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A bola e a “bolha”

Um jogo totalmente diferente. Esse era o slogan da volta da NBA (a liga de basquete americana) após a interrupção da temporada 2019/2020 devido à pandemia provocada pelo novo Coronavírus. Esportivamente falando, o jogo até pode ter sido o mesmo, mas, sem sombra de dúvida, todas as adaptações que precisaram ser feitas para que o campeonato chegasse ao fim fizeram com que essa temporada fosse única, impossível de esquecer.

 A solução encontrada foi criar uma “bolha”, ou seja, um ambiente totalmente controlado, onde atletas e demais profissionais envolvidos pudessem ficar isolados e imunes a qualquer risco. O local escolhido foi o complexo esportivo gerenciado pela Disney, na cidade de Orlando, na Flórida, o ESPN Wide World of Sports Complex. O local parecia ser o mais adequado, por sua infraestrutura esportiva e hoteleira. Salões de convenções abrigaram 7 quadras para treinamentos e três ginásios ficaram disponíveis para os jogos. Além disso também havia toda uma estrutura de serviços para atender atletas e o staff da NBA. Cada equipe pôde levar até 37 pessoas para a “bolha”, incluindo atletas, técnicos, integrantes da comissão técnica, seguranças e outros funcionários.

A “bolha” do Reino Mágico da Disney (Ilustração: Getty Images)

O que a Liga não esperava era que no mesmo período da retomada da temporada, o número de casos de Covid-19 no estado da Flórida “explodisse”, batendo a marca de quase 15 mil por dia em meados de julho. Mais um motivo para os cuidados médicos serem extremamente rigorosos. Qualquer pessoa que chegava à “bolha” tinha que ficar 48 horas isolada em seu quarto e testar “negativo” em dois exames. Todos aqueles, inclusive alguns jogadores, que precisaram sair, foram obrigados a cumprir um período de quarentena na volta. O relato do armador do Philadelphia 76ers, o brasileiro Raulzinho, à revista Época mostra o quanto a rotina era desgastante:

No começo não foi fácil. Ficava fechado no quarto, sem contato, só saía para os treinos. Passava boa parte do dia vendo TV, sem ter o que fazer. Fizemos muitos testes de Covid-19. Testes diários, protocolos de higiene e segurança. Era necessário, mas o desgaste mental e emocional foi enorme.

Para diminuir a incidência de casos de depressão pelo isolamento, a entrada de parentes foi permitida depois da primeira rodada dos playoffs. Quem quis receber convidados teve que arcar com os custos. Mesmo assim, os visitantes tiveram que ficar em isolamento por uma semana, além de serem submetidos a dois testes em um período de três dias.  O cuidado era tanto que foi criado até um tipo de disque-denúncia para qualquer tipo de quebra dos protocolos de saúde. Além disso, pulseiras usadas por todos os habitantes da “bolha” não só controlavam as movimentações, como ainda registravam a temperatura de todos, 24 horas por dia.

Que comecem os jogos…

Foi preciso criar um critério para definir que times iriam para Orlando. Das 30 franquias, 22 foram selecionadas: as que já tinham definido vagas para a fase do mata-mata e aquelas que ainda tinham essa possibilidade, estando a quatro jogos ou menos do então oitavo colocado. Foram 9 equipes da Conferência Leste e 13 da Oeste. A retomada da temporada se deu em 30 de julho e os playoffs começaram em 17 de agosto.

Uma das grandes diferenças nesse novo normal era a inexistência do “fator casa”. Como as partidas eram disputadas em um ginásio neutro e sem torcida, tudo ficava mais equilibrado nesse sentido. A NBA tentou, de alguma forma, favorecer os times mandantes: um DJ se encarregava de fazer a sonorização da partida, com gritos de torcida e músicas usadas no ginásio  original, além disso foram instalados três grandes painéis de vídeo onde apareciam imagens ao vivo de torcedores pré-cadastrados pela Liga. Mas nem de longe o clima se parecia com o dos mega ginásios que comportam cerca de 20 mil pessoas. Mesmo assim, quem conseguiu participar, como a estudante de Jornalismo da Uerj, Clara Quintaneira, comemorou. Ela ganhou o direito de participar de um jogo entre Bucks e Magic. “Eles avisaram que uma hora antes do jogo eu já poderia entrar no link para participar. Entrei, precisei tirar uma foto do meu rosto e depois tirar foto do meu passaporte para conferirem. Após isso, fui autorizada e aceita na sala do Google Teams com um login e senha que eles davam para cada um”. Ela, que nunca teve a oportunidade de assistir a um jogo da Liga nos Estados Unidos, garante que foi uma sensação especial. “Representou muito pra mim. O momento que estamos vivendo é histórico. Toda essa questão de pandemia, quarentena e isolamento social vai ficar marcada no ano de 2020. Todos tivemos que nos adaptar a uma nova rotina e com a NBA não seria diferente. A ‘bolha’ nos permitiu viver uma experiência nova como plateia virtual”.

