Produção audiovisual

Já está no ar o quinquagésimo episódio do Passes e Impasses

O tema do nosso quinquagésimo episódio é a Copa do Mundo de 1950. Com apresentação de Filipe Mostaro e Abner Rey, gravamos remotamente com Sérgio Souto, professor de jornalismo da UERJ e pesquisador do LEME.

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O podcast Passes e Impasses é uma produção do Laboratório de Estudos em Mídia e Esporte em parceria com o Laboratório de Áudio da UERJ (Audiolab). O objetivo do podcast é trazer uma opinião reflexiva sobre o esporte em todos os episódios, com uma leitura aprofundada sobre diferentes assuntos em voga no cenário esportivo nacional e internacional. Para isso, contamos sempre com especialistas para debater conosco os tópicos de cada programa.

Você ama esporte e quer acessar um conteúdo exclusivo, feito por quem realmente pesquisa o esporte? Então não deixe de ouvir o quinquagésimo episódio do Passes & Impasses.

No quadro “Toca a Letra”, a música escolhida foi “O Brasil Há de Ganhar”, de Ary Barroso e Linda Batista.

Passes e Impasses é o podcast que traz para você que nos acompanha o esporte como você nunca ouviu.

Ondas do LEME (recomendações de artigos, livros e outras produções):

O dia em que meus pais saíram de casa [filme]

Dossiê 50 – Dossiê 50 Os Onze jogadores revelam os segredos da maior tragédia do futebol brasileiro – Geneton Moraes [livro]

Balada n. 7 – Moacyr Franco [música]

Imprensa e Memória na Copa de 50: a glória e a tragédia de Barbosa – Sérgio Souto [dissertação]

Maracanã [filme]

Barbosa [filme]

Anatomia de uma derrota – Paulo Perdigão [livro]

O Rio corre para o Maracanã – Gisella de Araujo Moura [livro]

Maracanazo e Mineiratzen: Imprensa e Representação da Seleção Brasileira nas. Copas do Mundo de 1950 e 2014 – Francisco Brinati [tese]

“Gigante pela própria natureza”: as narrativas de um “Novo Brasil” encontradas na Copa do Mundo de 1950 – Filipe Mostaro, Ronaldo Helal e Fausto Amaro [capítulo de livro]

Equipe

Coordenação Geral: Ronaldo Helal
Direção: Fausto Amaro e Filipe Mostaro
Roteiro e produção: Abner Rey e Carol Fontenelle
Edição de áudio: Leonardo Pereira (Audiolab)
Apresentação: Filipe Mostaro e Abner Rey
Convidado: Sérgio Souto

Produção audiovisual

Já está no ar o quadragésimo nono episódio do Passes e Impasses

O tema do nosso quadragésimo nono episódio, é o Jornalismo Esportivo na era digital. Com apresentação de Filipe Mostaro e Caroline Rocha, gravamos remotamente com Alexandra Carauta, doutor em Comunicação pela PUC-Rio e especialista em Administração Esportiva pela FGV-RJ.

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O podcast Passes e Impasses é uma produção do Laboratório de Estudos em Mídia e Esporte em parceria com o Laboratório de Áudio da UERJ (Audiolab). O objetivo do podcast é trazer uma opinião reflexiva sobre o esporte em todos os episódios, com uma leitura aprofundada sobre diferentes assuntos em voga no cenário esportivo nacional e internacional. Para isso, contamos sempre com especialistas para debater conosco os tópicos de cada programa.

Você ama esporte e quer acessar um conteúdo exclusivo, feito por quem realmente pesquisa o esporte? Então não deixe de ouvir o quadragésimo nono episódio do Passes & Impasses.

No quadro “Toca a Letra”, a música escolhida foi “Pela Internet 2”, interpretada por Gilberto Gil.

Passes e Impasses é o podcast que traz para você que nos acompanha o esporte como você nunca ouviu.

