Produção audiovisual

Já está no ar o vigésimo terceiro episódio do Passes & Impasses

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O tema do nosso vigésimo terceiro episódio é “Futebol e nacionalismos”. Com apresentação de Filipe Mostaro e Mattheus Reis, recebemos o Professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro Victor Andrade de Melo e o doutor em História Comparada pelo Programa de Pós-graduação em História Comparada da UFRJ Maurício Drumond.

O podcast Passes e Impasses é uma produção do Laboratório de Estudos em Mídia e Esporte em parceria com o Laboratório de Áudio da UERJ (Audiolab). O objetivo do podcast é trazer uma opinião reflexiva sobre o esporte em todos os episódios, com uma leitura aprofundada sobre diferentes assuntos em voga no cenário esportivo nacional e internacional. Para isso, contamos sempre com especialistas para debater conosco os tópicos de cada programa.

Você ama esporte e quer acessar um conteúdo exclusivo, feito por quem realmente pesquisa o esporte? Então não deixe de ouvir o vigésimo terceiro episódio do Passes & Impasses.

No quadro “Toca a Letra”, a música escolhida foi “Sou brasileiro”, composta por Nelson Biasoli e cantada pela torcida em época de Copa do Mundo

Passes e Impasses é o podcast que traz para você que nos acompanha o esporte como você nunca ouviu.

ARTIGOS, LIVROS E OUTRAS PRODUÇÕES:

Equipe
Coordenação Geral: Ronaldo Helal
Direção: Fausto Amaro e Filipe Mostaro
Roteiro e produção: Letícia Quadros
Edição de áudio: Leonardo Pereira (Audiolab)
Apresentação: Filipe Mostaro e Mattheus Reis
Convidados: Victor Melo e Maurício Drumond

Artigos

As estátuas e o esporte caem do pedestal

Represada por séculos, a onda antirracista conseguiu, finalmente em 2020, romper os diques que mantinham, sob conforto e segurança, os privilégios de uma sociedade discriminatória.

A derrubada e a retirada de monumentos de personalidades identificadas com o racismo têm sido rotineira nos recentes protestos de rua que vêm exigindo justiça racial. Uma por uma, essas estátuas caem dos seus pedestais e geram o debate em torno da reinterpretação da história. E o caso de uma delas, no estádio olímpico de Amsterdã, mostra que essa onda pode causar transformações sem precedentes no esporte.

Turistas desavisados que até pouco tempo atrás passavam pelo estádio na capital holandesa invariavelmente se sentiam constrangidos.

Isso porque, desde 1928, estava lá uma estátua de bronze em que um homem saudava a todos com o braço direito retilíneo e esticado para frente. Ela foi idealizada pela escultora holandesa Gerarda Rueb na reforma do estádio para os Jogos daquele ano e em homenagem ao Barão Van Tuyll van Serooskerken, fundador do Comitê Olímpico da Holanda.

A intenção do monumento era recordar e exaltar uma suposta saudação da Antiguidade Romana, um dos berços da formação cultural do Ocidente. No entanto, apesar de ter sido erguida 5 anos antes da ascensão de Hitler, a estátua passou a ser associada, ao longo do tempo, ao nazismo, que influencia até hoje grupos racistas, como a Ku Klux Klan nos Estados Unidos. 

Estátua com o braço esticado para frente na entrada do Estádio Olímpico de Amsterdam causou polêmica. Foto: Evert Elzinga/EFE.

 

Diante das cobranças para a estátua ser removida, a Fundação do Estádio Olímpico de Amsterdã consultou um grupo de historiadores e concluiu que a saudação aos romanos é um mito. Não há relatos da época que comprovem que ela, de fato, existiu. Além disso, a estátua com a saudação acabou se tornando uma coincidência acidental e – por que não – trágica: o mesmo gesto com o braço esticado para frente tinha sido introduzido pelo Barão de Coubertin, fundador do Comitê Olímpico Internacional, nos Jogos Olímpicos de 1924, como símbolo de desportividade e respeito entre os atletas (VAN DER VOOREN, 2018).

Anos depois, os nazistas incorporaram o gesto aos seus rituais culturais, e a história fez desaparecer a saudação em meio ao constrangimento coletivo perante o terror causado pelo regime. Mas restava a estátua, bem intencionada no início, porém anacrônica, e que, por isso, já foi removida para um museu dentro do estádio

O esporte pouco havia feito para combater o racismo nas últimas três décadas em que se tornou um espetáculo global, bilionário e, por isso, um produto com grande capacidade de mobilização coletiva. Políticas afirmativas para negros foram raríssimas em clubes e outras entidades esportivas. Em meio às incontáveis injúrias sofridas por atletas negros, o que havíamos visto, no máximo, foi uma faixa “Diga não ao racismo” em estádios ou a frase “Vidas negras importam” em uniformes. Mas nada disso adiantou. 

