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Financeirização da vida cotidiana: o jornalismo esportivo na era digital

Reprodução: Internet

Durante as últimas décadas, o futebol foi assistido pela televisão. Com a internet, ficou cada vez mais constante a presença de comentários de torcedores nas transmissões ao vivo, seja por envio de mensagens aos veículos de comunicação ou ainda com o uso de hashtags, nas quais os telespectadores marcam a transmissão que estão assistindo. Nos últimos anos, o torcedor / consumidor deste esporte tem sido bombardeado por outros tipos de transmissões e programas jornalísticos. Jogos agora também são transmitidos via streaming ou ainda por meio dos canais dos clubes. Jornalistas consagrados também têm seus canais no Youtube. Este artigo, visando observar este fenômeno, entrevistou o jornalista Mauro César que, após 16 anos na ESPN, saiu da emissora e está se dedicando a sua coluna no Portal Uol e ao seu canal no Youtube.

De acordo com dados de outubro de 2021, o canal do Mauro Cezar tem 617 mil inscritos. Em dezembro de 2020, foi lançado o Clube de Membros, dividido em três categorias, com pagamentos mensais: Nada Pífio (R$2,99), na qual os internautas têm direito aos emojis e selos de membros; Nada Patético (R$7,99), que dá direito a participar do Mauro Cezar responde: o participante vai na comunidade, coloca as perguntas, o jornalista faz um vídeo, no qual os nomes das pessoas são citados e as perguntas respondidas, além disso, começam os acessos aos vídeos exclusivos; Nem Pífio e nem Patético (R$14,99), além dos benefícios dos demais pacotes, em formato de mesa redonda online, quatro membros participam da conversa, dando a vez posteriormente para mais quatro membros, ou seja, oito por programa. Os que não participam do programa de Membros têm acesso para assistir as interações no Youtube e aos vídeos de análises das partidas:

Quando terminam os jogos, eu vou para o canal ficar conversando com os internautas. Ali não é o momento de análises profundas. Isto eu deixo para as gravações em meu canal. Ali é o momento das pessoas conversarem comigo. O pós-jogo é eu e você. E quem é super chat, ou seja, membro do canal, tem, de certa maneira, prioridade no momento da conversa, afinal, ele contribui para a minha receita. Eu acho que o mundo mudou e é muito legal ter o feedback, na hora, das pessoas, é muito bom também sentir o carinho delas. Não é mais a mesma coisa que estar na televisão. As pessoas se sentem batendo papo com o apresentador, ao vivo. Imagina, tem dia que eu tenho 20 mil pessoas querendo conversar comigo. É muito legal!

Mauro Cezar conta que seu engajamento nas redes começou no Twitter, de forma esporádica e que, um dia fez vídeos de bastidores de torcida e não tinha onde compartilhar com as pessoas e resolveu subir um canal no Youtube.  A partir de 2011, as gravações passaram a ser constantes. “Já em 2016, 2017, eu pensei: ‘não comentei tal assunto na TV, ficou faltando. Vou fazer um vídeo’. Fiz e vi que tinha muita demanda este tipo de pauta. Em 2018, eu tinha 50 mil seguidores e passei a trabalhar melhor”.

A saída de Mauro Cezar da ESPN se deu em janeiro de 2021, porque a Disney, detentora dos direitos do canal esportivo, pediu exclusividade. A decisão do jornalista, de abandonar a TV, parece ter dado certo: “Em fevereiro, eu alcancei 100 milhões de visualizações. 10% deste índice, ou seja, 10 milhões de visualizações ocorreram em janeiro e fevereiro. Não chegaria nem perto disso estando na televisão”.