Na torcida, mesmo que de forma virtual. (Foto: Clara Quintaneira)

De acordo com alguns analistas a situação extraordinária fez com que algumas equipes se adaptassem melhor do que outras, foi o caso o Phoenix Suns que venceu todos os jogos que disputou na “bolha” e por muito pouco não chegou aos playoffs. Uma situação inversa pode ser ilustrada pelo Milwaukee Bucks, primeiro colocado geral da temporada. O time do MVP (jogador mais valioso), o grego Giannis Antetokounmpo, ganhou apenas três partidas antes do mata-mata. E nos playoffs também acabou decepcionando. Depois de bater o Orlando, foi eliminado pelo Miami, por 4×1, frustrando seus torcedores e todos aqueles que queriam ver um confronto entre Antetokounmpo e LeBron James na final. O melhor time do Leste, contra o melhor do Oeste.

Vidas negras importam

A retomada da NBA também teve um tom de engajamento político jamais visto. As mortes de Breonna Taylor, em Louisville, e de George Floyd, em Minnepolis, ambos negros e assassinados por policiais, gerou uma onda de manifestações nos Estados Unidos. Os jogadores da NBA, em acordo com a Liga, usaram os jogos como sua forma de protesto. O lema Black Lives Matter (vidas negras importam) estava estampado no piso das quadras. Além disso os jogadores também usaram palavras de ordem em seus uniformes como: “Say their names (diga o nome deles), “I can’t breathe” (eu não posso respirar – frase dita por Floyd enquanto era asfixiado pelo joelho de um policial) ou simplesmente “Equality” (igualdade). Durante a execução do hino americano, todos se ajoelhavam e ficavam de braços dados. Uma imagem potente contra o racismo.

Nos tênis de Jamal Murray, do Denver Nuggets, um tributo a Floyd e Breonna. Foto: Kevin C. Cox / Getty Images

Porém, mais um chocante caso de violência quase pôs tudo a perder. Jogadores do Milwaukee Bucks se recusaram a entrar em quadra após tomarem conhecimento de que Jacob Blake, um homem negro de 29 anos, tinha levado sete tiros pelas costas diante dos três filhos, em Kenosha, no estado de Wisconsin. Os disparos, mais uma vez, haviam sido feitos por policiais. O homem perdeu o movimento das pernas.  O time do Orlando não aceitou a vitória por W.O e também não compareceu.

O boicote, inédito, foi explicado por uma nota oficial dos atletas do Bucks:

Os últimos quatro meses lançaram luz sobre as injustiças raciais em curso que as comunidades afro-americanas enfrentam. Cidadãos de todo o país têm usado suas vozes e plataformas para se manifestar contra esses delitos. Apesar do apelo esmagador por mudança, não houve nenhuma ação. Nosso foco hoje não pode estar no basquete.

Logo outras equipes se posicionaram a favor da paralisação e os jogos tiveram que ser suspensos.

As jogadoras da WNBA (liga profissional de basquete feminino), que também disputavam seus playoffs em uma “bolha” em outra cidade da Flórida, fortaleceram o boicote. Elas usaram camisas brancas com alusão às marcas dos tiros contra Jacob Blake, se reuniram no centro da quadra e ficaram de joelhos. Em seguida, deram os braços e exibiram o nome da vítima. Lá, as partidas também foram suspensas.

