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Segunda parte da entrevista de Zico ao LEME

Juan Silvera, integrante da equipe do Laboratório de Estudos em Mídia e Esporte, teve a honra de entrevistar o maior ídolo da história do Clube do Regatas do Flamengo e um dos grandes nomes do futebol mundial, como parte de sua pesquisa sobre as narrativas da imprensa nas derrotas da seleção brasileira.

Na entrevista, que aconteceu na sede de seu clube, o CFZ, na Barra da Tijuca, Zico falou sobre diversos aspectos inerentes ao futebol: a importância da coletividade e da tática em um time, sua experiência com a seleção brasileira na Copa do Mundo de 1982 e a postura da imprensa em destacar ao extremo derrotas, polêmicas e culpados em campo.

Confira a segunda parte da entrevista de Zico ao LEME, clicando no vídeo:

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I ciclo de debates “Comunicação e Esporte”.

Professores, estudantes e fãs de esporte estiveram no auditório do Programa de Pós-Graduacao da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira, para participar do I Ciclo de debates “Comunicação e Esporte”, promovido pelo Laboratório de Estudos em Mídia e Esporte.

Neste primeiro encontro, três pesquisadores apresentaram sínteses de suas pesquisas, que envolvem diferentes abordagens e atores do mundo esportivo contemporâneo:

Filipe Mostaro contou um pouco mais da sua tese de doutorado. O trabalho “Futebol, Imprensa e Representações: as nuances narrativas da mídia nacional sobre os técnicos da seleção brasileira nas Copas do Mundo” mostra uma visão mais aprofundada de como a figura do treinador da seleção brasileira passou a ter maior destaque na imprensa nacional ao longo das edições de Copa do Mundo, e como, por outro lado, esse personagem passou também a ser associado muitas vezes às derrotas do Brasil em mundiais.

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Filipe Mostaro apresenta seu trabalho acadêmico “Futebol, Imprensa e Representações: as nuances narrativas da mídia nacional sobre os técnicos da seleção brasileira nas Copas do Mundo”.

Pamella Lima, mestranda em Comunicação, apresentou, por sua vez, o atual estágio de sua pesquisa sobre o grande astro do futebol uruguaio na atualidade: Luiz Suárez. O trabalho “Herdeiro da garra charrua: a saga de Luis Suárez pela imprensa uruguaia (2010-2014)” mostra a construção de sentido pela mídia uruguaia de uma narrativa pautada pela superação e raça em torno de Suárez e da reconstrução do futebol de seu país, após um longo período de jejum de títulos entre os anos 1980 e 1990 e a não-classificação para a Copa de 2006. 

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A trajetória de Luiz Suárez, idolatrado não só pelo uruguaios, mas também por fãs do futebol ao redor do mundo, e a narrativa da mídia uruguaia sobre o atacante são os objetos de pesquisa de Pamella Lima

 

Essa narrativa, associada ao talento futebolístico de Suárez e aos seus feitos heroicos, como a jogada que impediu, em baixo das traves, o gol de Gana contra o Uruguai no último minuto da prorrogação das quartas-de-final da Copa de 2010, construiu uma idolatria tão forte no Uruguai que não se abalou com o episódio da mordida do 9 uruguaio no zagueiro italiano Chiellini, em partida da fase de grupos da Copa de 2014.

Já Juan Silvera fez uma abordagem teórica sobre outro conhecido nome do futebol uruguaio, em “Loco Abreu e a autoconstrução de uma idolatria: rivalidade versus identidades”. A passagem de Abreu pelo Botafogo, entre 2010 e 2011, despertou a curiosidade do mestrando em Comunicação em saber o que estava por trás da idolatria da torcida botafoguense pelo jogador uruguaio, até então pouco conhecido no cenário do futebol:

“É muito difícil ver uma idolatria deste tipo: os torcedores do Botafogo com o Loco Abreu, a ponto de muitos deles vestirem a camisa ‘celeste’ e torcerem pelo Uruguai tanto quanto pelo Brasil, como foi visto na Copa do Mundo de 2010 na Africa do Sul. E o Uruguai era o país que tinha aplicado, até então, a maior derrota da seleção brasileira, o Maracanazzo, episódio inesquecível para ambas as nações. Por que isso acontece? Será a falta ídolos na história recente do Botafogo? Foram as circusntâncias em torno do gol de cavadimha contra o Flamengo na final da Taca-Rio? É isso que estou querendo saber ao fazer essa pesquisa acadêmica”, comenta Juan Silvera.