A ideia de cobrar pelo seu serviço de conteúdo vai contra os modelos de freemium adotado pela maioria das grandes plataformas. De acordo com Morozov (2018), o modelo freemium foi exaltado por muitos como um novo tipo de capitalismo, humanitário e benéfico para os mais pobres, mas, na verdade, tem se revelado apenas como uma etapa transitória da transformação digital. Ou seja, realizar cobranças é uma tendência, pois fica mais fácil identificar usuários e adequar a gama de produtos e serviços oferecida a eles. O autor afirma ainda que está sendo construída uma “cerca invisível de arame farpado” ao redor de nossas vidas, pois estamos sob vigilância o tempo todo, através do rastro que deixamos por meio de nossos dados na internet.

No caso dos consumidores de Mauro Cezar, a maioria é de flamenguistas e o próprio jornalista afirma que é torcedor do clube e não vê isto como um problema no tocante à audiência.

No Youtube, conseguimos ter métricas, eu sei quem está acompanhando o canal, por exemplo. E eu sei que 60% dos inscritos são flamenguistas. Desta forma, eu tenho que dar notícias para a minha audiência. Desde quando eu iniciei o programa, no formato que estou, as métricas não indicaram que eu preciso fazer alterações, mas eu vou acompanhando os dados. 

O fato de Mauro Cezar saber quem são os consumidores de seu canal e seu perfil de consumo faz com que ele trabalhe com métricas para gerar cada vez mais receita. É a lógica do mercado financeiro sendo aplicada ao jornalismo esportivo. Como explica o professor da faculdade de Comunicação da UFRJ Leonardo de Marchi (2018), a financeirização da vida cotidiana tem sido observada por pesquisadores de diferentes áreas, haja vista a sistemática aplicação da lógica operacional do mercado financeiro na condução da vida social, vivida no online. Ainda como explica o autor, foram desenvolvidas tecnologias que permitiram fragmentar virtualmente qualquer ativo subjacente, a fim de criar novos produtos financeiros.

Desta forma, podemos perceber que essa nova maneira de pensar o futebol possibilita que um jornalista como Mauro Cezar, por meio de seu canal, adentre cada vez mais na vida cotidiana dos espectadores:

De forma geral, programam-se algoritmos proprietários (de código fechado) para que fragmentem um ativo subjacente em diferentes atributos, utilizando parâmetros que lhes permitem tornar comparáveis entidades aparentemente incompatíveis. Em seguida, recompõem-se tais atributos num composto derivado, uma unidade informacional abstrata. Tal como ocorre no mercado de arbitragem, a este produto atribui-se algum valor monetário, a partir do qual outros compostos serão avaliados em seu valor intrínseco. Assim, uma ampla gama de práticas sociais se torna passível de codificação, pois são padronizadas e intercambiáveis (DE MARCHI, 2018, p. 204).

Podemos inferir, então, que o tipo de conexão torcedor / consumidor de futebol é o que também atrai os patrocinadores do programa do Mauro Cezar. Dentre eles, o aplicativo de notícias de futebol One Football. Segundo o jornalista, não há uma pessoa responsável pelo departamento comercial de seu canal, ele trata pessoalmente com as empresas:

Quem me acompanha, sabe que eu nunca fiz merchan na TV. Hoje eu falo, porque o merchandising é para mim. Não há intermediários. Não estou fazendo para ninguém gerar receita. Por exemplo, quando fazia programas na televisão, existiam quadros nos quais eu e meus colegas dávamos palpite de quanto seria o placar dos jogos.  Muitas vezes uma empresa de apostas tinha pautado esta iniciativa. Ou seja, o diretor comercial, o contato comercial, todos na TV ganhavam comissão, mas nós, jornalistas, não. Hoje ninguém ganha nas minhas costas. Além disso, eu me livro de debater assuntos inúteis que, muitas vezes, são colocados na televisão.

Além da autonomia para escolher as pautas, o jornalista apontou que agora tem tempo para se dedicar a outras tarefas, como ler um livro no meio da tarde, não estando sujeito a uma escala de trabalho.  “Claro que, em dias de jogo, eu tenho que parar para escrever, assistir aos jogos, mas agora eu não tenho patrão, não tenho chefe. Sou dono do meu horário. Entrevisto quem eu quero, escrevo o que eu quero e comento sobre o que quero”.