Os protestos geraram imagens fortes (Foto: Stephen Gosling/ Getty Images)

LeBron James, o maior nome da Liga, tomou a frente do movimento e não mediu palavras para mostrar sua indignação. Em sua conta do Twitter, postou: “Fuck this, man. We demand changes. Sick of it”, pedindo mudanças e se dizendo cansado com tudo aquilo.  A primeira reunião entre atletas e dirigentes foi tensa, jogadores dos dois times de Los Angeles, o Lakers e o Clippers, ameaçaram deixar a “bolha”, capitaneados por LeBron e por Kawhi Leonard.  Só em um segundo encontro houve um acordo, graças, principalmente, à participação efetiva de Michael Jordan; além de uma lenda do basquete e negro, ele também é o dono do Charlote Hornets, time da Carolina do Norte na NBA. O argumento foi de que eles não deveriam abrir mão daquela plataforma de combate ao racismo, usando microfones e câmeras a favor da causa e do estímulo às pessoas a votarem na eleição presidencial americana para tentar gerar mudanças (nos EUA o voto não é obrigatório). Numa atitude inédita, as franquias também prometeram usar seus ginásios como locais de votação.

Mobilização pelo voto e pelas mudanças. (Foto: David Dow/ Getty Images)

O tributo a um rei

Com a bola quicando, Los Angeles Lakers e Miami Heat chegaram à grande final. Uma série bem equilibrada. O time da Califórnia chegou a abrir 2×0 e, depois, 3×1, mas o Miami, valente, comandado pelo talentoso Jimmy Butler, forçou um jogo 6. Esse sim, vencido com tranquilidade pelo Lakers.

A estrela maior, LeBron James, chegava a seu quarto título, conquistado em três diferentes franquias, o próprio Miami Heat (2012 e 2013), o Cleveland Cavaliers (2016) e o Los Angeles Lakers (2020). Um jogador de quase 36 anos de idade que soube adaptar seu jogo e que passou a alcançar marcas espetaculares em todos os fundamentos do jogo. “The King” (o rei), como é conhecido, coleciona recordes e garante: não pretende parar tão cedo.

O título conquistado este ano foi muito significativo. Era quase uma obsessão para LeBron, desde a morte trágica de Kobe Bryant, amigo de James e grande ídolo do Lakers. A taça de 2020 veio dez anos depois de Kobe ter levado o Lakers à sua última conquista. Não à toa, em várias partidas, incluindo o jogo 6 das finais, o time vestiu a “Black Mamba”, camiseta idealizada para homenagear Bryant, que gostava de usar esse apelido (Black Mamba ou Mamba-Negra é um tipo de cobra africana extremamente venenosa). “No fim das contas, nós só esperamos deixar ele e sua família orgulhosos. É disso que se trata. Desde Kobe a todos os outros que por alguma vez vestiram a camisa dos Lakers, jogamos para deixá-los orgulhosos. Isso que estamos tentando fazer”, afirmou James pouco antes da série final.

O “imparável” LeBron James. (Foto: NBA/Divulgação)

E como se não bastasse o desempenho excelente em quadra (foi eleito o MVP das finais), LeBron James mostrou que esporte e engajamento social podem e devem ser complementares: em 2018 criou sua própria fundação para crianças carentes; fez uma parceria com a Universidade de Akron para pagar bolsas de estudo para 2.300 jovens a partir do ano que vem; e lidera uma campanha de recrutamento de 10 mil voluntários que irão trabalhar nas eleições de 3 de novembro. Mais do que um craque, um líder.

Com o título de número 17, o Lakers se tornou a franquia com o maior número de conquistas, ao lado do Boston Celtics. Um fecho de ouro para uma temporada turbulenta como nenhuma outra da NBA.

Os resultados em termos de audiência podem até ter decepcionado. Os índices foram quase 50% menores do que no ano anterior. A concorrência com transmissões de outras ligas como as de Hóquei, Beisebol e de Futebol Americano, todas, excepcionalmente, ocorrendo de forma conjunta, seria uma das explicações. A eleição presidencial de 2020 também teria contribuído para o declínio na audiência. Redes a cabo como Fox News, MSNBC e CNN registraram altas em seus índices durante o horário nobre. Mas se pensarmos na eficiência da “bolha”, a temporada da NBA foi um enorme sucesso. Foram três meses de isolamento e nenhum caso de infecção por Coronavírus registrado. A Liga Americana de Basquete provou que é possível fazer competição esportiva segura em meio à pandemia, coisa que outros esportes e outros países não souberam ou não quiseram fazer.

