Produção bibliográfica

LEME lança novo livro organizado por seus pesquisadores

O Laboratório de Estudos em Mídia e Esporte (LEME) acaba de lançar um novo livro. Organizado pelo coordenador do grupo, Ronaldo Helal, e pelo pesquisador do LEME, Filipe Mostaro, o livro Narrativas do Esporte na Mídia – Reflexões e Pesquisas do LEME traz uma coletânea de dez artigos, todos assinados por mestres, doutores, pós-doutores e pesquisadores que fizeram ou fazem parte do Laboratório.

O livro começou a ser pensado em 2017, quando houve o convite de Helal e Filipe para os autores fazerem parte da coletânea. Com uma boa troca de passes e um time em sintonia, o resultado final ficou pronto agora, em 2020. Trazendo diferentes recortes dentro do universo da relação esporte-mídia, os artigos apresentam um conjunto de pesquisas denso, fruto de um trabalho sério de cada pesquisador, que contribuem para um debate mais profundo sobre esse campo, ajudando a compreender e ressignificar o papel do jornalismo esportivo na produção de narrativas.

Os textos fazem um percurso que vai desde o início do século até os dias atuais, passando por diferentes meios de comunicação e mostrando a intensa relação do esporte com a mídia. O time que compõe o livro é formado por Ronaldo Helal, Fausto Amaro, Francisco Brinati, Alvaro do Cabo, Juan Silvera, Leda Costa, Carol Fontenelle, Irlan Simões, Anderson Gomes, Tatiane Hilgemberg e Filipe Mostaro.

O lançamento presencial já está acertado com a editora Appris, mas ainda não tem data para acontecer, por conta da pandemia e das consequentes medidas de restrição.

Enquanto isso, os interessados podem comprar o livro direto no site da editora.

Serviço

Título: Narrativas do Esporte na Mídia – Reflexões e Pesquisas do LEME

Editora: Appris

Ano de Lançamento: 2020

Organizadores: Ronaldo Helal e Filipe Mostaro

Preço sugerido para venda: R$66,00 (versão impressa); R$29,00 (versão digital)

Sumário

  1. Futebol, mídia e nação: um breve relato do campo acadêmico
    Ronaldo Helal
  2. O olhar da imprensa carioca sobre o esporte olímpico nacional na década de 1910
    Fausto Amaro
  3. Maracanazo e Mineiratzen: imprensa e representação da Seleção Brasileira nas      derrotas das copas do mundo de 1950 e 2014
    Francisco Brinati
  4. Futebol força x futebol arte. O debate em torno do “estilo” brasileiro no mundial da Argentina em 1978
                Alvaro Vicente do Cabo
  5. O mito Pelé: nacionalismo, fanatismo ou religião, fatos bons para pensar
    Juan Silvera
  6. Quem diz não ao futebol moderno. Juventude, mídia, contracultura e imagens da resistência
                Leda Maria da Costa
  7. Futebol e consumo: hábitos e paixões de jovens da Baixada Fluminense
    Carol Fontenelle e Ronaldo Helal
  8. A invenção do “Nordestão” e o futebol-arte: investigações a partir do jornal dos      sports
    Irlan Simões e Anderson dos Santos
  9. Jogos Paralímpicos de 2012: a perspectiva individual dos atletas paralímpicos e          a sua representação na mídia
                Tatiane Hilgemberg
  10. De “professor” a “comandante”: os rumos narrativos sobre os técnicos da Seleção Brasileira de futebol na primeira metade do século XX
    Filipe Mostaro
Produção audiovisual

Já está no ar o décimo segundo episódio do Passes e Impasses

Acesse o décimo segundo episódio do podcast Passes e Impasses no Spotify*, Deezer*, Apple PodcastsPocketCastsOvercastGoogle PodcastRadioPublic e Anchor.

O tema do nosso décimo segundo episódio é “Esporte e Cinema”. Com apresentação de Filipe Mostaro e Mattheus Reis, pesquisador do LEME e jornalista da Rádio Globo, gravamos remotamente com Victor Andrade de Melo, professor do Programa de Pós-graduação em Educação da UFRJ e também do programa de Estudos do Lazer da Universidade Federal da Minas Gerais, e Ronaldo Helal, coordenador do LEME e professor titular da UERJ.

O podcast Passes e Impasses é uma produção do Laboratório de Estudos em Mídia e Esporte em parceria com o Laboratório de Áudio da UERJ (Audiolab). O objetivo do podcast é trazer uma opinião reflexiva sobre o esporte em todos os episódios, com uma leitura aprofundada sobre diferentes assuntos em voga no cenário esportivo nacional e internacional. Para isso, traremos sempre especialistas para debater conosco os tópicos de cada programa. Você ama esporte e quer acessar um conteúdo exclusivo, feito por quem realmente pesquisa o esporte? Então não deixe de ouvir o décimo segundo episódio do podcast Passes e Impasses.

