan Simões

 

Comitê Científico

Leda Costa (UERJ)

Irlan Simões (UERJ)

Carol Fontenelle (UERJ)

Sérgio Settani Giglio (UNICAMP)

Coordenação-geral

Ronaldo Helal (UERJ)

NÃO HÁ TAXA DE INSCRIÇÃO. ENTRADA GRATUITA.

Data e horário

Início: 9 de abril de 2019

Encerramento: 10 de abril de 2019

Localização

Universidade do Estado do Rio de Janeiro – Auditório 91, 9º andar

Rio de Janeiro / RJ

Rua São Francisco Xavier, 524

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Marta Vieira da Silva, a Rainha do futebol

Em 2018, a jogadora Marta Silva ergue pela sexta vez em sua carreira o prêmio “The Best” da Fifa. A brasileira ganhou esse trófeu, ininterruptamente, de 2006 a 2010. Após 8 anos, ela recebe o sexto troféu e se torna a maior vencedora, da categoria homem ou mulher, do prêmio individual na história do futebol.… Continuar lendo Marta Vieira da Silva, a Rainha do futebol

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O que fizeram com você, amarelinha?

Em diversos momentos da nossa história, a seleção brasileira foi alvo de setores conservadores da política. Após o tri campeonato mundial, em 1970, a seleção considerada para muitos “a melhor da história” foi usada como propaganda do governo militar na época. Com uso de jingles, como o conhecido “Pra Frente Brasil”, o governo militar se… Continuar lendo O que fizeram com você, amarelinha?

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