Ondas do LEME (recomendações de artigos, livros e outras produções):

Doutor Castor [série]

The English Game [série]

Equipe

Coordenação Geral: Ronaldo Helal
Direção: Fausto Amaro e Filipe Mostaro
Roteiro e produção: Caroline Rocha e Carol Fontenelle
Edição de áudio: Leonardo Pereira (Audiolab)
Apresentação: Filipe Mostaro e Caroline Rocha
Convidado: Alexandre Carauta

Artigos

Les Bleus contra Zemmour: a primeira “final” da França em 2022

O futuro da França está em jogo dentro e fora de campo no ano de 2022. Nos gramados da Copa do Mundo no Qatar, o país vai tentar o tricampeonato a partir de novembro. Uma nova conquista terá o poder de reforçar o legado construído desde 1998 pela seleção multiétnica, com o protagonismo de jogadores brancos, negros e de descendência árabe em um momento de crescente xenofobia e racismo entre os franceses. Fora das quatro linhas, porém, o adversário deseja acabar com tudo o que os “Les Bleus” representam: Éric Zemmour, candidato a presidente nas eleições deste domingo.

Após ter ficado fora das Copas de 1990 e 1994, a seleção masculina passou por uma transformação que se confunde com a da própria sociedade francesa. A partir de 1998, a renovada equipe, fruto da migração ao país nas décadas anteriores, disputou três finais de Copa do Mundo e venceu duas, em 1998 e 2018; foi a duas finais de Eurocopa e venceu uma, em 2000; e conquistou duas Copas das Confederações, em 2001 e 2003. O desempenho só se compara ao da seleção brasileira, a única que conquistou mais títulos no período.

Zidane, filho de argelinos, ergue a taça da Copa do Mundo ao lado de Lizarazu (à esquerda) e Desailly, ganês naturalizado francês (à direita): trio é símbolo da nova França do final dos anos 1990. Foto: AFP

No entanto, enquanto acontecia a ascensão meteórica do futebol francês, Zemmour também ganhava notoriedade, justamente fazendo oposição à seleção nacional. O principal livro do jornalista, escritor de extrema-direita e candidato a presidente, com mais de 250 mil cópias vendidas, analisa o primeiro título mundial da França no futebol por um viés racista e xenófobo.

Tom anti-imigração do jornalista, escritor e candidato à presidência da França Éric Zemmour é apelo aos nostálgicos de um país que não existe mais. Foto: Eric Gaillard/Reuters

Em “Le Suicide Français” (“O suicídio francês”, em português), Zemmour afirma que a celebração nacional da vitória por 3 a 0 sobre o Brasil foi um passo rumo ao suposto “declínio do país”, por “priorizar o feito dos jogadores negros, brancos e árabes, ao invés do azul, branco e vermelho da bandeira francesa”. Para Zemmour, a França só foi campeã devido à liderança do treinador Aimé Jacquet e do capitão e atual técnico da seleção Didier Deschamps, dois homens brancos, negando a contribuição de atletas negros e de descendência árabe que são referências no futebol até hoje, como o meia Zinedine Zidane, autor de dois dos três gols daquela final, o lateral-direito Lilian Thuram e o volante Patrick Vieira.

Após a publicação do livro, Zemmour virou presença recorrente em programas de debate em emissoras de rádio e TV, e colunista de jornais de direita na França, como o “Le Figaro”, o que serve de alerta para o jornalismo profissional não compactuar com a ascensão de quem pode justamente atacar a imprensa e a democracia, em troca de polêmica e audiência.

Zemmour no poder executaria o projeto de destruição da bandeira da igualdade racial, da tolerância, da integração e da representatividade da seleção francesa de futebol. No entanto, está difícil virar o jogo. Antes em segundo lugar, o candidato agora está apenas em quarto, com 10% das intenções de voto. No entanto, outra candidata alinhada ideologicamente a Zemmour, Marine Le Pen, com 21,5%, deve disputar em 24 de abril o segundo turno contra o atual presidente Emmanuel Macron, de centro e líder nas pesquisas com vantagem de somente 5 pontos percentuais. 