Portanto, boicotar jogos da NBA e remover estátuas já compõem um avanço sem precedentes, embora ainda tímido. O esporte, em troca de lucros bilionários, frequentemente traçou estratégias para evitar debates raciais e de outros temas de ordem política. Para não desagradar patrocinadores, atletas foram compelidos a manter um comportamento “manso” em meio aos pedidos por engajamento social. Mas a impressão agora é a de que o silêncio da falsa normalidade e que, um dia, taxou o esporte de “alienado” definitivamente acabou.

 

Referências:

VAN DE VOOREN, J. Amsterdam 1928: Het onbekende verhaal van de Nederlandse Olympische Spelen. Balans, Uitgeverij, 2018.

Saluting statue to be removed from Amsterdam Olympic Stadium. Associated Press, Amsterdam, 14 de agosto de 2020. Acesso em: 04 set. 2020.

Artigos

Vamos falar mesmo sobre uma efetiva democratização do futebol?

A campanha de clubes brasileiros para que o mandante da partida seja o único possuidor do direito de arena vem sendo marcada por reuniões com o presidente da República, mas também por tuitaços e campanhas conjuntas nas mídias sociais. Dentre elas, em 19 de agosto, uma faixa foi colocada nas arquibancadas da Arena da Baixada informando que Athletico e Palmeiras, que se enfrentavam no gramado, estavam juntos pela “lei do mandante” e pela “democratização do futebol”. Na hora me veio à mente: será que entendem o mesmo que eu sobre democracia no futebol?

Desde a promulgação da Medida Provisória 984, em 18 de junho, que venho falando muito sobre os direitos de transmissão do futebol brasileiro, tema de pesquisa já há 10 anos, quando formulei o projeto para o mestrado, e que teve como resultado, além da dissertação, o livro “Os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de Futebol” (Appris, 2019).

Print do canal de Youtue do Esporte Interativo

Publicada após uma reunião do presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, com o atual presidente da República, a MP criou imbróglios jurídicos, com liminares para diferentes partes mudando em cima da hora a transmissão de partidas, mas tem apoio da maior parte dos clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro de Futebol (35 em 40) para ser transformada em lei no Congresso Nacional.

Os manifestos dos clubes, fossem os das Séries A e B ou da Liga do Nordeste usam “democratização da transmissão do futebol”, mas, numa rápida busca, além da faixa da Arena da Baixada, pelo menos Flamengo, Bahia e Athletico utilizaram “democratização do futebol”. Temos neste recorte três modelos distintos de democracia interna e de como a democracia, de forma geral, é entendida.

Deles, o Bahia vem desde 2013 num processo de maior participação torcedora e tem sua atual gestão muito bem marcada pelas suas ações sociais, com destaque para a criação do Núcleo de Ações Afirmativas – escrevi sobre a #BahiaClubedoPovo em artigo científico publicado no ano passado (SANTOS, 2019).

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Já os rubro-negros carioca e paranaense não são modelos de participação torcedora nas suas instâncias internas e suas diretorias atuais não escondem o apoio ao atual grupo político no poder presidencial, assumidamente de extrema-direita.

Não me aprofundarei nas especificidades, mas para conhecimento do quão parece ser contraditória a frase no Athletico, veja artigo de André Pugliese na Gazeta do Povo, publicado no dia seguinte à partida contra o Palmeiras.

Pugliesi não se aprofunda no mérito da MP 984, que até considera “que não há nada de errado na campanha athleticana”, mas questiona: “se virá uma nova política, de ingressos populares em setores ociosos e planos variados de associação. Ou ‘democratização do futebol’ é só no bolso dos outros?”.

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Elementos democráticos

Ampliar o acesso da torcida a uma forma de entretenimento marcada por relações de afeto e sentimento de comunidade, caso do futebol, é algo fundamental para a sociedade. Trabalho na tese, em andamento, com o conceito de “conteúdos de interesse social” como proposta básica para garantir que algumas partidas de futebol possam ter a garantia de acesso amplo e gratuito, seguindo o que países como Argentina, Uruguai e México colocaram em mudanças de leis sobre os meios de comunicação neste século.

Assim, independentemente da minha avaliação pessimista sobre o que consta neste momento no Art. 42 da Lei Pelé, com as modificações da MP 984, não posso ser contrário a um entendimento que destaque a importância da ampliação do acesso aos jogos transmitidos por uma plataforma audiovisual.

Entretanto, isso pode significar apenas “democratização das transmissões esportivas”. E, mesmo assim, é preciso considerar algo que os próprios clubes destacaram numa série “fato e fake” nas mídias sociais – com alguns problemas, começando pela linguagem que faz tratar divergências como “fake” (news): “cabe a TV decidir”. A Turner, por exemplo, decidiu não exibir em TV fechada Fortaleza X Athletico na primeira rodada da Série A deste ano por “escolha da programadora”, que preferia transmitir Palmeiras X Vasco – utilizando-se de uma interpretação da MP, mas que acabou não ocorrendo porque o jogo foi adiado.

