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“Ganhar ou perder, mas sempre com democracia”

“O Brasil hoje é uma casa velha, antiquada, sem condições de moradia e que precisa ser demolida. Então precisamos demolir essa casa, construir outra, com concorrência pública, isso quer dizer: a população do país precisa participar dessa concorrência pra construir uma casa que se espera que seja suficiente pra se poder viver bem. E que nós possamos fazer uma casa maravilhosa.” (BRASILEIRO, s/p., 2014).

O trecho do depoimento do jogador Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, que integra o documentário Democracia em Preto e Branco[1], do diretor Pedro Asbeg (2014), remonta à Emenda Dante de Oliveira, a qual propunha eleições diretas para presidente em 1984, após 20 anos de regime militar no Brasil. Esse trecho, recuperado em entrevista de arquivo no longa-metragem, também ilustra o momento em que a Democracia Corinthiana (DC) se consolida enquanto movimento político e não mais meramente restrito à esfera do futebol. Constituída durante a redemocratização do Brasil, a DC compreende o período que vai de março de 1981 a março de 1985, sob as duas gestões do presidente Waldemar Pires, quando foram estabelecidas regras mais flexíveis para gerir o clube e o elenco, considerando-se os jogadores como parte essencial nos processos decisórios do time: contratações, regras de concentração, consumo de bebidas alcoólicas, entre outras questões pertinentes ao dia a dia dos clubes de futebol.

Contudo, as pesquisadoras Mariana Martins e Heloisa dos Reis – autoras de um artigo que avalia os significados atribuídos ao sentido de democracia por jogadores, técnicos e dirigentes que participaram da Democracia Corinthiana – ponderam que

“esta forma de organização do clube, pensada a partir da formação de uma burocracia especializada, não tem relação direta e, tampouco, necessária com a democracia, por mais que Waldemar Pires tenha a denominado assim” (MARTINS; REIS, 2014, p. 88).

Aqui vale um adendo para salientar que a expressão “Democracia Corinthiana” em si foi criada pelo publicitário Washington Olivetto, inspirado por uma citação do jornalista Juca Kfouri, um dos pioneiros em correlacionar as conotações de liberdade do movimento ao momento político vivido pelo Brasil na época.

“Nós começamos a verbalizar o que estávamos fazendo, aí o Juca uma hora falou ‘ah, se eu tô entendendo, isso é uma democracia de corinthianos’. Ao que Juca falou, eu falei ‘puxa, achei o nome’ e anotei: democracia corinthiana.” (OLIVETTO, 2014, s/p.).

Na ótica de Martins e Reis (2014), a confluência dos movimentos pode ser explicada pelo sentido unívoco de democracia que pairava sob o país nesse período.

“Os anos de ditadura militar no Brasil fizeram com que surgisse uma expectativa unívoca com relação à democracia. A reivindicação por esta, contida na agenda da campanha das “Diretas Já”, confluiu num sentido pretensamente universal, homogeneizando os distintos significados contidos nas aspirações democráticas dos movimentos populares, sindicais e partidários.” (MARTINS; REIS, 2014, p. 85).

Enquanto o período de redemocratização se consolidava no Brasil, o Corinthians vinha de péssimas campanhas na esfera esportiva, como os fiascos nos campeonatos Brasileiro e Paulista de 1981. Com o fim da gestão de Vicente Matheus na presidência do clube, Waldemar Pires é eleito, escolhendo para o cargo de diretor de futebol o sociólogo Adilson Monteiro Alves. Pode-se dizer que a atuação de Adilson, aliada à presença de jogadores politizados no elenco do clube – liderados pelo meia Sócrates – compôs o embrião que daria origem à Democracia Corinthiana, um movimento inicialmente de cunho futebolístico que foi ganhando proporções cada vez mais políticas e sociais.

Em termos desportivos, Adilson prezava por ouvir sua equipe, de modo que as decisões do grupo fossem tomadas por meio do voto igualitário de seus membros. A opinião do diretor Adilson, portanto, valia tanto quanto a de um jogador ou de um funcionário da agremiação. E assim criou-se essa espécie de autogestão do Corinthians, na qual as decisões mais importantes envolvendo os aspectos técnicos do clube eram tomadas em conjunto, votadas democraticamente, algo bastante revolucionário para os moldes como os clubes brasileiros em geral são administrados – mais revolucionário ainda se considerarmos que no Brasil do início dos anos 1980 não se votava nem para presidente. 