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As estátuas e o esporte caem do pedestal

Represada por séculos, a onda antirracista conseguiu, finalmente em 2020, romper os diques que mantinham, sob conforto e segurança, os privilégios de uma sociedade discriminatória.

A derrubada e a retirada de monumentos de personalidades identificadas com o racismo têm sido rotineira nos recentes protestos de rua que vêm exigindo justiça racial. Uma por uma, essas estátuas caem dos seus pedestais e geram o debate em torno da reinterpretação da história. E o caso de uma delas, no estádio olímpico de Amsterdã, mostra que essa onda pode causar transformações sem precedentes no esporte.

Turistas desavisados que até pouco tempo atrás passavam pelo estádio na capital holandesa invariavelmente se sentiam constrangidos.

Isso porque, desde 1928, estava lá uma estátua de bronze em que um homem saudava a todos com o braço direito retilíneo e esticado para frente. Ela foi idealizada pela escultora holandesa Gerarda Rueb na reforma do estádio para os Jogos daquele ano e em homenagem ao Barão Van Tuyll van Serooskerken, fundador do Comitê Olímpico da Holanda.

A intenção do monumento era recordar e exaltar uma suposta saudação da Antiguidade Romana, um dos berços da formação cultural do Ocidente. No entanto, apesar de ter sido erguida 5 anos antes da ascensão de Hitler, a estátua passou a ser associada, ao longo do tempo, ao nazismo, que influencia até hoje grupos racistas, como a Ku Klux Klan nos Estados Unidos. 

Estátua com o braço esticado para frente na entrada do Estádio Olímpico de Amsterdam causou polêmica. Foto: Evert Elzinga/EFE.

 

Diante das cobranças para a estátua ser removida, a Fundação do Estádio Olímpico de Amsterdã consultou um grupo de historiadores e concluiu que a saudação aos romanos é um mito. Não há relatos da época que comprovem que ela, de fato, existiu. Além disso, a estátua com a saudação acabou se tornando uma coincidência acidental e – por que não – trágica: o mesmo gesto com o braço esticado para frente tinha sido introduzido pelo Barão de Coubertin, fundador do Comitê Olímpico Internacional, nos Jogos Olímpicos de 1924, como símbolo de desportividade e respeito entre os atletas (VAN DER VOOREN, 2018).

Anos depois, os nazistas incorporaram o gesto aos seus rituais culturais, e a história fez desaparecer a saudação em meio ao constrangimento coletivo perante o terror causado pelo regime. Mas restava a estátua, bem intencionada no início, porém anacrônica, e que, por isso, já foi removida para um museu dentro do estádio

O esporte pouco havia feito para combater o racismo nas últimas três décadas em que se tornou um espetáculo global, bilionário e, por isso, um produto com grande capacidade de mobilização coletiva. Políticas afirmativas para negros foram raríssimas em clubes e outras entidades esportivas. Em meio às incontáveis injúrias sofridas por atletas negros, o que havíamos visto, no máximo, foi uma faixa “Diga não ao racismo” em estádios ou a frase “Vidas negras importam” em uniformes. Mas nada disso adiantou. 

Portanto, boicotar jogos da NBA e remover estátuas já compõem um avanço sem precedentes, embora ainda tímido. O esporte, em troca de lucros bilionários, frequentemente traçou estratégias para evitar debates raciais e de outros temas de ordem política. Para não desagradar patrocinadores, atletas foram compelidos a manter um comportamento “manso” em meio aos pedidos por engajamento social. Mas a impressão agora é a de que o silêncio da falsa normalidade e que, um dia, taxou o esporte de “alienado” definitivamente acabou.

 

Referências:

VAN DE VOOREN, J. Amsterdam 1928: Het onbekende verhaal van de Nederlandse Olympische Spelen. Balans, Uitgeverij, 2018.

Saluting statue to be removed from Amsterdam Olympic Stadium. Associated Press, Amsterdam, 14 de agosto de 2020. Acesso em: 04 set. 2020.