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Além disso, como bem aponta Pugliese (2020) sobre o Athletico, quando for possível frequentar estádios de futebol é preciso saber se teremos ingressos com valor que possibilite que diferentes pessoas possam entrar nos estádios ou se seguiremos com a lógica arenizada de públicos que precisam pagar caro para apoiar seu time. Fora outro limite que está se espalhando: presença da torcida visitante.

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É importante sempre lembrar que:

O “público família” mais pobre não está contemplado no novo projeto de futebol que abrange as arenas multiuso, apesar de terem sido poucos os momentos históricos que ele esteve. Os torcedores mais pobres sempre foram obrigados a se amontoar em espaços ditos “populares”, ainda que pouco tenham se queixado. Agora, como ocorreu na Europa, parece estar sendo encaminhando à intermediação de um meio de comunicação. A maior presença do broadcasting nas receitas dos clubes tende a aumentar com mais possibilidades de transmissão do audiovisual – caso dos aparelhos móveis (A. SANTOS; I. SANTOS, 2019, p. 35).

Da mesma forma, é preciso saber se a liberdade de se expressar dentro do estádio será permitida ou o Estatuto de Defesa do Torcedor seguirá sendo usado contra nós, torcedoras e torcedores, quando queremos torcer com instrumentos musicais e bandeiras ou quando nos vemos no direito de protestar contra organizadoras de torneios – para não falar contra decisões de agentes do Estado que interferem diretamente nas nossas vidas.

Ampliar a possibilidade de acesso também nas instâncias decisórias dos clubes é tão importante quanto, refletindo ainda em melhoria nas relações de transparência para a torcida de tudo o que ocorre, com processos político-eleitorais mais amplos. Além de permitir que a “comunidade” seja mais do que um sentimento, abrindo mais os espaços do clube para a presença da torcida, não só o estádio.

Isso que ainda não pretendemos prolongar esse texto para questionar as perspectivas gerais sobre democracia, pensando na reversão de relações de exploração e de subalternização de classes sociais, o que, no meu entender, também envolve o devido posicionamento pelos agentes do futebol, considerando este esporte de “interesse social”, como disse mais acima.

Esqueci de algum outro elemento? Coloca aqui nos comentários. O Brasil atual nos mostra o quanto é importante ponderar sobre esses diferentes modelos democráticos que anunciam.

Referências Bibliográficas

PUGLIESI, A. O Athletico, clube mais elitista do país, fala agora em “democratização do futebol”. Gazeta do Povo, Curitiba, 19 ago. 2020. Disponível em: <https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/andre-pugliesi/athletico-lei-do-mandante-democratizacao-do-futebol-elitista/&gt;. Acesso em: 01 set. 2020.

SANTOS, A. D. G. dos. #BahiaClubedoPovo: A diversidade em campanhas de um time de futebol brasileiro. Dispositiva, v. 8, p. 100-117, 2019.

SANTOS, A.D. G. dos. Os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de Futebol. Curitiba: Appris, 2019.

SANTOS, A. D. G.; SANTOS, I. S. da C. História do espectador dos jogos de futebol no Brasil: da elitização amadora às novas formas de exclusão das Arenas Multiuso. In: SANTOS, V.; MOTTA, J. S. M.; MARTINS, B. T. de S. (Org.). XIII Seminário OBSCOM/CEPOS e I Fórum Regional ALAIC Cone Sul: Compilação de trabalhos apresentados. São Cristóvão; São Paulo: OBSCOM/CEPOS/ALAIC, 2015. p. 28-41.

Produção audiovisual

Já está no ar o vigésimo segundo episódio do Passes & Impasses

Acesse o mais novo episódio do podcast Passes e Impasses no Spotify*, Deezer*, Apple PodcastsPocketCastsOvercastGoogle PodcastRadioPublic e Anchor.

O tema do nosso vigésimo segundo episódio é “Marketing esportivo”. Com apresentação de Filipe Mostaro e Carol Fontenelle, recebemos o professor da Universidade Mackenzie, Anderson Gurgel, e com o gerente de Marketing e Negócio do Bahia, Lênin. Franco.

Neste episódio também gravamos o nosso terceiro Prorrogação, respondendo as perguntas que nossos seguidores direcionaram para o Lênin sobre a atuação do marketing do Bahia.

O podcast Passes e Impasses é uma produção do Laboratório de Estudos em Mídia e Esporte em parceria com o Laboratório de Áudio da UERJ (Audiolab). O objetivo do podcast é trazer uma opinião reflexiva sobre o esporte em todos os episódios, com uma leitura aprofundada sobre diferentes assuntos em voga no cenário esportivo nacional e internacional. Para isso, contamos sempre com especialistas para debater conosco os tópicos de cada programa.

Você ama esporte e quer acessar um conteúdo exclusivo, feito por quem realmente pesquisa o esporte? Então não deixe de ouvir o vigésimo segundo episódio do Passes & Impasses.

No quadro “Toca a Letra”, a música escolhida foi “Replay”, do Trio Esperança.

Passes e Impasses é o podcast que traz para você que nos acompanha o esporte como você nunca ouviu.