A França pode até ser tricampeã mundial no Qatar, em dezembro, confirmando o favoritismo. Mas, para sair vitoriosa em 2022 de fato, precisa, antes, vencer nas urnas.

Produção audiovisual

Já está no ar o quadragésimo oitavo episódio do Passes e Impasses

O tema do nosso quadragésimo oitavo episódio, o primeiro do ano, é a Copa do Mundo de 1938: football mulato e imaginário nacional. Com apresentação de Leticia Quadros e Christian Domingues, gravamos remotamente com Tiago Maranhão, doutor em História pela Universidade Vanderbilt (EUA) e professor na Universidade de Michigan (EUA), e Ronaldo Helal, professor titular da Faculdade de Comunicação Social da UERJ e coordenador do LEME.

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O podcast Passes e Impasses é uma produção do Laboratório de Estudos em Mídia e Esporte em parceria com o Laboratório de Áudio da UERJ (Audiolab). O objetivo do podcast é trazer uma opinião reflexiva sobre o esporte em todos os episódios, com uma leitura aprofundada sobre diferentes assuntos em voga no cenário esportivo nacional e internacional. Para isso, contamos sempre com especialistas para debater conosco os tópicos de cada programa.

Você ama esporte e quer acessar um conteúdo exclusivo, feito por quem realmente pesquisa o esporte? Então não deixe de ouvir o quadragésimo oitavo episódio do Passes & Impasses.

No quadro “Toca a Letra”, a música escolhida foi “Um a zero”, interpretada pelo maestro brasileiro Pixinguinha

Passes e Impasses é o podcast que traz para você que nos acompanha o esporte como você nunca ouviu.

Ondas do LEME (recomendações de artigos, livros e outras produções):

Diamante Negro: biografia de Leônidas da Silva – André Ribeiro [livro]

Apolíneos e Dionisíacos – Tiago Maranhão [artigo]

A invenção do país do futebol – Ronaldo Helal, Antonio Jorge Soares e Hugo Lovisolo

A Copa de 1938 – artistas primitivos – Arlei Damo [artigo]

A vitória do futebol que incorporou a pelada – José Sérgio Leite Lopes [artigo]

Equipe

Coordenação Geral: Ronaldo Helal
Direção: Fausto Amaro e Filipe Mostaro
Roteiro e produção: Christian Domingues e Carol Fontenelle
Edição de áudio: Leonardo Pereira (Audiolab)
Apresentação: Leticia Quadros e Christian Domingues
Convidados: Tiago Maranhão e Ronaldo Helal

Produção audiovisual

Já está no ar o quadragésimo segundo episódio do Passes e Impasses

O tema do nosso quadragésimo segundo episódio é A Copa do Mundo de 1930. Com apresentação de Fausto Amaro e Abner Rey, gravamos remotamente com Alvaro do Cabo, doutor em História Comparada pela UFRJ, mestre em Comunicação Social pela UERJ e professor.

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O podcast Passes e Impasses é uma produção do Laboratório de Estudos em Mídia e Esporte em parceria com o Laboratório de Áudio da UERJ (Audiolab). O objetivo do podcast é trazer uma opinião reflexiva sobre o esporte em todos os episódios, com uma leitura aprofundada sobre diferentes assuntos em voga no cenário esportivo nacional e internacional. Para isso, contamos sempre com especialistas para debater conosco os tópicos de cada programa.

Você ama esporte e quer acessar um conteúdo exclusivo, feito por quem realmente pesquisa o esporte? Então não deixe de ouvir o quadragésimo segundo episódio do Passes & Impasses.

No quadro “Toca a Letra”, a música escolhida foi Uruguay nomás” de Jorge Drexler.