Fonte: Manatí

Em depoimento para o documentário “Democracia em Preto e Branco”, que introduz esse texto, o jornalista Juca Kfouri é conclusivo ao descrever o processo de tomada de decisão que se consolidava no Corinthians: “Eram votos abertos. É claro que com a inteligência do Sócrates e do Adilson a coisa caminhava pro lado que eles caminhavam. Eu não lembro de eles terem perdido nenhuma votação.” (KFOURI, 2014, s/p.). 

Além da questão do voto para definir aspectos como contratação, regras de concentração e horários dos treinos, outros fatores socializantes emergiram na Democracia Corinthiana, a exemplo da divisão do “bicho”. Essa premiação paga em dinheiro para os atletas pelas vitórias e títulos conquistados passava agora a ser dividida com os demais funcionários do clube. 

“Massagista, auxiliar, esse pessoal mais humilde, o roupeiro… eles não participavam do bicho. E a democracia mudou essa filosofia mostrando que ela tinha uma visão um pouco de esquerda, um pouco socializante da história”. (KFOURI, 2014, s/p.). 

Também em depoimento ao longa-metragem, o ex-diretor de futebol Adilson Monteiro fala sobre a importância de seus jogadores se posicionarem politicamente naquele momento, ainda que inicialmente circunscritos à esfera futebolística. Em crítica aos modelos de gestão vigentes na época, ele relembra seu posicionamento diante do grupo ao assumir o Corinthians em 1981:

“Acho que futebol não é desse jeito, mas eu não sei como é. E gostaria que a gente descobrisse juntos uma maneira de fazer futebol, de jogar futebol, de viver futebol e, principalmente, de participar da sociedade, de participar do momento que o país tá vivendo. O país tá num momento… era a final de 81… muito duro. E vocês estão assistindo. Nenhuma participação, nenhuma opinião, sendo que, qualquer coisa que vocês digam é muito importante.” (MONTEIRO, 2014, s/p.).

Foi, portanto, dessa convergência de pensamento do então diretor Adilson com alguns jogadores do Corinthians que surgiu a revolucionária forma de gestão do clube, na qual tudo era pensado e discutido em conjunto, com o objetivo inicial de retirar o time da situação desportiva calamitosa em que se encontrava. Diversos movimentos de resistência pelo Brasil figuravam como pano de fundo da Democracia Corinthiana, a exemplo do movimento operário do ABC, liderado por Luiz Inácio “Lula” da Silva. Em depoimento ao documentário aqui citado, Lula relata que a entrada dos trabalhadores em cena pelo direito de greve e melhoria de salários também foi decisiva na luta pela democracia, considerando-se o apelo popular de dimensões cada vez maiores em torno de um mesmo objetivo: “Era um momento de êxtase de uma sociedade. Não era de um partido político ou de um governador. Era da sociedade como um todo.” (SILVA, 2014, s/p.).

“Eu lembro que eu fui ver um jogo, Corinthians x Guarani, e tinha muita gente no Morumbi, e eu tava com um grupo de companheiros e diziam assim pra mim: o dia que a gente levar essa quantidade de gente na Assembleia a gente começa a mudar a história do Brasil. E quando foi em março de 79 a gente colocou 100 mil pessoas no estádio, ou seja, foi uma coisa boa.” (SILVA, 2014, s/p.).

Ainda em depoimento ao documentário Democracia em Preto e Branco, Lula acrescenta que os jogadores que lideraram a Democracia Corinthiana – Sócrates, Casagrande e Wladimir – assumiram esse posto de líderes ao perceberem que teriam apoio da torcida corinthiana, que, segundo ele, não era uma torcida qualquer, mas, sim, “um bando de militante” (SILVA, 2014, s/p.). A conscientização política de Sócrates – “um médico, de um metro e noventa, com pé 41, que resolvia as coisas com calcanhar porque se tivesse que virar o corpo caía” (KFOURI, 2014, s/p.) – aliada ao posicionamento do líder sindical Wladimir Rodrigues dos Santos – que assumia também a lateral esquerda do Corinthians – e somada à personalidade rebelde do jovem centroavante Walter Casagrande Júnior, fizeram deste trio os porta-vozes do movimento pioneiro que alterava as relações de trabalho dentro de um clube de futebol, flertando dia após dia com o ambiente de redemocratização do país.

Sócrates considerava o atleta Wladimir como o pilar mais importante do processo, não só pelo fato de a história do lateral ser intrinsicamente atrelada ao Corinthians e pela sua atuação política como presidente do Sindicato de Atletas Profissionais de São Paulo nos anos 1970, mas, também, pelo fato de ele ser negro:  “Num país tão racista quanto o nosso, cuja cor de pele é sinônimo de riqueza ou pobreza, é fundamental que tenhamos alguém que represente a maior parte da nação.” (BRASILEIRO, 2014, s/p.). 