ARTIGOS, LIVROS E OUTRAS PRODUÇÕES:

Equipe
Coordenação Geral: Ronaldo Helal
Direção: Fausto Amaro e Filipe Mostaro
Roteiro e produção: Carol Fontenelle
Edição de áudio: Leonardo Pereira (Audiolab)
Apresentação: Filipe Mostaro e Carol Fontenelle
Convidados: Anderson Gurgel e Lênin Franco

Eventos

LEME divulga resumos aprovados para o Seminário #Maraca70

O Laboratório de Estudos em Mídia e Esporte (LEME), seguindo o planejamento inicial, divulga hoje, dia 30 de agosto, a lista de trabalhos aprovados para o Seminário Internacional #Maraca70.

Ao todo 60 pesquisadores irão apresentar seus trabalhos divididos em GT1 – Esporte, cidade e identidades; GT2 – Mídia, esporte e representação e GT3- Estádios, arenas e os modos de torcer. As apresentações dos resumos vão ocorrer nos dias 5 (de 9 às 12h), 6 e 7 de outubro (de 10 às 12h). Os autores terão 10 minutos para realizarem suas explanações, que acontecerão via Meet.

Informamos também que a instituição escolhida para receber a taxa de inscrição é a Associação Meninas e Mulheres do Morro. A escolha foi uma sugestão do laboratório CAC (Comunicação, Arte e Cidade), também do PPGCom/UERJ, que já desenvolveu trabalhos na comunidade da Mangueira com a ONG. Os depósitos devem ser realizados pelos autores diretamente na conta da instituição, conforme instruções enviadas por email.

Caso queiram conhecer um pouco mais sobre o trabalho da Associação, sugerimos que acessem o Facebook da instituição e esse resumo no site do Criança Esperança.

Eventos

Novos convidados confirmados no Seminário #Maraca70

Edson Mauro, Luis Roberto e Arlei Damo são os mais novos reforços para o Seminário #Maraca70. O evento, que já contava com uma escalação de craques, também anuncia a lista de relacionados para a mediação das mesas: Álvaro do Cabo, Filipe Mostaro, Ronaldo Helal, Leda Costa e Ricardo Freitas.

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Da esquerda para direita: Edson Mauro, Luis Roberto e Arlei Damo.

No dia 6 de outubro, às 18h30, com a mediação de Ronaldo Helal, teremos na mesa virtual “Os artistas do jogo e o Maracanã” Edson Mauro, um dos narradores titulares da Rádio Globo desde 1988. Ao seu lado, teremos o jornalista e narrador esportivo da Rede Globo, Luis Roberto.

No dia seguinte, às 16h, com mediação de Leda Costa, a mesa “Maracanã: patrimônio cultural e palco de megaeventos”, que já contava com a craque Vivian Fonseca, recebe mais um reforço: Arlei Damo, antropólogo e professor da UFRGS.

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Filipe Mostaro, Alvaro do Cabo, Leda Costa, Ronaldo Helal e Ricardo Freitas (da esq. para dir., de cima para baixo).

Como foi citado acima, nossa mediação também tem novos confirmados. Para o pontapé inicial na mesa virtual “Narradores do Espetáculo”, contaremos com o pós-doutorando em Comunicação pelo PPGCom/UERJ, Filipe Mostaro. Para mediar a mesa “Maracanã na literatura e na arte”, estaremos com o doutor em História Comparada pelo PPGHC/UFRJ, Álvaro do Cabo. A mediadora Leda Costa, professora visitante da Faculdade de Comunicação Social da UERJ, estará na mesa “Maracanã: patrimônio cultural e palco de megaeventos”. Já o coordenador do LEME (Laboratório de Estudos em Mídia e Esporte), Ronaldo Helal, atuará na mesa “Os artistas do jogo e o Maracanã”. Para o apito final na Mesa de Encerramento, contaremos com o vice-diretor da Faculdade de Comunicação Social da UERJ, Ricardo Freitas.

Artigos

Palestino, 100 anos de futebol e identidade

Há exatos 100 anos, nascia no Chile um dos clubes de futebol mais singulares do mundo. Em 20 de agosto de 1920, imigrantes palestinos fundaram o Club Deportivo Palestino na cidade de Osorno, no sul do país. No local, foi disputada uma Olimpíada de Colônias Estrangeiras, e a comunidade oriunda da Palestina criou o clube para que ela pudesse ser representada nas competições (VIDAL, 2018). Posteriormente a agremiação se estabeleceu na capital Santiago. Desde a sua criação, o Tino leva as cores da bandeira palestina – verde, vermelho, branco e preto; mostrando que a identificação com a pátria e o povo palestino é o cerne de sua existência.

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Estádio La Cisterna. Imagem: Raphael Zarko

O futebol como conhecemos hoje chegou ao nosso continente através dos ingleses. A Revolução Industrial estimulou a construção de mercados globais e impérios coloniais. A Inglaterra, que precisava escoar a produção de suas fábricas, expandiu-se para outros continentes, como a América e a Ásia. E o esporte, que já era bastante presente na Grã Bretanha, acabou por ser transformado em mais um produto de exportação inglês (ALABARCES, 2009).