A ideia de liberdade de conteúdo de Mauro Cezar vai ao encontro do que Morozov (2018) chama de “despojar as pessoas de seus recursos”. Ou seja, o capital libera o potencial criativo dos indivíduos, ao oferecer-lhes meios muito sofisticados, e amplamente acessíveis, de cuidarem de si, mobilizando-as a lutar pelos seus objetivos por intermédio de outras modalidades da economia do conhecimento. Desta forma, Mauro abre caminho para um novo tipo de jornalismo esportivo no Brasil que, ao mesmo tempo que é mais autônomo, segue métricas de mercado, mas nas quais ele pode trabalhar os dados ao seu favor. “É um caminho que nem asfaltado ainda está, me sinto dirigindo uma BMW, num terreno acidentado. Eu estou abrindo um caminho, mas ele é acidentado, tem que ter gás”.

Sendo assim, podemos concluir que, quando falamos da ambiência digital e canais próprios de jornalistas, temos uma nova maneira não somente de transmitir notícias, como também de eliminar intermediários em transações comerciais de patrocínio. O anunciante trata diretamente com o profissional que, por sua vez, decide quem serão seus anunciantes e suas pautas, não dependendo da influência direta ou indireta dos grandes conglomerados de mídia. O torcedor / consumidor se atrai por este serviço de notícias porque também vê nele a possibilidade de ser coprodutor de conteúdo, interagindo de forma direta com o jornalista. Este fato gera, ainda, mídia espontânea, pois o impele a compartilhar sua participação nos programas, o que pode proporcionar novos usuários para o próprio canal.

Desta forma, o jornalismo esportivo engatinha em sua jornada na era digital, com um mercado potencialmente grande a se expandir, aproveitando-se de informações geradas pela financeirização da vida digital cotidiana do torcedor / consumidor.

Referências

DE MARCHI, L. Como os algoritmos do Youtube calculam valor? Uma análise da produção de valor para vídeos digitais de música através da lógica social de derivativo. Matrizes, v. 12, n. 2, maio/ ago. 2018, São Paulo, Brasil, p.193-215.

MOROZOV, E. Big Tech: a ascensão dos dados e a morte da política. São Paulo: Ubu, 2018.

SCHRADIE, J. Ideologia do Vale do Silício e desigualdade de classe: um imposto virtual em relação à política digital. Parágrafo, jan./jun. 2017, v. 5, n. 1, São Paulo, 2017.

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Atletas paralímpicos: os invisíveis durante a quarentena

Muito tem se falado sobre a preparação dos atletas olímpicos e dos jogadores de futebol em meio a quarentena. Entre os assuntos mais comentados dos últimos meses estão: como treinam, como ficam o condicionamento físico, a estabilidade emocional e a rotina alimentar. Resolvi fazer uma pesquisa no Google[1] com a seguinte frase: “atleta olímpico quarentena”, obtive 1.310.000 resultados. Posteriormente, pesquisei nova frase: “atleta paralímpico quarentena”. Número de resultados: dois!

O pior de tudo: esta busca levou a notícia do fim do departamento paralímpico do Vasco da Gama. Em reportagem do GloboEsporte.com, de 13 de maio, o departamento paralímpico emitiu nota com o seguinte questionamento: “por que apenas os deficientes precisam deixar o clube?”. Ao todo 128 alunos e atletas deixaram as instalações do Vasco. Ainda segundo a matéria, a principal reclamação destes é em relação a baixa folha salarial da modalidade: R$ 17.800.  Será que esta economia pode ajudar sobremaneira ao Vasco em meio ao coronavírus? Será que outros clubes também encerraram suas atividades paralímpicas? Busquei esta informação e não tive respostas, nem das confederações, nem de colegas que trabalham na mídia e tampouco na internet. Será que por não existirem mais fechamentos de unidades ou por que o assunto não interessa?