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O “lugar” do negro no futebol brasileiro

Não deveria chamar atenção e ter uma repercussão grande dois treinadores negros, que foram destaque como jogadores, estarem se enfrentando na área técnica. Para mim isso é a prova que existe um preconceito, à medida que a gente tem 50% da população negra e a proporcionalidade que se representa não é igual. A gente tem… Continuar lendo O “lugar” do negro no futebol brasileiro

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Participações na mídia

Ludopédio entrevista coordenador do LEME (parte 2)*

Ronaldo Helal, coordenador do Laboratório de Estudos em Mídia e Esporte (LEME/UERJ), foi entrevistado pelo site Ludopédio. Equipe Ludopédio Há muito tempo queríamos entrevistar o professor Ronaldo Helal. Foram muitos anos de desencontro até que conseguimos realizar a entrevista por ocasião de um evento no Rio de Janeiro. O professor Helal nos recebeu em sua… Continuar lendo Ludopédio entrevista coordenador do LEME (parte 2)*

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Produção bibliográfica

LEME divulga lançamento do livro “O racismo no futebol brasileiro”, de Igor Serrano

Editora Multifoco e Selo Drible de Letra orgulhosamente convidam para o lançamento do livro “O racismo no futebol brasileiro” de Igor Serrano. Contando com entrevistas de Marcelo Carvalho (Diretor do Observatório da Discriminação Racial no Futebol), Paulão (zagueiro;vítima de racismo por duas vezes), Higor Bellini (Diretor Jurídico do Palmeiras), Marcelo Jucá (Presidente do Tribunal de… Continuar lendo LEME divulga lançamento do livro “O racismo no futebol brasileiro”, de Igor Serrano

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Eventos

4º Encontro LEME 2018

Encontros LEME é uma proposta do Laboratório de Estudos em Mídia e Esporte que visa a partir da leitura de textos e análise de produções fílmicas realizar debates com professores, pesquisadores, graduandos e convidados interessados em estudar as interseções da Comunicação com o Esporte. Os encontros têm ocorrido semanalmente e pretendem oferecer um espaço de… Continuar lendo 4º Encontro LEME 2018

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Entrevistas · Produção audiovisual

Documentário sobre os 70 anos do livro O Negro no Futebol Brasileiro conta com entrevista de coordenador do LEME

O livro O Negro no Futebol Brasileiro completou setenta anos em 2017. A obra de Mário Filho, lançada em 1947, nos faz refletir sobre o racismo na sociedade brasileira, principalmente no futebol. Homenageando esse livro, o documentário 70 anos de “O Negro no Futebol Brasileiro”: o racismo no futebol nacional nos dias de hoje, dirigido… Continuar lendo Documentário sobre os 70 anos do livro O Negro no Futebol Brasileiro conta com entrevista de coordenador do LEME

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Adeus ano novo. Feliz ano velho. De novo!

Uma das obrigações que chegam junto com o mês de dezembro é a de fazer um balanço do que foi o ano. Avaliar o que deu certo e traçar planos para corrigir ou colocar em prática tudo o que você adiou por doze meses. Em regra, somos tomados por um otimismo sem sentido que nos… Continuar lendo Adeus ano novo. Feliz ano velho. De novo!

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A vez do preto?

Quando Mario Filho escreveu o capítulo “A vez do preto” – para finalizar a segunda edição do livro “O Negro no Futebol Brasileiro” – ele acreditava estar resolvida a questão do preconceito racial no esporte. Empolgado com as conquistas das Copas de 1958 e 1962, o autor, por excesso de esperança ou leviandade (debate no… Continuar lendo A vez do preto?

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SOMOS TODOS MACACOS? NÃO, NÃO SOMOS: “eu já fui preto e sei o que é isso”

O acontecido com o jogador Daniel Alves pode parecer um tema já desgastado. Entretanto não me parecer correto pensar assim, pois essa atitude nada mais seria do que a repetição de uma típica postura de parte do Brasil em relação ao tema do racismo. O Brasil às vezes nos passa a impressão de que é… Continuar lendo SOMOS TODOS MACACOS? NÃO, NÃO SOMOS: “eu já fui preto e sei o que é isso”

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