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Ondas do LEME (recomendações de artigos, livros e outras produções):

Fútbol, identidad y poder – Andreas Morales [livro]

Maracanã: Os labirintos do caráter – Franklin Morales [livro]

Textos do pesquisador Gaston Laborido [artigos]

Equipe

Coordenação Geral: Ronaldo Helal
Direção: Fausto Amaro e Filipe Mostaro
Roteiro e produção: Abner Rey e Carol Fontenelle
Edição de áudio: Leonardo Pereira (Audiolab)
Apresentação: Fausto Amaro e Abner Rey
Convidado: Alvaro do Cabo

Eventos

LEME divulga programação dos GTs do Seminário Agora é com elas

O Seminário “Agora é com elas” já tem sua listagem de apresentação de trabalhos. Divididos em dois GTs (GT1: História, memórias e resistências e GT2: Futebol feminino nos rastros da profissionalização”), os trabalhos serão apresentados nos dias 8 e 9 de novembro, com início às 9h (horário de Brasília). Cada resumo deverá ser apresentado em até 15 min e é facultativo o uso de slide.

Solicitamos que os participantes dos GTs estejam presentes nos dois encontros, contribuindo assim para as discussões sobre os trabalhos. 

Informações adicionais sobre os links para acesso à sala de reunião virtual serão enviadas posteriormente.

Acompanhe aqui a ordem de trabalhos do GT1 e GT2.

  • Para assistir ao GT1, se inscreva por esse link. Para assistir ao GT2, clique aqui.
  • Eventos

    LEME entra em campo para o Seminário Internacional Copa do Mundo de Futebol de Mulheres

    Em 2021, comemoramos 30 anos da primeira edição oficial da Copa do Mundo de Futebol Feminina. Na competição, a seleção brasileira foi a única representante da América do Sul e, logo na estreia, venceu o Japão com gol de Elane. Para comemorar essa data e analisarmos alguns aspectos da trajetória do futebol de mulheres no Brasil e na América do Sul, o Laboratório de Estudos em Mídia e Esporte (LEME) realizará o Seminário Internacional Copa do Mundo de Futebol de Mulheres, nos dias 8 e 9 de novembro.

    O evento contará com apresentação de trabalhos via Meet, divididos em dois GTs e ciclos de palestras com transmissão ao vivo pelo canal do LEME no Youtube (programação ainda a ser divulgada).

    Regras e prazo para submissão de trabalhos

    Recebimento de resumos expandidos em Português ou Espanhol: de 04 de junho a 15 de agosto de 2021.

    Atenção especial a este item: o resumo expandido deve ter no mínimo 7.000 e no máximo 12.000 caracteres, com espaços, incluindo resumo e bibliografia e deve estar no template do evento, seguindo todas as suas regras de formatação.

    Grupos de trabalho

    GT 1: História, memórias e resistências

    A participação das mulheres no futebol é fenômeno derivado de um processo que envolve fatores diversos relacionados tanto a aspectos esportivos quanto a um conjunto de reivindicações e lutas das mulheres pela equidade de direitos. Este GT pretende discutir as dimensões históricas e sociais da trajetória do futebol de mulheres no Brasil e em outros países, contemplando a prática esportiva e a dimensão torcedora.

    Coordenação: Leda Costa

    GT2: Futebol feminino nos rastros da profissionalização

    A participação profissional das mulheres no futebol para além dos gramados tem sido objeto de importantes investigações. Este GT se propõe a discutir os obstáculos e horizontes futuros para as mulheres no exercício de algumas funções como, por exemplo, a arbitragem, a ocupação de cargos em Federações e clubes, no jornalismo esportivo assim como sua presença na pauta de políticas públicas voltadas ao esporte.

    Coordenação: Carol Fontenelle

    Envio de resumos expandidos

    O template pode ser baixado aqui.

    Devem ser enviados para o e-mail: seminariocopadomundodemulheres@gmail.com

    No campo assunto deve ser colocado o nome do GT para qual o trabalho se destina.