Em meio as minhas pesquisas, descobri também que, enquanto “a bola ainda não rolava”, o Brasil ganhou uma medalha de bronze pela Copa do Mundo de Halterofilismo Paralímpico. A modalidade aconteceu online e Mariana D’Andrea foi nossa medalhista. O Portal UOL e o site Globoesporte.com fizeram reportagens sobre a participação do Brasil na competição. Fora estes dois sites, aparente, silenciamento dos veículos de grande alcance.

Como diria meu amigo Márcio Felipe, especialista em Tecnologia da Informação e, por um acaso da vida, cego: “nós somos invisíveis”. Talvez seja por isso que pouco se fala sobre a modalidade paralímpica até nos noticiários esportivos; afinal, não seria a Comunicação um fragmento da sociedade?

Segundo Cardoso (et al, 2018), o papel da mídia é fundamental para que o esporte paralímpico ganhe espaço e seja divulgado de forma que destaque os feitos esportivos dos atletas, mostre suas capacidades atléticas e desmistifique alguns estigmas relacionados a eles, como de incapazes, frágeis e passivos. Desta forma, ainda segundo os autores, a mídia poderia contribuir com a formação de ídolos paralímpicos e, consequentemente, com o aumento do interesse pela prática esportiva, incentivando uma nova geração de atletas medalhistas.

Recorrendo ao site da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV), tive a informação que o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) lançou, este mês, a plataforma Movimente-se. Direcionada para a atividade física, Movimente-se tem aulas gratuitas exclusivamente voltadas aos deficientes visuais e físicos (cadeirantes, paralisados cerebrais e amputados), que nunca praticaram atividade física ou não possuem orientação profissional. Com cinco vídeos semanais, diferenciados por tipo de deficiência, atletas paralímpicos e técnicos do CPB ministram as aulas. No caso dos deficientes visuais, dois vídeos estarão disponíveis, um para baixa visão e outro com o serviço de audiodescrição, ambos com o mesmo conteúdo de exercícios.

Fonte: flickr

Ainda realizando pesquisa em relação ao interesse da mídia em divulgar ações referentes aos atletas paralímpicos, fiz nova pesquisa no Google, utilizando o nome da plataforma “Movimente-se”. O único veículo de grande circulação que realizou reportagem foi o Estadão, sendo que é exclusiva para assinantes. O site O tempo, conhecido em Minas Gerais, também apresentou matéria.

Também recorri ao site do CPB em busca de notícias. Lá, matéria de extrema importância: a criação do curso Movimento Paralímpico: fundamentos básicos do esporte. Direcionado para professores de Educação Física, a plataforma online capacita professores a discutirem e ensinarem esportes para pessoas com deficiência. Com carga horária de 40 horas, divididas em quatro módulos, os alunos estudam gratuitamente sobre: história dos esportes Paralímpicos, as principais regras de cada modalidade e ainda têm acesso a entrevistas com atletas brasileiros.

Ao realizar pesquisa no Google, não encontrei a veiculação desta iniciativa em nenhum site de grande circulação e gostaria de pedir licença aos leitores para abordar algumas questões pessoais: desde quando conheci Marcio Felipe, há pouco mais de dois anos, meu senso de coletividade mudou. Logo no começo de nossa amizade, ele e sua esposa Verônica Mattoso, professora da UFRJ e uma das principais pesquisadoras de comunicação/tecnologia da informação e acessibilidade que temos neste país, me fizeram (vejam que irônico) enxergar o mundo do Márcio. Tive jantares às cegas (sim, eles colocaram uma venda em mim para que eu aprendesse a comer sem ver), assisti partida de futebol vendada (esse o exercício mais difícil), fiz caminhadas nas quais  Márcio me guiou. Eu fico imaginando (sou professora da rede Estadual do Rio), o quão rico seria para a formação de nossos jovens se, por meio das aulas de Educação Física, eles tivessem a possibilidade de conhecer mais sobre os jogos paralímpicos, os atletas e, quem sabe, realizar partidas de futebol, basquete e handebol adaptadas, nos quais eles estivessem vendados ou simulando alguma deficiência. Como afirmam os pesquisadores de Sergipe, Zoboli, Quaranta e Mazzaroba:

Seja no ambiente de trabalho, na educação, no transporte público, no direito ao lazer, nas políticas de acessibilidade, nos esportes, todas estas dimensões sociais passam por momentos de aculturação na medida em que algumas leis se colocam “forçosamente” em prática; também, na medida em que várias práxis que norteiam o âmbito social, no que tange às pessoas deficientes, vão sensibilizando as pessoas a perceberem novos mundos, novas metáforas para o existir humano onde caiba o diferente (ZOBOLI, QUARANTA, MEZZAROBA, 2013, p.265).

Desta forma, como a informação sobre o curso voltado para professores de Educação Física poderia nos ajudar a construir o tão sonhado “mundo melhor”? Como apontou minha amiga Verônica Mattoso, em sua dissertação apresentada, em 2012, no IBICT, em um mundo organizado por e para quem vê, alguns questionamentos passam ao largo.

Fonte: Flickr

Notas de Rodapé

[1] O levantamento foi realizado no dia 22 jun. 2020,  através de uma simples busca no Google. Na primeira tentativa, apareceram 1.310.000 matérias para os atletas olímpicos e duas para os atletas paralímpicos. Na medida em que eu fui refinando minha busca, a última pesquisa revelou 1.270.000 matérias para os atletas olímpicos e 132.000 para os paralímpicos. Entendo que há, devo sublinhar, a forte influência dos algoritmos dos sistemas de busca que, como bem argumentou Eli Pariser (2012), direcionam os resultados de acordo com um processo de aprendizado de máquina.

Referências bibliográficas

CARDOSO, Vinícius; HAIACHI, Marcelo; POFFO, Bianca; VELASCO, Amanda; GAYA, Adroaldo. A construção da mídia na construção dos ídolos paralímpicos brasileiros. Brazilian Journal of Education, Technology and Society (BRAJETS) – Especial Section, “Disability, Education, Technology and Sport” 2018, Vol. 11, No. 01, jan-mar.

COMUNICAÇÃO CBDV. Comitê lança programa on-line de exercícios a pessoas com deficiência. Disponível em: http://cbdv.org.br/fases-de-treinamento/comite-lanca-programa-on-line-de-atividade-fisica-a-pessoas-com-deficiencia. Acesso em 23 jun.2020.

CPB. Curso EAD Movimento Paralímpico. Disponível em: https://impulsiona.org.br/esporte-paralimpico/. Acesso em 23 jun.2020.

GOOGLE. Disponível em: www.google.com.br. Acesso em 22 jun.2020.

GLOBOESPORTE.COM. Esporte paralímpico do Vasco encerra atividades e alfineta gestão do clube: “Luta desleal”. Disponível em: https://globoesporte.globo.com/paralimpiadas/noticia/esporte-paralimpico-do-vasco-encerra-atividades-e-alfineta-gestao-do-clube-luta-desleal.ghtml. Acesso em 22 jun.2020.

MATTOSO, Verônica. Ora, direis, ouvir imagens? Um olhar sobre o potencial informativo da áudio-descrição aplicada a obras de artes visuais bidimensionais como representação sonora da informação em arte para pessoas com deficiência visual. Dissertação. Programa de pós-graduação em Ciência da Informação IBICT/ UFRJ, Rio de Janeiro, 2012.

PARISER, Eli. O filtro invisível – O que a internet está escondendo de você. Editora Zahar, 2012.

ZOBOLI, Fabio; QUARANTA, André Marsiglia; MEZZAROBA, Cristiano. Oscar Pistórius, um deficiente eficiente? Considerações sobre a segregação / inclusão no paradesporto: um olhar a partir da mídia.  ATOS DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO – PPGE/ME, v. 8, n. 1, p. 259-286, jan./abr., 2013.

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