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Atletas paralímpicos: os invisíveis durante a quarentena

Muito tem se falado sobre a preparação dos atletas olímpicos e dos jogadores de futebol em meio a quarentena. Entre os assuntos mais comentados dos últimos meses estão: como treinam, como ficam o condicionamento físico, a estabilidade emocional e a rotina alimentar. Resolvi fazer uma pesquisa no Google[1] com a seguinte frase: “atleta olímpico quarentena”, obtive 1.310.000 resultados. Posteriormente, pesquisei nova frase: “atleta paralímpico quarentena”. Número de resultados: dois!

O pior de tudo: esta busca levou a notícia do fim do departamento paralímpico do Vasco da Gama. Em reportagem do GloboEsporte.com, de 13 de maio, o departamento paralímpico emitiu nota com o seguinte questionamento: “por que apenas os deficientes precisam deixar o clube?”. Ao todo 128 alunos e atletas deixaram as instalações do Vasco. Ainda segundo a matéria, a principal reclamação destes é em relação a baixa folha salarial da modalidade: R$ 17.800.  Será que esta economia pode ajudar sobremaneira ao Vasco em meio ao coronavírus? Será que outros clubes também encerraram suas atividades paralímpicas? Busquei esta informação e não tive respostas, nem das confederações, nem de colegas que trabalham na mídia e tampouco na internet. Será que por não existirem mais fechamentos de unidades ou por que o assunto não interessa?

Em meio as minhas pesquisas, descobri também que, enquanto “a bola ainda não rolava”, o Brasil ganhou uma medalha de bronze pela Copa do Mundo de Halterofilismo Paralímpico. A modalidade aconteceu online e Mariana D’Andrea foi nossa medalhista. O Portal UOL e o site Globoesporte.com fizeram reportagens sobre a participação do Brasil na competição. Fora estes dois sites, aparente, silenciamento dos veículos de grande alcance.

Como diria meu amigo Márcio Felipe, especialista em Tecnologia da Informação e, por um acaso da vida, cego: “nós somos invisíveis”. Talvez seja por isso que pouco se fala sobre a modalidade paralímpica até nos noticiários esportivos; afinal, não seria a Comunicação um fragmento da sociedade?

Segundo Cardoso (et al, 2018), o papel da mídia é fundamental para que o esporte paralímpico ganhe espaço e seja divulgado de forma que destaque os feitos esportivos dos atletas, mostre suas capacidades atléticas e desmistifique alguns estigmas relacionados a eles, como de incapazes, frágeis e passivos. Desta forma, ainda segundo os autores, a mídia poderia contribuir com a formação de ídolos paralímpicos e, consequentemente, com o aumento do interesse pela prática esportiva, incentivando uma nova geração de atletas medalhistas.

Recorrendo ao site da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV), tive a informação que o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) lançou, este mês, a plataforma Movimente-se. Direcionada para a atividade física, Movimente-se tem aulas gratuitas exclusivamente voltadas aos deficientes visuais e físicos (cadeirantes, paralisados cerebrais e amputados), que nunca praticaram atividade física ou não possuem orientação profissional. Com cinco vídeos semanais, diferenciados por tipo de deficiência, atletas paralímpicos e técnicos do CPB ministram as aulas. No caso dos deficientes visuais, dois vídeos estarão disponíveis, um para baixa visão e outro com o serviço de audiodescrição, ambos com o mesmo conteúdo de exercícios.

Fonte: flickr

Ainda realizando pesquisa em relação ao interesse da mídia em divulgar ações referentes aos atletas paralímpicos, fiz nova pesquisa no Google, utilizando o nome da plataforma “Movimente-se”. O único veículo de grande circulação que realizou reportagem foi o Estadão, sendo que é exclusiva para assinantes. O site O tempo, conhecido em Minas Gerais, também apresentou matéria.

Também recorri ao site do CPB em busca de notícias. Lá, matéria de extrema importância: a criação do curso Movimento Paralímpico: fundamentos básicos do esporte. Direcionado para professores de Educação Física, a plataforma online capacita professores a discutirem e ensinarem esportes para pessoas com deficiência. Com carga horária de 40 horas, divididas em quatro módulos, os alunos estudam gratuitamente sobre: história dos esportes Paralímpicos, as principais regras de cada modalidade e ainda têm acesso a entrevistas com atletas brasileiros.