Na América do Sul, o futebol começou a ser praticado nas cidades portuárias – portas de entrada para o comércio e influência internacional – por marinheiros e trabalhadores da Inglaterra. Na região do Rio da Prata, os primeiros clubes foram fundados por ingleses, e a primeira partida internacional no Uruguai foi realizada em 1889 por naturais da Inglaterra que viviam em Montevidéu e Buenos Aires. No Brasil, o processo foi semelhante: o primeiro jogo disputado em solo brasileiro foi em 1895 entre os trabalhadores britânicos da Gas Company e da São Paulo Railway (GALEANO, 2010). A influência da Inglaterra também chegava ao outro lado do continente, na costa ocidental da América. No Chile, o surgimento do futebol também tem forte relação com a colônia inglesa, e o primeiro clube do país foi fundado em 1889 por David Scott na cidade portuária de Valparaíso (ALABARCES, 2009).

A prática do esporte, no primeiro momento restrita aos cidadãos britânicos, logo seria adotada pelas elites locais e, posteriormente, também pelas camadas populares. Fica evidente assim que a relação do futebol com a globalização e a migração é existente desde a expansão colonial da Inglaterra e demais potências imperialistas pelo mundo. Globalização que não é um fenômeno recente, sendo um processo do capitalismo que promove trocas internacionais em detrimento de fronteiras rigidamente estabelecidas (HALL, 2010). A modernidade, marcada pelas constantes interações entre países, impulsiona o comércio exterior e também os fluxos culturais através, principalmente, das migrações.

Na América do Sul, a imigração europeia foi a mais numerosa. A proximidade cultural com as antigas metrópoles Espanha e Portugal, e o incentivo oficial dos Estados para o branqueamento das populações locais foi fundamental para trazer uma gigantesca leva de europeus ocidentais entre os séculos XIX e XX. E o esporte, como uma importante instituição social, não poderia deixar de refletir essa tendência migratória. Surgiram no final do século XIX e ao longo do século XX na América diversos clubes fundados por imigrantes e descendentes de imigrados europeus. Vasco da Gama (1898), Palestra Itália – atual Sociedade Esportiva Palmeiras (1914), Vélez Sarsfield (1910) e Unión Española (1897) são alguns exemplos.

Mas a imigração estrangeira na América do Sul não ficou restrita à Europa Ocidental. Também vieram para o nosso continente indivíduos do Oriente Médio e outras regiões. Em relação ao Oriente Médio, a imigração mais numerosa foi a árabe proveniente do Levante – região localizada entre o Mediterrâneo e os Desertos da Síria e Arábia, e que engloba Síria, Líbano e Palestina (OLGUÍN e PEÑA, 1990). E existe um clube de futebol na América fortemente vinculado com a comunidade de um povo árabe: o Club Deportivo Palestino.

O Chile possui a maior comunidade palestina fora do Oriente Médio, com estimativas que indicam um número entre 350.000 e 500.000 pessoas. A criação do Palestino no início do século passado se deveu ao desejo da colônia de integração à cultura do novo país, como explica o acadêmico Eugenio Chahuán: “Foi uma maneira de participar, de integrar-se, de utilizar as mesmas linguagens, as mesmas formas de reunião que utilizavam os chilenos“.

O clube permaneceu no amadorismo por mais de 30 anos, até iniciar sua trajetória no futebol profissional na segunda divisão em 1952. É aí que a instituição abandonou sua política de somente contar com atletas de origem palestina, e passou a contratar jogadores de fora da colônia. O Tino ganhou a competição e, já no ano seguinte, estreava na elite do futebol chileno. Os Baisanos nasceram como um clube rico, que contava com os aportes dos comerciantes árabes. Conseguiram formar grandes times e, já em 1955, apenas dois anos após a estreia na primeira divisão, conquistaram seu primeiro Campeonato Chileno.

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Palestino campeão chileno de 1955. Imagem: reprodução

Nos anos 70, o clube alcançou a melhor fase esportiva de sua história. Campeão da Copa Chile em 1975 e 1977, voltou a conquistar o Campeonato Chileno em 1978, comandado pelo histórico zagueiro Elias Figueroa. Durante o período, ficou 44 partidas invicto, de junho de 1977 a setembro de 1978, feito até hoje nunca alcançado no país andino. Na Copa Libertadores de 1979 o Tino também fez uma grande campanha, chegando até a fase semifinal.

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Palestino campeão chileno de 1978. Imagem: reprodução

Após a gloriosa década de 70, o Palestino enfrentaria um longo jejum de títulos até voltar a conquistar a Copa Chile em 2018. Esse modesto clube de Santiago não é grande pelo tamanho de seu salão de troféus, mas sim por sua relação intrínseca com uma nação e seu povo.

A instituição nunca se afastou de suas origens palestinas. Os árabes, como são conhecidos no Chile, fazem questão de deixar claro o vínculo do clube com a Palestina – no nome, nas cores e nas atitudes.