Casagrande, por sua vez, “era a dose de rebeldia que faltava na receita”, conforme narra a cantora Rita Lee também no referido documentário. Em um dos takes, inclusive, Casagrande, Sócrates e Wladimir relembram o icônico momento em que sobem ao palco do Ginásio do Ibirapuera em um show da cantora – que é torcedora do Corinthians – e entregam a ela uma camisa do clube[2]. Vestida “a caráter”, Rita e os jogadores aproveitam o momento para endossar sutilmente o discurso que seria a base da campanha das Diretas Já, cujo último comício, realizado em abril de 1984, reuniria cerca de um milhão e meio de pessoas no Vale do Anhangabaú.

“Nós íamos em todos os shows que tinha em São Paulo na sexta-feira, se a gente concentrava no sábado. Nós fomos ver a Blitz, Maria Bethânia, Djavan, Ney Matogrosso, Moraes Moreira, Caetano Veloso… todos os shows a gente ia. E da Rita eu falei “Pô! Da Rita tem que ir!” […] Aí eu olhei e tinha um cara no público com a camisa do Corinthians, no show né, aí eu cheguei no cara e falei assim “Ô meu! Vem cá! Cê num me dá essa camisa do Corinthians?!”, aí o cara falou “Porra, mas você não é o Casagrande?! Você joga no Corinthians, meu!”. “Mas eu não tenho a camisa. E eu quero dar a camisa pra Rita Lee!”. (CASAGRANDE, 2014, s/p.).

Nessa ocasião, Casagrande ainda convidou a cantora para comparecer à decisão do Campeonato Paulista de 1982 – contra o São Paulo no Morumbi, que ocorreria alguns dias após o show – e prometeu fazer o “gol Rita Lee”. O Corinthians venceu aquele jogo por 3 x 1, com dois gols de Biro Biro e um de Casagrande, que assim cumpriu a promessa feita para Rita, enquanto ela assistia à partida da arquibancada. Vale lembrar que, nesse mesmo período, a cena musical brasileira via nascer o chamado rock nacional, cuja produção artística, assim como a Democracia Corinthiana, dialogava bastante com o contexto de redemocratização do país. Esse novo gênero configurava-se, portanto, como uma obra bastante significativa não só do ponto de vista cultural, mas também político e social àquela época.

 “O momento em que essa geração começa a fazer o rock em português – sem se sentir um cachorro magro por isso – e começa a bater pesado, começa a ter letras muito consistentes… aquilo pra gente vira um grande estímulo. É uma voz.” (SOUZA, 2014, s/p.).

Nesse contexto, já estavam evidentes os vieses que tais fenômenos carregavam. Se a Democracia Corinthiana começou como um movimento de vestiário, seus contornos de militância ficaram claros em 1982. Segundo Sócrates, até então o movimento não era tão abertamente político. 

“Era um processo, digamos, de uma micro sociedade que tava querendo se organizar melhor pra ter condições de convivência mais satisfatórias e com expectativa de resultados melhores.” (BRASILEIRO, 2014, s/p.).

Porém, enquanto a crítica cultural elevava o rock nacional a um patamar de destaque e o Congresso Nacional aprovava por unanimidade de votos eleições diretas para os governadores estaduais, a Democracia Corinthiana já claramente politizada começava a sucumbir diante das pressões ideológicas de quem se opunha ao movimento, que chegou até a ser apelidado pelos mais conservadores como “anarquia corinthiana”. Inclusive, vale destacar que, antes mesmo de chocar essa parte conservadora da sociedade brasileira e a “estrutura carcomida do nosso futebol”, a DC chocou a imprensa esportiva em geral: “Você conta nos dedos, de uma mão, quem apoiou a democracia corinthiana.” (KFOURI, 2014, s/p.).

Sobre esse fato, Martins e Reis (2014) chamam atenção para os esforços institucionais do Corinthians em ressaltar as responsabilidades e deveres de seus atletas como elementos componentes da democracia – aqui no sentido amplo da palavra – de modo a rebater às críticas que davam um tom anárquico ao movimento.