Ao realizar pesquisa no Google, não encontrei a veiculação desta iniciativa em nenhum site de grande circulação e gostaria de pedir licença aos leitores para abordar algumas questões pessoais: desde quando conheci Marcio Felipe, há pouco mais de dois anos, meu senso de coletividade mudou. Logo no começo de nossa amizade, ele e sua esposa Verônica Mattoso, professora da UFRJ e uma das principais pesquisadoras de comunicação/tecnologia da informação e acessibilidade que temos neste país, me fizeram (vejam que irônico) enxergar o mundo do Márcio. Tive jantares às cegas (sim, eles colocaram uma venda em mim para que eu aprendesse a comer sem ver), assisti partida de futebol vendada (esse o exercício mais difícil), fiz caminhadas nas quais  Márcio me guiou. Eu fico imaginando (sou professora da rede Estadual do Rio), o quão rico seria para a formação de nossos jovens se, por meio das aulas de Educação Física, eles tivessem a possibilidade de conhecer mais sobre os jogos paralímpicos, os atletas e, quem sabe, realizar partidas de futebol, basquete e handebol adaptadas, nos quais eles estivessem vendados ou simulando alguma deficiência. Como afirmam os pesquisadores de Sergipe, Zoboli, Quaranta e Mazzaroba:

Seja no ambiente de trabalho, na educação, no transporte público, no direito ao lazer, nas políticas de acessibilidade, nos esportes, todas estas dimensões sociais passam por momentos de aculturação na medida em que algumas leis se colocam “forçosamente” em prática; também, na medida em que várias práxis que norteiam o âmbito social, no que tange às pessoas deficientes, vão sensibilizando as pessoas a perceberem novos mundos, novas metáforas para o existir humano onde caiba o diferente (ZOBOLI, QUARANTA, MEZZAROBA, 2013, p.265).

Desta forma, como a informação sobre o curso voltado para professores de Educação Física poderia nos ajudar a construir o tão sonhado “mundo melhor”? Como apontou minha amiga Verônica Mattoso, em sua dissertação apresentada, em 2012, no IBICT, em um mundo organizado por e para quem vê, alguns questionamentos passam ao largo.

Fonte: Flickr

Notas de Rodapé

[1] O levantamento foi realizado no dia 22 jun. 2020,  através de uma simples busca no Google. Na primeira tentativa, apareceram 1.310.000 matérias para os atletas olímpicos e duas para os atletas paralímpicos. Na medida em que eu fui refinando minha busca, a última pesquisa revelou 1.270.000 matérias para os atletas olímpicos e 132.000 para os paralímpicos. Entendo que há, devo sublinhar, a forte influência dos algoritmos dos sistemas de busca que, como bem argumentou Eli Pariser (2012), direcionam os resultados de acordo com um processo de aprendizado de máquina.

Referências bibliográficas

CARDOSO, Vinícius; HAIACHI, Marcelo; POFFO, Bianca; VELASCO, Amanda; GAYA, Adroaldo. A construção da mídia na construção dos ídolos paralímpicos brasileiros. Brazilian Journal of Education, Technology and Society (BRAJETS) – Especial Section, “Disability, Education, Technology and Sport” 2018, Vol. 11, No. 01, jan-mar.

COMUNICAÇÃO CBDV. Comitê lança programa on-line de exercícios a pessoas com deficiência. Disponível em: http://cbdv.org.br/fases-de-treinamento/comite-lanca-programa-on-line-de-atividade-fisica-a-pessoas-com-deficiencia. Acesso em 23 jun.2020.

CPB. Curso EAD Movimento Paralímpico. Disponível em: https://impulsiona.org.br/esporte-paralimpico/. Acesso em 23 jun.2020.

GOOGLE. Disponível em: www.google.com.br. Acesso em 22 jun.2020.

GLOBOESPORTE.COM. Esporte paralímpico do Vasco encerra atividades e alfineta gestão do clube: “Luta desleal”. Disponível em: https://globoesporte.globo.com/paralimpiadas/noticia/esporte-paralimpico-do-vasco-encerra-atividades-e-alfineta-gestao-do-clube-luta-desleal.ghtml. Acesso em 22 jun.2020.

MATTOSO, Verônica. Ora, direis, ouvir imagens? Um olhar sobre o potencial informativo da áudio-descrição aplicada a obras de artes visuais bidimensionais como representação sonora da informação em arte para pessoas com deficiência visual. Dissertação. Programa de pós-graduação em Ciência da Informação IBICT/ UFRJ, Rio de Janeiro, 2012.

PARISER, Eli. O filtro invisível – O que a internet está escondendo de você. Editora Zahar, 2012.

ZOBOLI, Fabio; QUARANTA, André Marsiglia; MEZZAROBA, Cristiano. Oscar Pistórius, um deficiente eficiente? Considerações sobre a segregação / inclusão no paradesporto: um olhar a partir da mídia.  ATOS DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO – PPGE/ME, v. 8, n. 1, p. 259-286, jan./abr., 2013.