Em 2014, o clube lançou o novo uniforme para a temporada com uma particularidade: nas camisas dos atletas, o número 1 foi substituído pelo desenho do mapa da Palestina com as fronteiras de 1946, anteriores à criação do Estado de Israel, portanto. Houve forte oposição da comunidade judaica no Chile e também da embaixada israelense, que considerou a utilização do mapa no uniforme do Tino uma provocação “especialmente grave por ser realizada no ambiente esportivo”. O clube acabou sofrendo uma sanção econômica da federação chilena e foi proibido de jogar com o uniforme, o que talvez mostre um pouco os limites para o engajamento político no futebol de hoje. Mas a iniciativa acabou repercutindo no mundo e se tornou um sucesso comercial: as vendas de camisas aumentaram em 300%, e chegaram pedidos de diversos países. O jornalista Vidal comenta que “é provavelmente a camisa de um clube chileno mais conhecida no estrangeiro”.

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O uniforme da polêmica. Imagem: AFP

Ainda em 2014, o clube, após 36 anos, conseguiu a classificação para disputar a Copa Libertadores do ano seguinte. O feito foi muito celebrado na Palestina, e rendeu até uma carta emocionada de Mahmoud Abbas – presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP). “Quero que saibam que nos identificamos com o Palestino como uma segunda seleção nacional para o povo palestino”. E terminou de forma emocionada: “Palestino é um pedaço da Palestina no Chile, e são vocês, jogadores, nossos embaixadores que hoje terão de mostrar nossas cores em toda América do Sul. Em nome de todos nós, e de vocês que são parte de nós, muito obrigado e que Deus lhes abençoe”.

A campanha foi transmitida para todo o Oriente Médio pela emissora Al Jazeera, com suporte do Bank of Palestine – até hoje o principal patrocinador do clube. E, desde então, sempre que o Palestino joga pela maior competição futebolística das Américas, o clube conta com esse apoio que vem de uma distância de mais de 13 mil quilômetros. Inclusive em algumas ocasiões essa torcida especial pode ser sentida até mesmo dentro do estádio no Chile: na partida contra o River Plate, pela Libertadores de 2019, quatro telões mostravam imagens de torcedores acompanhando o jogo em Ramallah.

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Palestino x River Plate, 2019. Imagem: EFE

Outro acontecimento marcante que evidencia a forte relação identitária do Tino foi a excursão à Palestina realizada em dezembro de 2016. A delegação recebeu a visita do Mahmoud Abbas e realizou amistosos com a seleção palestina e clubes locais. Posteriormente, em maio de 2018, o clube recebeu no estádio La Cisterna a visita do governo palestino, que voltou a afirmar que esse modesto clube oriundo do Chile é para os palestinos uma “segunda seleção nacional”.

O fato é que o Club Deportivo Palestino é um agremiação diferente. Será ele um clube chileno ou palestino? Talvez a instituição criada há 100 anos por palestinos no Chile como uma forma de exaltação de uma identidade nacional e uma maneira de integração aos costumes locais possa ser definido como “palestino-chileno”. Um caso típico de identidade fragmentada e plural da pós-modernidade (HALL, 2010), mas um exemplo único de identificação esportiva com um povo e uma causa.

Como afirma o ex-presidente Fernando Aguad: “Não somos um clube que persiga a ganância. Representamos nossas origens, nossa terra e o laço com a Palestina. Somos uma coletividade muito numerosa no Chile”. O futebol industrializado, que trabalha pela homogeneização de estilos e estéticas, às vezes é obrigado a observar, meio a contragosto, que “a diversidade, teimosamente, milagrosamente, sobrevive e assombra” (GALEANO, 2018). E é no Estádio Municipal de La Cisterna, bem acima das placas publicitárias, que tremula forte, todos os dias e todas as noites, uma gigantesca bandeira da Palestina.

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A bandeira palestina tremula em todos os jogos disputados em La Cisterna. Imagem: reprodução

Referências

ALABARCES, Pablo. El deporte en América Latina. In: 2009

GALEANO, Eduardo. El fútbol a sol y sombra. Buenos Aires: Siglo Veintiuno editores, 2010

______ Fechado por motivo de futebol. Porto Alegre: L&PM, 2018

HALL, Stuart. A identidade cultural da pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A Editora, 10a edição, 2010.

OLGUÌN, Myriam Tenorio e PEÑA, Patricia González. La Inmigración Àrabe en Chile. Santiago: Instituto Chileno-Árabe de Cultura Ediciones, 1990

VIDAL, Nicolás. Club Deportivo Palestino, la singular história del campeón de la Copa Chile. Revista Líbero. Disponível em: <https://revistalibero.com/blogs/contenidos/mundo-palestino-la-singular-historia-del-campeon-de-la-copa-chile>.

