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Palestra “Entre a Fúria e a Loucura” na FGV

Evento: Palestra
Data: Qua, 13/12/2017 – 14:00
Local: Fundação Getúlio Vargas, auditório 1027. Praia de Botafogo, 190 – Botafogo, Rio de Janeiro.
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Laboratório de Estudos do Esporte (LESP) da Escola de Ciências Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV-CPDOC) convida para a palestra “Entre a Fúria e a Loucura: análise de duas formas de torcer pelo Botafogo de Futebol e Regatas” da professora Isabella Trindade Menezes (IFRJ – Faculdade de Educação Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro), doutoranda do CPDOC-FGV, seguida de debate com o torcedor Luiz Gustavo Noy, ex-presidente da Fúria Jovem do Botafogo, e com a antropóloga Rosana da Câmara Teixeira, do Departamento de Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Um profundo trabalho de pesquisa que destrinchou as diferentes formas de torcer por um dos clubes mais tradicionais e vitoriosos do futebol brasileiro. Assim pode ser descrita a obra “Entre a Fúria e a Loucura: análise de duas formas de torcer pelo Botafogo de Futebol e Regatas”. Para falar sobre o estudo, a Escola de Ciências Sociais (FGV CPDOC) recebe a autora Isabella Trindade Menezes (IFRJ) no dia 13 de dezembro, às 14h, no auditório 1027 da Sede da FGV, no Rio de Janeiro (Praia de Botafogo, 190). O debate contará também com a participação de Luiz Gustavo Noy, ex-presidente da Fúria Jovem do Botafogo, e com a antropóloga Rosana da Câmara Teixeira, do Departamento de Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Este trabalho se enquadra no campo dos estudos sobre futebol e as relações sociais presentes no campo esportivo, mais especificamente, a relação entre as diferentes representações acerca de ser torcedor do Botafogo de Futebol e Regatas. O recorte realizado para análise é o estudo de caso de duas torcidas: a torcida organizada “Fúria Jovem do Botafogo” e o movimento “Loucos pelo Botafogo”.

A abordagem do objeto de estudo tem como pressuposto uma análise multidisciplinar, a partir da análise das questões propostas a partir da interface com várias áreas do conhecimento: História, Ciências Sociais, Antropologia, Memória Social e os Estudos da Linguagem.

“Quando chegamos a um estádio de futebol, notamos, na arquibancada de qualquer time, uma divisão espacial entre os diferentes grupos que ali estão. Essa organização dos torcedores não tem nada de natural. Ela é produzida, apropriada e reapropriada em práticas cotidianas das torcidas. Ou seja, os indivíduos se agrupam de acordo com concepções e com sentidos de pertencimento relacionados ao que significa ser torcedor”, explica a autora.

Obs: A FGV não permite a entrada de pessoas com bermudas, regatas ou chinelos.

*Release de divulgação publicado originalmente em CPDOC/FGV.

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O Drama no (do) Futebol

A última rodada do Campeonato Brasileiro de 2017 demonstrou como é o drama vinculado à paixão clubística o que mais atrai e fascina os torcedores de times de futebol. Não se falou em futebol-arte, como não se falou nisso durante todo o campeonato. Não se falou em belas jogadas ou em gols espetaculares, ainda que eles tenham acontecido. O que ficou mesmo marcado na memória e nas narrativas da imprensa foi a dramatização dos gols ocorridos ao final de várias partidas.

O professor de Stanford, Hans Ulrich Gumbrecht, em um belo e importante livro, Elogio da Beleza Atlética, presume que o fascínio dos esportes estaria na beleza dos corpos em movimentos. Gumbrecht e eu já conversamos sobre o tema e eu ponderei sobre a dramatização do futebol e nos fortes vínculos dos torcedores com seus clubes. A partir daí, o cientista social disse que iria se debruçar sobre o drama no estádio, que hoje, em tempos de estádios mais elitistas e com capacidade de público reduzida, se estende para os bares e lares das cidades.

Poderíamos falar do drama do goleiro do Flamengo, alcunhado como “Muralha”. A solidão proporcionada pela posição do goleiro ficou estampada em sua face.  Mas foi sua solidão e seu drama particular que fizeram do jovem César um herói improvável nas duas partidas que disputou até agora neste fim de ano. O torcedor, com sua paixão muitas vezes indômita pelos seus clubes, é volúvel e dramático. O herói de hoje já foi o “frangueiro” de anos atrás. Os atletas profissionais vão escrevendo suas histórias a partir de suas atuações. E essa “escrita” é frequentemente permeada de dramatizações.

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Fonte: Globo Esporte

Nos minutos finais deste campeonato, o Vasco estava se classificando direto para a fase de grupo da Libertadores, Flamengo e Botafogo estavam na pré-Libertadores, e Chapecoense e Atlético Mineiro lutavam desesperadamente para conseguir uma destas vagas. Do outro lado da tabela, Coritiba, que jogava contra a Chapecoense, e Vitória, que enfrentava o Flamengo, lutavam para se manter na primeira divisão.

Um pênalti a favor do Flamengo no último minuto da partida gerou uma tensão em vários torcedores, não somente os que estavam nos estádios. A conversão do pênalti em gol resultou em uma entusiástica comemoração dos torcedores do Flamengo, a qual não tinha nada a ver com a beleza da cobrança. Era a passagem direta para a fase de grupos da Libertadores que se festejava naquele momento. A forma como se daria esse gol era o que menos importava nos instantes finais. Os torcedores do Vasco, que já se consideravam donos desta vaga, se entristeceram e os do Vitória foram da extrema tristeza, por terem acreditado que, com este gol, seu time estava rebaixado, a uma tremenda euforia com o anúncio do gol da Chapecoense contra o Coritiba, rebaixando este último e mantendo o Vitória na primeira divisão. Agora a Chapecoense estava na pré-Libertadores, vaga muito comemorada. Tristeza para os torcedores do Coritiba. E o gol do Atlético Mineiro contra o Grêmio no fim da partida tirou do Botafogo qualquer chance de ir para a competição internacional em 2018. Ao Atlético resta a esperança de, com um possível título do Flamengo na Sul-americana, se abra mais uma vaga para a Libertadores.

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Fonte: Tribuna PR

Em um esporte em que as paixões estão vinculadas aos clubes, a beleza dos corpos em movimentos, dos gols e das jogadas são secundarizadas diante da dramatização do resultado. No futebol, o fascínio está no drama. Sem ele, o torcedor se afastaria e teria um interesse muito menor.

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Não tão “Loco” assim.

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