“Tais elementos eram constantemente enfatizados pelos sujeitos do movimento alvinegro para se diferenciar de uma ideia corrente que relacionava democracia ao sentido mais corriqueiro de anarquia. […] No contexto de regime militar, as liberdades estavam restritas, de modo que a vivência delas poderia suscitar dúvidas sobre o seu conteúdo, o que alimentaria visões equivocadas sobre a mesma. Daí a necessidade de se enfatizar constantemente que sujeitos de direito também são de deveres, de modo que essa concepção precisava ser divulgada e aceita, firmando uma ideia de democracia que não se contrapusesse à ordem.” (MARTINS; REIS, 2014, pp. 92-93).

Mas, embora a Democracia Corinthiana e seu revolucionário modelo de autogestão viesse sendo contestada pelos conservadores de forma mais veemente a cada derrota do time em campo, o clima nas ruas ainda era de esperança.  Soma-se a isso o fato de o Brasil ter ido como favorito para a Copa do Mundo de 1982 na Espanha, com Sócrates de capitão. Entretanto, para a decepção de um povo que se embrionava no espírito da luta pelas Diretas Já – que viria a se consolidar nos dois anos seguintes – a Seleção volta para casa sem o título, amargando o quinto lugar no Mundial e enterrando no Estádio de Sarriá o famoso futebol-arte que tanto o distinguia.

Dentro de campo, contudo, o clube alvinegro aproveitava os momentos decisivos para reforçar seu compromisso com a Democracia Corinthiana e com a dimensão política que o movimento havia ganho. Não à toa, na final do Campeonato Paulista em dezembro de 1983 – novamente contra o São Paulo, como em 1982 – o time adentrou o gramado portando uma faixa com os seguintes dizeres: “ganhar ou perder, mas sempre com democracia”.

Fonte: Irmo Celso/Placar/ Divulgação Corinthians

As conquistas corinthianas valorizavam a equipe e começavam a pôr em xeque a permanência de Sócrates no clube, tendo em vista as propostas milionárias que chegavam para ele do futebol europeu, mais precisamente dos clubes italianos Inter de Milão, Napoli e Fiorentina. Nesse impasse, a mobilização nacional quase unânime pelas eleições diretas para presidente chegava ao seu auge com a votação da Emenda Dante de Oliveira, proposta em março de 1983 e que seria votada em abril do ano seguinte.

Foi quando, no último comício das Diretas – realizado em 16 de abril de 1984 – Sócrates prometeu que, caso a Emenda fosse aprovada no Congresso Nacional, ficaria no Brasil. Entretanto, na noite de 25 de abril de 1984, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 5 – conhecida pelo nome de seu autor, o jovem deputado Dante de Oliveira – foi derrubada em votação na Câmara por apenas 22 votos de diferença.

Foram 298 votos a favor, 65 contra, 113 ausências e 3 abstenções. Para que a Emenda fosse aprovada, seriam necessários 320 votos a favor (2/3 da Casa). Apesar do baque da derrota, a democracia brasileira se consolidaria com a Constituição de 1988, ainda que sobreviva constantemente sob ameaças. Sócrates, por sua vez, sucumbiu à amargura da derrota no Congresso e, em junho de 1984, optou por deixar o país rumo à Itália para jogar na Fiorentina. Findava-se aí o movimento que até hoje, quase 40 anos depois, retroalimenta o imaginário de popularidade arraigado ao Sport Club Corinthians Paulista.

 Em depoimento ao documentário Democracia em Preto e Branco, que embasa a discussão aqui proposta, Sócrates atribui a importância do movimento ao fato de, naquela época, o grupo ter sido capaz de discutir política com a linguagem do futebol, considerada universal e, portanto, plenamente acessível. Foi isso que, segundo ele, possibilitou a compreensão da ação política atrelada ao movimento, fazendo-o funcionar como mais um dos mecanismos propulsores da transformação que o país exigia (BRASILEIRO, 2014, s/p.).

Já Walter Casagrande recorre a uma metáfora futebolística para ponderar que a Democracia Corinthiana “nada mais fez de importante do que bater o pênalti que o time anterior tinha construído” (2014, s/p.), atribuindo a consolidação do cenário de redemocratização a todos “que lutaram desde 64, que morreram, que sumiram, que foram torturados, que foram presos […]. Eles fizeram todas as jogadas, só que na hora de bater o pênalti não tinham mais força, estavam já exaustos, de tanto apanhar.”.

Vale destacar ainda a conclusão do pesquisador José Paulo Florenzano em sua tese “A democracia corinthiana: práticas de libertação no futebol brasileiro” (2003), na qual o autor discorre sobre a DC enquanto um fator de desestabilização do paradigma do ópio do povo. Conforme o pesquisador, esse movimento foi uma maneira legítima de desvincular o futebol do sentido que corriqueiramente era atribuído à prática: uma forma de domínio cultural sobre a classe trabalhadora (FLORENZANO, 2009).