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Jogos de resiliência e força

Há pouco li uma entrevista do sociólogo francês Michel Maffesoli, publicada  no boletim criado pela Faculdade de Comunicação da Uerj para pensar a pandemia e parei para refletir sobre a afirmação dele de que o risco zero não existe e que a morte é parte integrante da condição humana. Imediatamente me dei conta de que essa consciência sobre a fragilidade humana, que para alguns veio de forma mais exacerbada durante a pandemia do coronavírus, faz parte da realidade da vida de muitas pessoas desde que nasceram. Viver é um desafio constante com riscos visíveis e invisíveis além de mudanças repentinas na rotina. Esse desafio é ainda maior para a maioria dos atletas paralímpicos.

Com o cancelamento das competições em todo mundo e o adiamento dos Jogos Paralímpicos, terceiro maior evento esportivo do mundo, os atletas tiveram que lidar com novas mudanças que trouxeram obstáculos que precisam ser superados, assim como os outros que enfrentaram para chegar à elite do esporte.

O principal desafio do momento, além, é claro, de evitar o contágio do vírus, é se manterem ativos. Mas como fazer isso sem uma competição-alvo? Hoje, assim como o esporte de uma maneira geral,  o esporte paralímpico está sem um calendário definido. Todas as seletivas e competições nacionais e internacionais foram canceladas. A única data prevista é a dos Jogos de Tóquio, que foram marcados a princípio para o período de  24 de agosto a 05 de setembro de 2021.

Com isso, todo o treinamento que costuma ser feito de acordo com essas datas ficou inconsistente. É preciso lembrar que o planejamento de treinamentos e competições no quadriênio paralímpico é minuciosamente calculado para que os atletas atinjam o máximo desempenho. Afinal, a superação de resultados, seja em recordes ou em número de medalhas é o sonho da vida de todos eles. Sem datas definidas, os preparadores dos atletas não conseguem fazer a periodização necessária para a preparação física. Com isso,  a maioria dos atletas está fazendo apenas um treinamento de manutenção. Com clubes fechados e sem disporem dos equipamentos necessários para um treinamento mais intenso, todo o trabalho de performance, seja de força ou velocidade,  ficou comprometido.

Fonte: wikipedia

Algumas associações paralímpicas mais estruturadas como a Associação Paraolímpica de Campinas (APC) começaram a desenvolver um atendimento on-line com os atletas. Com equipes multidisciplinares, a associação está tentando dar um suporte através do programa de atendimento residencial denominado APC Home Training, cujo plano de trabalho inclui acompanhamento virtual de treinadores, preparador físico, psicólogo e nutricionista. É preciso lembrar que as deficiências dos paraatletas são as mais variadas,  desde de a falta de um ou mais membros à dificuldades visuais, intelectuais  ou mesmo de coordenação motora. O que significa que esse tipo de iniciativa tão importante  nesse momento em que estamos vivendo muitas vezes requer uma forma de comunicação ou suporte especializado para que todos os atletas possam se beneficiar de forma  isonômica  do recurso audiovisual disponibilizado. Trata-se de uma logística muito mais complicada do que, por exemplo, a adaptação de cursos de ensino presenciais para modalidade à distância.

Segundo dados do IBGE relativos ao censo de 2010, 23,9%  da população brasileira (45,6 milhões de pessoas) tem algum tipo deficiência.  Dependendo da gravidade da lesão da pessoa com deficiência (PcD), isso implica necessariamente em ter um cuidador. E, ser cuidado em tempos de Covid-19, representa risco duplicado já que a própria Organização Mundial de Saúde (OMS), classifica pessoas com limitações na locomoção ou outras dificuldades que impeçam de seguir à risca as orientações da organização em relação à proteção individual como as mais expostas à contaminação pelo vírus.

Lembro, agora, de um post de uma colega jornalista que perdeu o pai recentemente e, sem poder ter contato com ele nos últimos tempos por causa do isolamento social, acompanhava  a cuidadora da janela, com um misto de gratidão e inveja pela proximidade. Assim como para muitos idosos, para boa parte das PcDs, a presença do fisioterapeuta e cuidador significa vida. A cartilha do governo com orientações sobre a pandemia,  no entanto,  não considerou todas as pessoas com deficiência como pertencentes ao grupo de risco mais suscetível à contaminação pelo vírus. Mas que essa fragilidade não seja traduzida como fraqueza, já que o próprio movimento paralímpico nasceu de um outro maior, de luta por direitos dos deficientes. De 1988 pra cá, o movimento vem solidificando conquistas para promoção de uma sociedade mais inclusiva, em que todas as pessoas com deficiência tenham direito à igualdade, cidadania e acesso universal à educação, transporte público, reabilitação e emprego.

Sem  dúvidas, os atletas de alto nível são reabilitados e têm um preparo físico infinitamente superior ao dos deficientes que não tem hábito de praticar esportes ou fazer exercícios de maior intensidade. No entanto, assim como as demais pessoas, precisam seguir à risca as orientações de isolamento. O que também os transforma em vítimas de alguns dos efeitos psicológicos negativos da quarentena, como a solidão, o medo e a ansiedade.

