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Uma crônica para Kobe Bryant

Domingo, 26 de janeiro de 2020, 19h aproximadamente. Estava chegando em casa, bastante cansada, após ter ido até o estádio de Moça Bonita assistir Bangu 1 x 5 Fluminense, pelo Campeonato Carioca de futebol masculino.

Ao chegar, abri a porta do quarto do meu irmão, o mais fanático tricolor que eu conheço, para falarmos sobre a vitória do Fluminense. Esperava encontrá-lo feliz após a goleada do nosso time, mas não foi assim que o encontrei.

Ao entrar no cômodo, me deparei com ele chorando copiosamente em frente à televisão. Meu celular havia descarregado durante o jogo, fiquei sem notícias do que se passava no mundo e confesso que nada entendi ao ver meu “brother” naquele estado.

Ele soluçava, chorava muito, as lágrimas escorriam. Parecia uma criança. Me preocupei. Perguntei o que havia acontecido, mas ele estava tão triste que nada conseguia falar. Quando olhei para a tela da TV, vi que estavam falando sobre a morte do Kobe Bryant.

Fonte: www.cbssports.com

“O que??? O Kobe morreu????”, perguntei, incrédula. Tão novo. Nem fazia tanto tempo assim que ele havia se aposentado. Nunca fui tão fã de basquete, mas sabia da sua importância pro esporte.

Fiquei chateada, mas confesso que não sabia o quanto meu irmão gostava desse cara. Tentei o consolar, porém em vão. Quando ele conseguiu falar, me explicou tudo.

Foi o Kobe que fez ele se apaixonar por basquete. Ele não chegou a se formar, mas cursou educação física por um tempo. Ele estagiou com crianças em aula de basquete. Ele, inclusive, está com o dedo quebrado. Quebrou jogando basquete. Fui entendendo, aos poucos, que basquete, para o meu irmão, é sinônimo de Kobe e Shaq. Foi por causa desses dois que ele passou a acompanhar, jogar, dar aula, etc.

Parece bobo, não é? Um marmanjo de vinte e dois anos, quase vinte e três chorando por um cara que ele nem conheceu. Mas isso é idolatria. Isso é amor. Isso é esporte. Com certeza, a vida do meu irmão nunca mais será a mesma. A NBA não será a mesma. O basquete não será o mesmo. O mundo esportivo não será o mesmo.

Muito mais do que basquete, Kobe Bryant significa superação, humildade e simpatia. Nunca foi “só” basquete. Nunca foi “só” um esporte, seja ele qual for.

Meu irmão chorava por Kobe, pela sua filha e pelos outros envolvidos no acidente. Meu irmão chorava, principalmente, por gratidão. O Kobe mudou a vida dele. Quantos amigos ele não fez jogando? Para quantos alunos ele ensinou e passou um pouquinho dessa paixão? Ele sonhava em um dia poder agradecer a Kobe Bryant por tudo isso. Mas esse sonho nunca irá se realizar.

No auge da tristeza e fora de si, ele me perguntou: “será que se eu morrer agora, eu chego no céu junto com o Kobe para agradecer?”. Nos abraçamos. E choramos. Foi bastante triste. Claro que ele não iria se matar, conheço meu irmão e ele ama a vida. Mas, por um momento, a vida perdeu o seu significado.

Nós valorizamos a luz porque conhecemos a escuridão. Valorizamos a saúde porque conhecemos a doença. Valorizamos a vida, apesar de não conhecermos a morte. Mas sabemos da existência dela. Então, o que posso dizer hoje, caro leitor, é que aproveitemos nossa vida ao máximo. Não sabemos quando essa dádiva irá se acabar.

Quanto ao Kobe, desejo que descanse em paz. Em paz mesmo. Fica tranquilo, pois o legado que você deixou na Terra é imenso. Meu irmão e mais milhões de loucos por basquete não irão deixar o amor pelo esporte morrer. A semente que você plantou já está dando frutos faz tempo e continuará desta forma até o último dia de vida nesse planeta. Pode ter certeza.

Adeus, Kobe. O Mundo inteiro te ama, basta ver as grandes homenagens que lhe foram prestadas. Estamos nos sentindo sozinhos porque perdemos uma grande referência, mas a sua mentalidade vitoriosa vai contribuir para que recuperemos nossa felicidade qualquer dia. Nunca será “só” um esporte. Ainda tem muita bola laranja pra subir.

Da irmã de um fã seu,

Marina Mantuano.

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LEME esteve presente na UERJ Sem Muros

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Leda Costa faz participação no programa Globo Esportivo

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LEME marca presença no Cinefoot 2019

O LEME (Laboratório de Estudos em Mídia e Esporte) marcará forte presença na décima edição do Cinefoot no Rio de Janeiro. Entre os participantes, estarão a professora e pesquisadora Leda Costa, como mediadora nas três mesas de debate no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), e os pesquisadores Irlan Simões e Filipe Mostaro. No dia… Continuar lendo LEME marca presença no Cinefoot 2019

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