    O arquivo final deve ser salvo em .doc ou .docx e deve ter o nome+sobrenome do autor principal.

    Ex.: Joaodasilva.docx

    Quem pode enviar os resumos expandidos?

    Graduandos, graduados, mestrandos, mestres, doutorandos e doutores, que vinculem seus textos aos GTs e às áreas de Ciências Sociais, Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Humanas, Educação Física, Linguística, Letras e Artes. Não é permitido o envio de mais de um trabalho de um mesmo autor para um mesmo GT. No caso de um autor desejar enviar um trabalho para cada GT, ele deve ser autor principal em um e coautor no outro.

    Divulgação dos resumos expandidos aprovados: 6 de setembro

    Pagamento de inscrições de trabalhos aprovados

    A taxa de inscrição deverá ser realizada a título de doação para uma instituição (ainda a ser escolhida). Só haverá pagamento da referida taxa para os autores que tiverem seus trabalhos aprovados. Caso um mesmo resumo expandido seja escrito por mais de uma pessoa, todos os autores devem fazer o pagamento da inscrição, caso queiram receber certificado online. No momento da apresentação, é permitida a escolha de somente um autor para explanação, que será de 15 minutos, seguida de discussão entre os presentes na sala de reunião do Meet.

    Estudantes de graduação: R$ 10.

    Demais: R$20.

    Prazo de pagamento: 6 a 30 de setembro (informações detalhadas serão comunicadas posteriormente).

    Artigos · Entrevistas

    Coordenador do LEME discute o fenômeno “Copa do Mundo” em entrevista

    A Copa do Mundo é um dos maiores eventos esportivos do mundo, seja pela sua atratividade mercadológica, pelo espetáculo, pela união de seleções ou pelo apelo das torcidas. Há noventa anos tinha início esse torneio que, de quatro em quatro anos, junta os amantes do futebol do mundo inteiro. Mas será que sempre foi assim?

    A popularização do futebol na Europa fez com que, em 1930, fosse criada a primeira Copa do Mundo de futebol. A competição, que começou com apenas treze seleções, foi ganhando contornos maiores na medida em que o próprio futebol se profissionalizava e o mundo se modernizava. Hoje, para a Copa de 2022 no Qatar, estão previstas 48 seleções, e muitas outras questões, como as logísticas de viagens que eram impensáveis em 1930.

    O coordenador do LEME, Ronaldo Helal, deu uma entrevista ao programa Noite Ilustrada da Rádio UFMG Educativa, da Universidade Federal de Minas Gerais, sobre esse fenômeno que é a Copa do Mundo. Helal lembra histórias e fatos de diversas Copas que aconteceram ao longo desses noventa anos de existência. Quer saber mais sobre esse torneio de magnitude mundial? Aperte o play no áudio abaixo e escute a entrevista completa.

    1930 FIFA World Cup Uruguay ™ - FIFA.com
    Fifa.com

     

    Eventos

    Encontros LEME sobre o Maracanazo nesta sexta-feira

    LEME reúne pesquisadores para discutir o Maracanazo

    16 de julho de 1950 – diante de mais de 200 mil pessoas, o Brasil se calava com os gols de Shiaffino e Ghiggia, no Maracanã. A épica derrota para o Uruguai, que fez o Brasil amargar o vice-campeoanto da Copa do Mundo, ficou conhecida por Maracanazo. Para debatermos esse episódio e suas implicações, o LEME – Laboratório de Estudos em Mídia e Esporte realizará, nesta sexta (31/07) às 19h, um encontro virtual.

    Para esta edição especial dos Encontros LEME, contaremos com os pesquisadores Alvaro do Cabo, Gastón Laborido, Francisco Brinati e Sergio Souto, com mediação do também pesquisador Filipe Mostaro.

    Aguardamos vocês no canal do LEME no Youtube.