Ansiedade que também pode ser justificada pelo impacto que o cancelamento das competições teve no processo de qualificação. O atleta da Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos (Andef), Fábio Borgignon, revelação dos Jogos Paralímpicos de 2016 com duas medalhas de prata no atletismo 100 e 200m T35, é um dos que estavam bem próximos de conseguir o índice para Tóquio.  Apenas três centésimos separavam o atleta da vaga que ele esperava garantir no Open Loterias Caixa de Atletismo e Natação. A competição internacional seria disputada entre 21 e 28 de março no Centro  de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo, que conta com instalações esportivas de excelência para treinamento e competições de 15 modalidades paralímpicas. O cancelamento não só dessa como de outras competições seguido do adiamento dos jogos, na opinião de Fábio, vai beneficiar atletas que não estavam suficientemente preparados para brigar pela vaga, o que promete tornar a disputa ainda mais acirrada já que agora muitos poderão tirar proveito desse ano de vantagem para preparação. E é exatamente nesse quesito, a preparação, que bate nele e em outros atletas o medo de perder o condicionamento.

“O vírus me fez perceber que a maior parte do consumo que temos em nossas vidas não é necessário para sobrevivência. Sabemos que juntos podemos fazer muito pela humanidade e pelo nosso planeta, que os profissionais de saúde têm que valer mais do que os jogadores de futebol. As prevenções salvam mais vidas do que atitudes de última hora. Que não temos o controle de tudo. Que as redes sociais aproximam a sociedade mas também distanciam  gerando o caos. Que dinheiro não resolve tudo. Que somos um mal para o planeta, pois ele se regenera mais rápido sem a gente. Por fim, a empatia (levada ao pé da letra) é a chave para qualquer nação sair de uma crise. Isso, porque, ao reconhecer o valor do outro, prioriza o bem-estar de todos.” @atletafabioborgignon7

Fonte: foto enviada pelo atleta Fábio Bordignon

 

Atualmente, assim como outras áreas, o esporte está cercado de incertezas. Exatamente por essa razão uma das prioridades da força-tarefa criada pelo Comitê Paralímpico  Internacional foi estabelecer a data para realização dos jogos de Tóquio em 2021. Foi o primeiro resultado concreto de um trabalho de reação rápida e de força que os envolvidos na realização dos jogos terão que fazer. Afinal,  existem muitas coisas em jogo, inclusive a questão econômica que obrigará todos a apertarem o cinto. Milhares de contratos já estavam assinados. A Vila dos Atletas pronta, 41 instalações esportivas disponibilizadas, passagens compradas, 40 mil quartos de hotéis reservados, 2 mil ônibus, direitos de transmissão e verbas de patrocinadores adiantadas. Apenas uma amostragem do que vai ser a reconstrução dos jogos. Um grande quebra-cabeça.

Numa live da qual participou recentemente, o presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC), Andrew Parsons, falou sobre algumas decisões que tomou em meio à pandemia.  Uma delas foi a de que ele, como dirigente, iria focar apenas no que pode ser feito e não no que não pode. Uma lição aprendida nos anos de contato com os paraatletas e reforçada nesses tempos difíceis. Os atletas com deficiências diariamente maximizam o que podem fazer.  E, mais do que isso, mostram a importância de ter jogo de cintura nos momentos de crise. Haja vista as mensagens de incentivo que atletas de todo o mundo enviaram no Dia Mundial da Saúde.

Exemplos de resiliência não faltam no movimento paralímpico. E eles vem de toda parte. Na Noruega a atleta paralimpica de hóquei no gelo, Lena Schroeder, recentemente formada em medicina, foi para linha de frente ao combate do covid-19 no seu pais. Em Santiago de Compostela, na Espanha, a triatleta Susana Rodriguez Gacio também não teve dúvidas em trocar as roupas de treino para os Jogos de Tóquio pelo jaleco de médica.  Pelo telefone, ela participa do programa de saúde do governo espanhol que seleciona pessoas com indicação para o teste de coronavírus. Mesmo apaixonada pelo esporte paralímpico, quando viu o número de casos aumentar na Espanha, não titubeou ao optar pela saúde, confirmando o que para ela já era uma verdade, que por trás do esporte vem sempre a humanidade. Por isso, tanto Susana quanto outros atletas  e dirigentes acreditam que mesmo com todos os desafios impostos pela pandemia, as Paralímpiadas de 2021 em Tóquio serão, sim, jogos de transformação e, também, de  celebração da vida num ambiente em que a saúde, a liberdade e a paz estarão acima de tudo e de todos.

Fonte: Facebook da atleta
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