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A lista

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Reparei que o assunto “transmissões esportivas midiáticas” e “imparcialidade” tem sido recorrente neste espaço. Como a seara em questão, além de envolver vários profissionais, ou seja, o “ganha-pão” de várias famílias, é sempre um assunto espinhoso a se debater. Este autor que vos escreve, inclusive, já escreveu sobre o papel dos críticos, em algumas postagens.

O jornalismo não é um campo tão diferente de outros espaços sociais, apesar de muitos comunicadores assim o entenderem. Certa feita, em meus idos de graduando, na UFF, um professor de Sociologia nos ensinou: “Em todas as profissões há indivíduos de má-índole, ou incapacitados para a função. Exceto no Jornalismo. Nunca se vê um jornalista ladrão, por exemplo. São todos santos”. Jamais esqueci esta frase…

A índole do profissional nunca me importou. Como disse Alvin Toffler (A terceira Onda, 1980):

“Na sociedade contemporânea, o indivíduo é entendido por sua função social, e não mais como um todo: O que nos importa em um vendedor de sapatos é sua capacidade de me vender um bom calçado por um preço aceitável. Não damos a mínima para os seus problemas pessoais, se sua mulher é alcoólatra, etc.”

Outros autores já discorreram sobre esse assunto. Foi cunhado inclusive o conceito de “coisificação do homem” para exemplificar tal faceta, além, obviamente, do célebre conceito marxista de reificação das relações sociais. Quem quiser saber mais sobre isso procure o professor Adorno e sua Minina moralia.

Pois bem, o trabalho do crítico, ou de qualquer um que se disponha a escrever sobre o trabalho ou produto alheio (como é o caso do jornalismo esportivo), se enquadra nesta classificação. Como se trata de um produto que é consumido à guisa de entretenimento (embora algumas pelejas esportivas sejam mais enfadonhas ou nauseantes do que divertidas ou emocionantes), os narradores e comentaristas precisam tentar, de alguma maneira, envolver o consumidor. Distrair o público, na cada vez mais árdua tarefa de evitar que ele mude de canal ou de tela (TV, computador, celular, ou quem sabe até um livro de papel). Assim, a tão almejada imparcialidade (sic), fica muito complicada de se estabelecer. A imparcialidade, na maioria dos casos significa chatice. Como o tal “politicamente correto”. Vejam o humorismo, por exemplo… o humor é, por essência, politicamente incorreto! Como fazer piadas engraçadas sem “zoar” as minorias? Não existiriam ícones como o Costinha, Jô Soares, Chico Anísio, Os trapalhões, etc etc etc. Quem nunca riu de uma “videocassetada” onde um cara levou um tombo e se quebrou todo, que atire a primeira pedra…

Eu não me lembro de uma época em que eu gostara de narradores ou comentaristas esportivos. Sempre os achei um estorvo. Um apêndice desnecessário, em uma transmissão televisiva. Se alguns, como o Silvio Luis e o Manolo Lama, têm um estilo diferenciado que valorizo, ainda assim, reconheço que pouco ou nada contribuem para o espetáculo esportivo em questão. Os Buenos da vida, então… nem se fala!

Comentaristas… indivíduos pagos para falar (besteira). E dar sua (chata, pobre, desnecessária) opinião. Por mais que um narrador ou comentarista fale… é apenas uma opinião! Como muitas outras. Milhares, milhões. É como na área acadêmica quando assistimos a um catedrático dizer em uma aula ou palestra: “eu acho que…”. Dá vontade de levantar e sair no ato! Achismo? Não obrigado. Tragam fatos! Esse foi um diferencial que vi na obra de Karl Marx (ahh! Tem gente que não gosta do Marx… e daí? É a vossa opinião. Traga dados! Pesquisas! Empiricismo).

Voltando ao tema deste parco texto… Encontrei listas de “piores narradores e comentaristas esportivos”. Como tais profissionais adoram criticar outros profissionais (árbitros, atletas, dirigentes, etc), é aceitável que sejam criticados também. Se fossem tão bons seriam atletas, treinadores, etc, e não “faladores”. A seguir algumas listas:

– Os 15 mais odiados do Brasil (em ordem crescente):

Mauro César Pereira (ESPN); Cléber Machado (Globo); Sérgio Noronha (Globo); Rica Perrone (Não sei de onde… Rica não é nome de mulher?!); Mário Sérgio (Descanse em paz); Paulo Santana (Rádio Gaúcha); Bob Faria (Globo); Edinho (Globo); Pedro Ernesto (Não sei de onde também); Renato Maurício Prado (O Globo e FOX); Alex Escobar (Globo); Tiago Leifert (Globo); Milton Neves (Bandeirantes? Record? Rede TV? Confesso que não lembro também, nem me importo em saber!); Galvão Bueno (Globo de Mônaco da França… mas em segundo?!? Ele é Hos concours!); e em primeiro lugar… Neto (Bandeirantes).

http://www.90min.com/pt-BR/posts/1666984-os-15-jornalistas-esportivos-mais-odiados-do-brasil

Bom, nas próximas listas, apenas nomes. Cansei de procurar saber quem trabalha onde…

– Os sete jornalistas esportivos mais polêmicos do Brasil:

Milton Neves, Jorge Kajuru, Flávio Gomes, José Kalil, Renato Maurício Prado, Chico Lang.

 

– Cite os piores jornalistas:

Renata Fan (Band), Mauro Cesar Pereira(ESPN), Mario Sergio e Paulo Lima (Fox Sports), Muller e Noriega (Sportv).

Renata Fan, Denilson, Chico Garcia, de porto alegre, Éverton Guimarães, de Minas, Flávio Prado, André Lofredo e Eusébio Rezende.

Bom, como se vê há críticos dos críticos, e muitos nomes apareces em várias listas. Então, o melhor a se fazer é tirar mesmo o som. O que importa a opinião desses caras? Cada um com a sua e amizade (?!) continua.

 

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