    Testeira Facebook - Especial 70 anos Maracanazo

     

     

    Artigos

    Carta para o amigo Ghiggia

    Meu querido amigo Ghiggia,

    Inicialmente, permita-me chamá-lo de amigo.

    Você não me conhece, mas nas últimas sete décadas você esteve presente em quase todos os meus pensamentos sobre futebol, em muitos dos meus sonhos – e pesadelos –, em boa parte de meu imaginário saudoso sobre tempos que não necessariamente eu vivi.

    Logo, você jamais será indiferente a mim.

    Eu havia de escolher, pois, se você seria meu inimigo ou meu amigo.

    E vejo-me obrigado a confessar que por anos eu não desejei menos do que a primeira das opções. Odiá-lo com ímpeto, com cegueira e dor, com fúria e tristeza, com a ignorância típica daqueles que odeiam, apenas pelo bel prazer de descontar em alguém toda a minha incompreensão sobre um dia que existiu justamente para ser incompreendido.

    Mas tem uma força dentro da gente, que por falta de condições de nominá-la aqui chamarei de “maturidade”, que nos faz mudar de opiniões, compreender melhor a vida, olhá-la por outros ângulos.

    De forma que o ódio virou admiração. A inimizade virou respeito. O pavor virou beleza. A dor virou amor. A tragédia? Bom, tragédia é tragédia. Continuará sendo para sempre. Mas já consigo enxergar aquele dia como um dos mais belos e indescritíveis da história do futebol.

    E é justo por isso que estou aqui a te pedir para ser aceito como amigo.

    Eu sei, precisou-se de todo este tempo de hiato para que eu admitisse a ti a beleza de tuas pernas, de teu gingado, de tua força, de tua habilidade, de tua velocidade, de teu gol.

    Perdoe-me por isso, amigo. E que não seja tarde. Que do olimpo, da eternidade, do além onde os craques viram deuses, você não guarde mágoas de um tolo como eu.

    Hoje já consigo assistir aquele gol sem chorar, ainda que o coração insista em acelerar, numa busca insana por mudar a direção da bola, por absolver o velho Barbosa, condenado para sempre por uma culpa que não deveria ser dele.

    Desculpa o devaneio, Ghiggia, querido. Como te disse, e repito agora, já consigo ver todo o esplendor do lance, mas ele não deixa de ser trágico e asfixiante por causa disso.

    Mas eis que estamos aqui a lembrar dos 70 anos daquele dia inexprimível.

    Num 16 de julho como hoje, mas em 1950, no saudoso Estádio Municipal, o conceito de “instante” foi modificado para sempre.

    Que dia impressionante de se resgatar, meu amigo. Parabéns por ele. Você, Obdúlio, Máspoli, Schiaffino e todos os seus companheiros merecem os louros.

    A propósito, amigo, se me permitir mais uma indelicadeza neste momento, anseio em falar algo mais. Em compartilhar contigo algo que me assombra justamente sobre o dia de tua morte.

    Porque, se há uma coincidência que me arrepia toda vez que a percebo é o fato de você ter morrido na exata mesma data do Maracanazo que tu foste protagonista. Pois hoje é dia de sentir em toda a sua profundidade não só os 70 anos da final da Copa de 1950 e do bicampeonato mundial do Uruguai, mas também os cinco anos da morte do homem que tornou aquele momento eterno.

    Aliás, uma última questão.

    Desculpe-me de verdade por nós brasileiros, que temos a péssima mania de preferir nos culpar a admitir a superioridade adversária. Mas hoje sei que, acima de tudo, foi uma conquista que a brava e heroica Celeste fez por merecer.

    Beijos, querido.

    Nem sei bem porque, mas obrigado por aquele dia.

    Ele é mágico justamente por ser inexplicável.

    Ghiggia morreu assistindo ao jogo do Inter na Libertadores, revela ...
    Fonte: ESPN.