No quadro “Toca a Letra”, a música escolhida foi “Na cadência do samba”, de Luis Bandeira.

Passes e Impasses é o podcast que traz para você que nos acompanha o esporte como você nunca ouviu.

ARTIGOS E LIVROS

FILMES

Equipe

Coordenação Geral: Ronaldo Helal

Direção: Fausto Amaro e Filipe Mostaro

Roteiro: Carol Fontenelle e Letícia Quadros

Produção: Fausto Amaro e Marina Mantuano

Edição de áudio: Leonardo Pereira (Audiolab)

Apresentação: Filipe Mostaro e Mattheus Reis

Convidados: Ronaldo Helal e Victor Andrade de Melo

Produção bibliográfica

Revista do AGCRJ abre chamada para dossiê com temática esportiva

Até o dia 30 de abril de 2020, a Revista do AGCRJ receberá textos para compor os dois dossiês, a área de artigos livres e resenha da sua primeira edição do ano. O primeiro dossiê é sobre “Práticas corporais, espaços públicos e vida urbana no Rio de Janeiro” e o segundo é sobre “Deslocamentos nacionais e internacionais de mulheres que fixaram residência na capital carioca”.

O primeiro, organizado por Luiz Rocha, pretende refletir sobre a relação entre o crescimento das cidades, notadamente o Rio de Janeiro, e as práticas esportivas no alvorecer da Modernidade. A ideia é discutir as práticas corporais, a cultura de valorização do físico, da masculinidade, do culto ao corpo, relacionando-os com as atividades esportivas realizadas por toda a cidade. Já o segundo, organizado por Cláudia Calmon, pretende discutir a vinda de mulheres sozinhas ou acompanhadas para se fixarem na cidade do Rio de Janeiro, local que sempre teve uma importância central na história nacional. Procurar-se-á pensar os deslocamentos femininos em novos arranjos espaciais e políticos liderados por essas (i)migrantes.

Se sua pesquisa se encaixa em alguns dos dossiês ou se seu estudo abrange a cidade do Rio de Janeiro nas áreas de História, Geografia, Arquitetura e Urbanismo, Arquivologia e ciências afins, encaminhe seu texto para a publicação. Para conhecer as normas, prazos e ler as antigas edições, acesse o site do AGCRJ.

Principal - www.rio.rj.gov.br

Artigos

Quanto importa o esporte?

Por César R. Torres* e Francisco Javier López Frías**/ El Furgón***

Rory Smith é um correspondente esportivo do The New York Times especializado em futebol. Em sua coluna de domingo 15 de março, quando o coronavírus já havia paralisado todo tipo de competências esportivas ao redor do mundo e confinado grande parte da humanidade em suas casas, expressou que, em relação a uma pandemia que pode custar numerosas vidas, o futebol não importa em um sentido real. Agregou que há coisas mais importantes em que pensar e que o futebol é, no final das contas, um esporte.

Leme tradução 1
Rory Smith (Fonte: Twitter)

No domingo seguinte, Smith voltou a refletir sobre a importância do esporte. Reconheceu, admitindo ter sido influenciado pela correspondência que recebeu do público leitor durante a semana, que para muitas pessoas o esporte é importante e que isso é bom. Entretanto, insistiu que não importa tanto como outras coisas. Embora não seja a prioridade de ninguém neste tempo funesto, o esporte importa, elaborou, como indústria e economia, mas também como algo para o qual dedicamos muito tempo. Concluiu sua opinião sobre o tema estipulando: “Mais de uma coisa pode ser importante. Nem todas as coisas têm que ter igual importância”.

 

Leme tradução 2
Coluna de Smith no site do New York Times

As colunas de Smith remetem a uma frase atribuída a várias personalidades futebolísticas: “O futebol é a mais importante das coisas menos importantes da vida”. Este julgamento axiológico se estende ao esporte em geral. Seguindo essa posição, bastante propagada, o esporte ocupa um lugar importante nas atividades que consideramos trivais. Isso seria ainda mais aparente em tempos de coronavírus, em que a satisfação das necessidades básicas para sobrevivência prevalece. Assim, o esporte, no melhor dos casos, teria um valor secundário.

Contudo, a emergência sanitária e suas consequências destacam, ao impedi-los, o valor de um conjunto de atividades, entre as quais figura o esporte. Ao contrário do que afirmou Smith, o esporte não é importante principalmente por seu dinamismo como indústria e economia, mas por sua natureza e pelas possibilidades existenciais que oferece. Aquela e estas, conjuntamente, elucidam seu valor e a fervente adesão de milhões de pessoas.