Para Martins e Reis (2014, p. 96), a “pluralidade contida na Democracia Corinthiana permite vislumbrar um momento no qual o esporte e a política estabeleceram uma relação excepcional entre si”, possibilitando que os jogadores, sob a liderança de Sócrates, se afirmassem como sujeitos históricos e políticos para exercerem seu papel de cidadão ao representarem o ideário populacional quase unânime à época: a redemocratização do país.

Sócrates, que se mudou do Brasil devido à amargura da derrota no Congresso em 1984, veria o retorno às urnas em dezembro de 1989, um ano após a promulgação da Constituição de 1988. Em entrevista de arquivo rememorada no documentário aqui citado, Sócrates é perguntado se a escolha de seu nome teve relação com o filósofo grego homônimo, um dos ícones da tradição filosófica ocidental. A resposta, em tom sagaz, poderia remeter também ao simbolismo de sua liderança no legado da Democracia Corinthiana: “É um nome que eu gosto, principalmente porque é Sócrates Brasileiro”.

Referências

ASBEG, Pedro. Democracia em Preto e Branco. São Paulo: ESPN Brasil, 2014.

BRASILEIRO, Sócrates. Depoimento em: ASBEG, Pedro. Democracia em Preto e Branco. São Paulo: ESPN Brasil, 2014.

CASAGRANDE, Walter. Depoimento em: ASBEG, Pedro. Democracia em Preto e Branco. São Paulo: ESPN Brasil, 2014.

FLORENZANO, José. A democracia corinthiana: práticas de libertação no futebol brasileiro. 2003. 306 f. Tese (Doutorado em Ciências Sociais). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2003.

KFOURI, Juca. Depoimento em: ASBEG, Pedro. Democracia em Preto e Branco. São Paulo: ESPN Brasil, 2014.

MARTINS, Mariana; REIS, Heloisa. Significados de democracia para os sujeitos da Democracia Corintiana. Movimento. Porto Alegre, v. 20, n. 1, p. 81-101, 2014.

MONTEIRO, Adilson. Depoimento em: ASBEG, Pedro. Democracia em Preto e Branco. São Paulo: ESPN Brasil, 2014.

OLIVETTO, Washington. Depoimento em: ASBEG, Pedro. Democracia em Preto e Branco. São Paulo: ESPN Brasil, 2014.

SANTOS, Wladimir. Depoimento em: ASBEG, Pedro. Democracia em Preto e Branco. São Paulo: ESPN Brasil, 2014.

SILVA, Luiz Inácio. Depoimento em: ASBEG, Pedro. Democracia em Preto e Branco. São Paulo: ESPN Brasil, 2014.

SOUZA, Marcelo. Depoimento em: ASBEG, Pedro. Democracia em Preto e Branco. São Paulo: ESPN Brasil, 2014.


[1] O documentário Democracia em Preto e Branco é um filme longa-metragem dirigido pelo cineasta Pedro Asbeg. Lançado em 2014 em uma coprodução da ESPN Brasil com a TV Zero, o longa resgata o caráter político do movimento que ficou conhecido como Democracia Corinthiana no período da redemocratização brasileira, que culminou na campanha das Diretas Já em 1984. O filme mescla imagens de arquivo, entrevistas com os líderes do movimento (Sócrates, Casagrande e Wladimir) e depoimentos de personalidades inseridas neste contexto, como políticos, jornalistas e artistas. A narração do texto em off do documentário é feita pela cantora Rita Lee. Importante destacar que o longa começou a ser filmado em 2010, ano em que foram realizadas entrevistas exclusivas com alguns atletas, entre eles Sócrates, que faleceu em dezembro do ano seguinte, em decorrência de choque séptico.

[2] Essa história foi registrada em reportagem do Esporte Espetacular, da Rede Globo, de dezembro de 1982. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=RLYpx1BfTKY.

2 comentários em ““Ganhar ou perder, mas sempre com democracia”

  1. Pessoal, acabo de ler o interessante artigo da Thalita. O artigo aborda vários ângulos interessantes, mas existe uma pequena confusão de Adilsons, o Monteiro que era o diretor de futebol, é citado seguidas vezes como o treinador do time, função de Adilson Batista. Abs, Sérgio ________________________________

    1. Obrigadíssima pela correção, Sérgio! Começo o texto me referindo a ele como diretor de futebol, mas logo em seguida já me refiro como técnico. Confusão desfeita e trechos corrigidos. 🙂

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