Produção bibliográfica

Coordenador do LEME publica capítulo em coletânea sobre futebol

 “O triste fim do ‘Canarinho Pistola’: a cobertura da Copa do Mundo de 2018 no jornal Meia Hora”, artigo de Ronaldo Helal e Leda Costa, coordenador e pesquisadora do LEME respectivamente, acaba de ser publicado no livro O futebol nas ciências humanas no Brasil. Organizada pelos professores Sérgio Settani Giglio e Marcelo Proni da Universidade Estadual de Campinas, a obra já está disponível on-line para compra no site da Editora Unicamp.

O objetivo do artigo escrito por Ronaldo e Leda é analisar a cobertura do jornal Meia Hora sobre a participação da seleção brasileira masculina de futebol na Copa do Mundo da Rússia. Os pesquisadores elegeram esse jornal popular por identificarem nele um tipo de cobertura diferente dos demais. A não-produção de heróis ou vilões por parte da mídia levantou questões sobre a falta de identificação entre a seleção e a nação brasileira, tão comum em outras épocas.

O futebol nas ciências humanas no Brasil, que está dividido em oito partes (Política; História; Sociologia; Antropologia; Comunicação e literatura; Outras áreas; Gênero, torcidas e racismos; Prorrogação), conta com outros nomes importantes da literatura esportiva, como Antônio Jorge Soares, Bernardo Buarque de Hollanda, Victor Melo, Gilmar Mascarenhas e Simoni Lahud Guedes.

Serviço

Título: O futebol nas ciências humanas no Brasil

Editora: Editora da Unicamp

Ano de Lançamento: 2020

Organizadores: Sérgio Settani Giglio e Marcelo Weishaupt Proni

Sumário

Parte 1 – Política

1 – Futebol e política

Luiz Carlos Ribeiro

2 – Entre políticos e paredros: As relações políticas do futebol brasileiro na primeira metade do século XX

Maurício Drumond

3 – “A minha preocupação era jogar futebol”: Relações entre futebol e ditadura

Sérgio Settani Giglio

4 – A dimensão política do futebol-arte

José Paulo Florenzano

5 – Copa do Mundo de 1982: Ventos democráticos na Espanha e no Brasil

Alvaro Vicente do Cabo

6 – O F. C. Barcelona e o catalanismo: Apontamentos sobre as origens históricas da transcendentalidade política de um clube de futebol

Euclides de Freitas Couto

Parte 2 – História

7 – Futebol e história

João Manuel Casquinha Malaia Santos

8 – Entre a evidência e a especulação: A “origem” do futebol no Rio de Janeiro e em Niterói

Victor Andrade de Melo

9 – O nascimento do Sport Club Corinthians Paulista

Plínio Labriola Negreiros

10 – Mitos, futebol e identidade nacional (1930-1983)

Denaldo Alchorne de Souza

Parte 3 – Sociologia

11 – Esporte e sociedade em escritos de Roberto DaMatta

Alexandre Fernandez Vaz

12 – Fried, o futebol e a individualização do sportman

Ricardo Lucena

13 – Futebol e capitalismo global: Mercadorização do esporte e a formação de uma cultura neoliberal

Michel Nicolau Netto e Sávio Cavalcante

14 – Futebol bom é o europeu?! Sobre as teses do atraso e do desvio na
leitura do processo modernizador futebolístico brasileiro

Juliano de Souza e Wanderley Marchi Jr.

15 – A cooptação estratégica dos Brics pela Fifa: Análise da África do Sul, do Brasil e da Rússia

Marco Bettine

Parte 4 – Antropologia

16 – Sentidos, significados e rede de relações em torno do futebol: Exemplos analíticos

Simoni Lahud Guedes

17 – Futebol e antropologia

Arlei Sander Damo

18 – Futebol e antropologia, um jogo etnográfico “de categoria”

Enrico Spaggiari

19 – Garrincha, Pelé e Maradona: O sagrado esportivizado em tempos de iconoclastia futebolística

Luiz Henrique de Toledo

20 – Quando começa e termina o evento Copa do Mundo 2014?

Martin Curi

Parte 5 – Comunicação e literatura

21- Futebol e estudos de comunicação no Brasil: Caminhos e encruzilhadas de um campo indisciplinar

Édison Gastaldo

22 – Esporte e os meios de comunicação no Brasil: Vícios e virtudes de um matrimônio secular

José Carlos Marques

23 – Futebol e literatura no Brasil

Elcio Loureiro Cornelsen

24 – Poéticas do futebol: Formas do jogo no papel

Gustavo Cerqueira Guimarães

25 – Quem não faz leva: Futebol, linguagem e história

Raul Milliet Filho

26 – “O triste fim do canarinho pistola”: A cobertura da Copa do Mundo de 2018 no jornal Meia Hora

Leda Costa e Ronaldo Helal

Parte 6 – Outras áreas

27 – A geografia das Copas: O Brasil urbano em 1950

Gilmar Mascarenhas

28 – Estádios e arenas como lentes privilegiadas para capturar as transformações do espaço urbano

Fernando da Costa Ferreira

29 – O futebol-empresa no Brasil

Marcelo Weishaupt Proni

30 – Das “cinco estrelas” que ninguém tem ao 7 a 1 que ninguém levou:
A gestão como instrumento para o futebol brasileiro voltar a vencer

Leandro Carlos Mazzei e Ary José Rocco Jr.