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Juan Silvera apresenta o estágio atual de sua pesquisa sobre o atacante Sebastian ‘El Loco’ Abreu.

 

O Laboratório de Estudos em Mídia e Esporte agradece a presença de todos que compareceram e prestigiaram o I ciclo de debate “Comunicação e Esporte”.  O LEME fincou raízes em um dos momentos mais importantes do esporte brasileiro, por conta da realização da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. Momento este de efervescência do debate sobre o legado dos megaeventos, sobre as imagens e narrativas geradas pelos ídolos e cultuadas pela sociedade, sobre o papel da imprensa e da sua cobertura no mundo esportivo. É através de eventos como o de ontem que o LEME cumpre a sua função, de diversificar e enriquecer os conhecimentos sobre um fenômeno que não se restringe às quadras, aos gramados e aos resultados em torneios.

Novos encontros do Ciclo de debates “Comunicação e Esporte” estão programados para os meses de julho e agosto. As datas e as apresentações serão divulgadas conforme a proximidade do evento. Fique ligado!

 

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A emoção imortal do rádio

Os avanços tecnológicos das últimas décadas propiciaram a entrada da televisão e da internet, com todos os seus espetacularizantes recursos, no mundo das telecomunicações. O rádio, no entanto, mesmo sem tanto apelo comercial e midiático como no início do século XX, continua vivo no imaginário dos mais variados públicos. No caso mais específico dos esportes, nem os replays, as câmeras slow motion, … Continuar lendo A emoção imortal do rádio

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Onde está o torcedor?

Antes de começar, alerto que o texto a seguir contém altas doses de pessimismo. Tornou-se rotina ver grandes clubes brasileiros jogando para uma plateia inferior a dez mil pessoas. Salvo poucas exceções, a realidade do futebol nacional é conviver com estádios vazios. Mesmo tendo grandes torcidas, a maioria dos gigantes brasileiros só consegue vender todos… Continuar lendo Onde está o torcedor?

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O preconceito está nos olhos de quem vê? O empoderamento das torcedoras e o machismo no futebol

“O preconceito está nos olhos de quem vê” foi uma frase que ouvi da boca de alguns comentaristas esportivos para fazerem referência às reações negativas geradas pela apresentação do novo uniforme do clube Atlético Mineiro. Ela poderia ser eleita como uma das frases mais infelizes dos últimos tempos. Geralmente quem a profere, o faz com… Continuar lendo O preconceito está nos olhos de quem vê? O empoderamento das torcedoras e o machismo no futebol

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Futebol, televisão, dinheiro e notícia

Deixei de acreditar na possibilidade da existência de uma mídia independente ainda no começo da faculdade de Jornalismo. Depois que se compreende o processo de produção da notícia, descobre-se que ele é o resultado de uma série de escolhas, que são feitas desde a pauta até a publicação. Essas decisões são tomadas a partir dos… Continuar lendo Futebol, televisão, dinheiro e notícia

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Publicidade olímpica

O Globo de hoje (19/01), em seu caderno de economia, publica uma notícia dando conta da publicidade envolvendo os Jogos Olímpicos de 2016. Versando sobre o uso que as marcas já começam a fazer do evento que ocorrerá em agosto, o texto explora a figura dos garotos-propaganda. Interessante observar na matéria como os personagens escolhidos… Continuar lendo Publicidade olímpica

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