Leme traduçao 3
Coluna de Smith no New York Times

A partir do trabalho do filósofo Alasdair MacIntyre, pode-se dizer que o esporte é uma prática social. Ou seja, é uma atividade estabelecida socialmente, coerente, complexa e de caráter cooperativo com ganhos internos (aqueles que só se materializam por meio de sua prática contínua) e padrões de excelência. A peculiaridade do esporte reside no fato de que é um problema artificial estabelecido e regulado por regras que requerem a implementação de habilidades físicas menos eficientes para alcançar o objetivo especificado simplesmente para torná-lo possível. Dito de outra maneira, o esporte é um jogo regido pela “lógica da gratuidade” no qual os participantes tentam resolver um problema desnecessário por meio de habilidades físicas simplesmente com o objetivo de resolver o problema.

Ao testar seus praticantes, o esporte abre a possibilidade de demonstrar aptidão e alcançar algo que é provado com afinco. O filósofo Thomas Hurka argumenta que a realização – assim como a tentativa de alcançar – é intrinsecamente boa porque tem a capacidade de unificar a vida em um todo coerente. De acordo com sua visão, os objetivos abrangentes que se estendem no tempo e são complexos, que demandam cooperação, planejamento e precisão, como os que oferece o esporte, são mais valiosos que os objetivos que sofrem com essas condições. Hurka ressalta o valor de alcançar algo difícil só porque é difícil e não porque é agradável, correto ou esperado. Isso, por sua vez, destaca a “importância trivial” – ou artificialidade – do esporte como plano de vida.

Leme tradução 4
Site do River Plate

Além disso, envolver-se em uma prática social como o esporte implica tanto em reconhecer seus valores internos e padrões de excelência como em comprometer-se a cultivá-los e a enobrece-los, a aceitar ser julgado de acordo com eles e a respeitar a comunidade de praticantes que também permite sua existência, manutenção e avanço. Nesse sentido, poderia se dizer que o esporte representa um “estilo de vida perfeccionista” marcado pela busca da excelência atlética e, consequentemente, pelo exercício e extensão das capacidades e virtudes necessárias para alcançá-la. Já afirmava o filósofo John Rawls que o perfeccionismo exige que todos os esforços sejam dirigidos para maximizar a realização da excelência humana. O esporte facilita a nobre aspiração de um rendimento excelente.

O tipo de relação com o esporte que exige o perfeccionismo manifesta um compromisso de todo coração. Segundo o filósofo William J. Morgan, este compromisso é apaixonado, consciente, atento e comunitário. A boa vida inclui alguma atividade com que as pessoas se comprometam de todo coração, porque esse compromisso guia e enriquece a vida. Morgan enfatiza que o esporte é uma das poucas atividades na qual esse compromisso é visível e valorizado. E é especialmente adequado o compromisso sincero porque ao focar nos atributos internos e padrões de excelência sua lógica reverte o instrumentalismo vigente na sociedade. Novamente, o potencial emerge de sua artificialidade. Talvez por isso o filósofo José Ortega y Gasset escreveu que o desinteresse instrumental na filosofia e no esporte era um “dom de generosidade que floresce apenas na mais alta altitude vital” e recomendou não levar a vida muito a sério “antes bem, com o temperamento do espírito que leva (ao) exercício de um esporte”. Em suas palavras, o esporte, o jogo enérgico, é “um esforço espontâneo, luxuoso […] que se tira prazer em si mesmo”, praticá-lo é tomar a vida vigorosamente.

Leme tradução 5
Site do real Madrid

Os diferentes valores do esporte sinalizam sua força humanizadora. Quando as pessoas tomam o caminho do esporte, elas colocam em ação e preservam a capacidade de dar forma e sentido a suas próprias vidas. As pessoas se humanizam elegendo e construindo significados em relação a suas escolhas. Optar por ser um desportista abre a possibilidade de cumprir com o que o poeta Píndaro enigmaticamente prescreveu: “Torne-se o que és”.  Se os seres humanos estão determinados por algo, é para autodeterminar e tentar se tornar quem eles querem ser. Ao eleger desportivamente, moldamos o ser. A vida desportiva, portanto, induz a forjar, nesse enorme esforço de autodeterminação, uma identidade. Esse processo tem uma dimensão comunitária. Como mostrou o antropólogo Clifford Geertz, o esporte forma um conjunto de significados que estruturam uma história que as comunidades humanas contam a si mesmas sobre si mesmas. Em outras palavras, o esporte também gera uma identidade comum. Nós nos entendemos como uma comunidade, exercendo-a.

