Artigos

“MARACANAZO E MINEIRATZEN: Imprensa e Representação da Seleção Brasileira nas Copas de 1950 e 2014”, livro de Francisco Brinati, será lançado nesta semana.

Na próxima quinta-feira, 18 de Agosto, será lançado o livro “MARACANAZO E MINEIRATZEN: Imprensa e Representação da Seleção Brasileira nas Copas de 1950 e 2014, de Francisco Brinati, pesquisador do Grupo de Pesquisa “Comunicação e Esporte”, do qual o Laboratório de Estudos em Mídia e Esporte faz parte.

A derrota da seleção brasileira de futebol por 7 a 1 para a Alemanha, na semifinal da Copa do Mundo de 2014, foi encarada pela opinião pública como vexaminosa, e despertou o interesse de inúmeros jornalistas e pesquisadores em comunicação e esporte em aprofundar as discussões sobre a seleção pentacampeã mundial e sua representação histórica diante dos discursos midiáticos. “MARACANAZO E MINEIRATZEN: Imprensa e Representação da Seleção Brasileira nas Copas do Mundo de 1950 e 2014” também foi o tema da tese de doutorado de Francisco Brinati e um dos primeiros trabalhos de pesquisa que abordam profundamente o capítulo mais triste da história de um dos patrimônios da cultura brasileira.

maraca
Foto: divulgação

A relação entre a Seleção Brasileira masculina de futebol e o torcedor nacional passa por um momento de mudança. Historicamente, torcer pela equipe era um ato de patriotismo, comum à maioria dos brasileiros, que viam no time um representante da nossa identidade, ressignificado pela nossa cultura e um instrumento que contribuiu para a unificação de um país. Contudo, alguns fatores influenciaram no sentimento de identificação com a Seleção ao longo dos últimos anos e verificamos, hoje, uma queda nessa relação, que por muito tempo, tratou o time como espelho da nação, tornando os jogadores que vestem a “amarelinha” como representantes de cada um de nós, brasileiros. O que se configurou na expressão “Pátria de chuteiras”.

 

No livro, o autor trabalha como a representação dos jornais impressos influenciou na construção de sentimentos de pertencimento do torcedor com a Seleção Brasileira nos períodos das Copas do Mundo. Principalmente, nas duas disputadas no país: 1950 e 2014. Uma leitura que traz a importância do esporte no país e da Seleção no contexto histórico, as campanhas e coberturas da imprensa durante as 20 edições de Mundiais e como podemos hoje levantar hipóteses – dentro do contexto de análise da Comunicação Social – sobre um possível afastamento entre a torcida brasileira e a Seleção nacional de futebol.

O esporte, entre as suas diversas variantes, é meio de expressão das construções acerca da identidade nacional. O futebol atua como um elemento aglutinador de etnias e classes e é uma importante maneira de influenciar a visão que o brasileiro tem de si próprio. No Brasil, a Seleção funciona como instrumento unificador da nação, representante da cultura nacional. Ao representar os atletas e equipe, os meios de comunicação acabam por construir imagens que influenciam nos sentidos de pertencimento em relação ao objeto retratado. Por meio dos discursos adotados pela imprensa, atribuímos valores simbólicos que geram identificação. A disputa de uma Copa do Mundo Fifa é uma ocasião em que o sentimento de nacionalidade é avivado diante da competição entre times de futebol que correspondem a Estados-nação. No entanto, os últimos anos teriam demonstrado uma queda de interesse do torcedor nacional pelo selecionado. O Brasil, por duas oportunidades, foi sede de um Mundial. E, nas duas ocasiões, a Seleção Brasileira sofreu derrotas e não conseguiu conquistar o título jogando em seu território. O livro, um estudo sobre Comunicação e Esporte, é uma análise dos textos dos jornais impressos O Globo e Folha na cobertura das Copas do Mundo de 1950 e 2014. Busca-se, uma vez que se percebera o vínculo simbólico entre o conceito de nação e o desempenho da Seleção nacional de futebol, entender como foram construídas as representações da equipe e quais amostras podem identificar a relação de aproximação ou afastamento com os torcedores, nas competições que marcaram as duas principais derrotas da Seleção em cem anos de história.

Serviço:

LIVRO: MARACANAZO E MINEIRATZEN: Imprensa e Representação da Seleção Brasileira nas Copas do Mundo de 1950 e 2014.
AUTOR: FRANCISCO BRINATI
EDITORA: Prismas
PÁGINAS: 301
ANO: 2016
VALOR: R$ 50,00
DATA DE LANÇAMENTO: 18/08/2016, às 18h30
LOCAL: BAR DA FÁBRICA
ENDEREÇO: Praça Antônio Carlos, Centro, Juiz de Fora-MG
CONTATOS: Chico Brinati (32) 98846-3980 / (32) 98418-8884
chicobrinati@yahoo.com.br

Sobre o autor:

Francisco Ângelo Brinati (Chico Brinati) é doutor em Comunicação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, UERJ (2015) e professor do Curso de Comunicação Social – Jornalismo da Universidade Federal de São João del-Rei, UFSJ. Possui Mestrado em Comunicação e Sociedade pela Universidade Federal de Juiz de Fora, UFJF (2010) e Graduação em Comunicação Social pela mesma UFJF (2005). Foi Produtor e Editor da TV Integração – Juiz de Fora, emissora afiliada à TV Globo, repórter esportivo da Rádio Panorama FM e autor da coluna de esportes “Caneladas & Canetadas” do jornal JF Hoje.

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s