31 – Pedagogia não linear no futebol: Uma busca por estratégias pedagógicas que possam nortear o processo de criação de tarefas representativas

João Cláudio Machado e Alcides José Scaglia

Parte 7 – Gênero, torcidas e racismos

32 – Dimensões de gênero e os múltiplos futebóis no Brasil

Wagner Xavier de Camargo

33 – Projetos de vida, mulheres e futebol

Osmar Moreira de Souza Júnior e Heloisa Helena Baldy dos Reis

34 – O Brasil é hexa: A trajetória esportiva de Marta

Cláudia Samuel Kessler e Silvana Vilodre Goellner

35 – A palavra e a voz no futebol: Apontamentos sobre mulheres e narração esportiva

Leonardo Turchi Pacheco

36 – Ordem & progresso nas arquibancadas: Jornalismo esportivo e a gênese das torcidas uniformizadas de futebol durante o regime político do Estado Novo (1937-1945)

Bernardo Buarque de Hollanda e Aníbal Chaim

37 – Futebol, violências e a política democrática no Brasil

Heloisa Helena Baldy dos Reis e Mariana Zuaneti Martins

38 – Narrativas sobre violência no futebol: (Des)construindo a categoria “torcedor violento”

Felipe Tavares Paes Lopes

39 – A experiência do torcer no (dito) “futebol moderno”

Silvio Ricardo da Silva e Priscila Augusta Ferreira Campos

40 – O “racismo à brasileira” no futebol

Bruno Otavio de Lacerda Abrahão e Antonio Jorge Gonçalves Soares

41 – “Essa é uma realidade”: Os racismos vividos e narrados por negros em várias áreas de atuação no futebol brasileiro

Marcel Diego Tonini

Parte 8 – Prorrogação

A polêmica sobre o VAR e suas consequências no futebol

Sérgio Settani Giglio e Marcelo Weishaupt Proni

Produção audiovisual

Já está no ar o vigésimo primeiro episódio do Passes & Impasses

Acesse o mais novo episódio do podcast Passes e Impasses no Spotify*, Deezer*, Apple PodcastsPocketCastsOvercastGoogle PodcastRadioPublic e Anchor.

O tema do nosso vigésimo primeiro episódio é “Narrações esportivas”. Com apresentação de Filipe Mostaro e Mattheus Reis, recebemos o professor titular da Universidade Federal de Juiz de Fora e coordenador do Núcleo de Pesquisa em Comunicação, Esporte e Cultura, Márcio Guerra.

O podcast Passes e Impasses é uma produção do Laboratório de Estudos em Mídia e Esporte em parceria com o Laboratório de Áudio da UERJ (Audiolab). O objetivo do podcast é trazer uma opinião reflexiva sobre o esporte em todos os episódios, com uma leitura aprofundada sobre diferentes assuntos em voga no cenário esportivo nacional e internacional. Para isso, contamos sempre com especialistas para debater conosco os tópicos de cada programa.

Você ama esporte e quer acessar um conteúdo exclusivo, feito por quem realmente pesquisa o esporte? Então não deixe de ouvir o vigésimo primeiro episódio do Passes & Impasses.

No quadro “Toca a Letra”, a música escolhida foi “Anoiteceu em Porto Alegre”, do grupo Engenheiros do Hawaii.

Passes e Impasses é o podcast que traz para você que nos acompanha o esporte como você nunca ouviu.

ARTIGOS, LIVROS E OUTRAS PRODUÇÕES:

Equipe
Coordenação Geral: Ronaldo Helal
Direção: Fausto Amaro e Filipe Mostaro
Roteiro: Leticia Quadros e Carol Fontenelle
Produção: Leticia Quadros
Edição de áudio: Leonardo Pereira (Audiolab)
Apresentação: Filipe Mostaro e Mattheus Reis
Convidados: Márcio Guerra

Eventos

Encontros LEME discute o cenário da pesquisa em esporte no Nordeste

O Laboratório de Estudos em Mídia e Esporte realizará, no dia 04 de setembro de 2020 às 19h, a oitava edição dos Encontros LEME em 2020. Dessa vez, contaremos com a presença dos pesquisadores Anderson Santos, Phelipe Caldas, Bruno Balacó e Emerson Esteves, com a mediação de Irlan Simões, para conversar com a gente sobre “O cenário de pesquisa sobre Comunicação e Esporte no Nordeste”.

Por conta da pandemia, os Encontros estão sendo realizados na modalidade virtual. Para essa edição, faremos uma transmissão ao vivo, em nosso canal no Youtube. Não será necessário se inscrever previamente, já que a transmissão será aberta.

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Encontros LEME é uma proposta do Laboratório de Estudos em Mídia e Esporte que visa a partir da leitura de textos e análise de produções fílmicas realizar debates com professores, pesquisadores, graduandos e convidados interessados em estudar as interseções da Comunicação com o Esporte.