Suas qualidades e suas potencialidades permitem-nos sustentar que o esporte se encontra entre as coisas mais importantes da vida. Nada do que foi dito aqui deve ser interpretado como justificação para aliviar a proibição do esporte. Por outro lado, tudo deve ser interpretado como uma defesa do valor e da importância do esporte, assim como de seu cultivo apaixonado. Também deve ser interpretado como explicação de porquê sente-se falta dele. Enquanto enfrentamos a pandemia e sentimos sua falta, vamos tentar, dentro dos limites do confinamento atual, mantermo-nos desportivamente ativos e replicar, mesmo que imperfeitamente, sua altitude vital.

*Doutor em filosofia e história do esporte. Docente na Universidade do Estado de Nova York (Brockport)

** Doutor em filosofia. Docente na Universidade do Estado da Pensilvânia (University Park)

**** Texto originalmente publicado em El Fúrgon no dia 29 de março de 2020.

Tradução livre: Leticia Quadros e Fausto Amaro (LEME/UERJ).

Artigos

O jornalismo esportivo em tempos de Coronavírus

Como uma jovem jornalista em formação, apaixonada por esporte, esse novo modo de viver que nos foi imposto me fez refletir. Refletir acerca do papel do jornalista, do papel do esporte e do nosso papel enquanto pessoas. Para uma pessoa que gosta de esporte e está cursando jornalismo, essas três variáveis são quase indissociáveis. Enquanto… Continuar lendo O jornalismo esportivo em tempos de Coronavírus

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Artigos

Primeira edição dos Encontros LEME 2020

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No primeiro Encontro de 2020, vamos receber Luiz Guilherme Burlamaqui, que apresentará a pesquisa “A dança das cadeiras: como João Havelange se tornou presidente da FIFA em 1974”.
Luiz Burlamaqui é doutor em História Social pela USP e professor de história no Instituto Federal de Brasília.

Encontros LEME é uma proposta do Laboratório de Estudos em Mídia e Esporte que visa a partir da leitura de textos e análise de produções fílmicas realizar debates com professores, pesquisadores, graduandos e convidados interessados em estudar as interseções da Comunicação com o Esporte. Os encontros pretendem oferecer um espaço de diálogo e formação acadêmica.

Local: Auditório do PPGCom/UERJ
Horário: 16h
Não é necessária inscrição prévia.
Em todas as palestras teremos certificado para alunos para horas complementares.

Os próximos Encontros agendados são:
> 06/04 16h – Diano Albernaz Massarani
> 27/04 16h – Alberto Filgueiras
> 11/05 16h – Irlan Simões
> 27/05 16h – Isabella Trindade
> 08/06 16h – Carlus Augustus
> 22/06 16h – Jimmy Medeiros

Produção audiovisual

Já está no ar o décimo episódio do Passes e Impasses

Acesse o décimo episódio do podcast Passes e Impasses no Spotify*, Deezer*, Apple Podcasts, PocketCasts, Overcast, Google Podcast, RadioPublic e Anchor. O tema do nosso décimo episódio é “O Brasil em sua primeira participação olímpica”. Com apresentação de Filipe Mostaro e Mattheus Reis, que é pesquisador do LEME e e jornalista da Rádio Globo, recebemos no nosso estúdio Fausto Amaro, doutor em Comunicação… Continuar lendo Já está no ar o décimo episódio do Passes e Impasses

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Produção audiovisual

Palestra de Aira Bonfim disponível no Youtube

Está disponível no canal do LEME no Youtube o vídeo da palestra de Aira Bonfim nos Encontros LEME 2019. Aira esteve conosco no dia nove de setembro, no auditório do PPGCom/UERJ, para falar de sua pesquisa no Mestrado em História, Política e Bens Culturais da FGV: “Football Feminino entre festas esportivas, circos e campos suburbanos:… Continuar lendo Palestra de Aira Bonfim disponível no Youtube

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Eventos · Produção bibliográfica

Lançamento de livro organizado por pesquisador do LEME

Hoje, dia 21 de novembro às 18h, ocorre o lançamento do livro Rio de Janeiro, uma cidade em perspectiva. A obra é organizada por Fausto Amaro (doutor pelo PPGCom/UERJ e pesquisador do LEME) em parceria com os professores da UERJ André Nunes de Azevedo e Érica Sarmiento. O livro também conta com artigos do coordenador do LEME, Ronaldo… Continuar lendo Lançamento de livro organizado por pesquisador do LEME

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Artigos

A guerra, o esporte de alto rendimento, e a sociedade competitiva. Os limites do esporte como prática saudável

Nasci em 1971. Cresci ouvindo em todo canto que esporte é saúde. De fato, para o atleta recreacional que respeita os seus limites, esporte é não só saúde física, pois, comprovadamente, a atividade física é profilaxia de um sem número de doenças: diabetes, infarto, obesidade, câncer, entre outras; mas também é saúde mental, uma vez… Continuar lendo A guerra, o esporte de alto rendimento, e a sociedade competitiva. Os limites do esporte como prática saudável

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