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Estigmatizado no passado, consolidado para o futuro: o esporte na Academia segundo Bernardo Buarque de Hollanda

Pesquisadores cujo objeto de estudo, no passado, era o esporte, sobretudo o futebol, enfrentaram críticas e resistências no meio acadêmico. No entanto, o trabalho de vanguarda desenvolvido por sociólogos como Ronaldo Helal e Maurício Murad elevou a um outro patamar, de maior reconhecimento e relevância, os trabalhos sobre o esporte e suas relações com as identidades culturais, a economia e a antropologia.

O cientista social e professor da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro Bernardo Buarque de Hollanda destacou, na última parte de sua entrevista ao Laboratório de Estudos em Mídia e Esporte, esse salto de qualidade e representatividade. Para ele, o preconceito ainda existe, mas a tendência é de consolidação, na onda dos megaeventos que passaram pelo Brasil nos últimos anos:

“Fico feliz em ver que um tema antes estigmatizado se consolidou e nao é mais tratado como algo menor. O esporte e sua interdisciplinaridade são uma constatação nos encontros acadêmicos”

Recentemente, eventos de repercussão como simpósios no Museu do Futebol, em São Paulo, em 2010 e 2014, para debater a Copa do Mundo, os seminários sobre a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 organizados pelo LEME e as premiações dadas a pesquisas acadêmicas sobre futebol no congresso da Anpocs (Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Ciências Sociais) jogaram holofotes sobre o esporte na Academia e ampliaram as redes de contato entre os pesquisadores.

Segundo Bernardo Buarque, o fim do ciclo de megaeventos no país não ocasionará uma queda significativa na produtividade das pesquisas sobre o tema. Entretanto, o cientista social alerta para a necessidade de serem explorados outros aspectos do mundo esportivo:

“É evidente que os temas canônicos serão abordados, como a Seleção Brasileira e as Copas do Mundo. Mas há ainda uma série de atores e instituições para explorar. As microidentidades e o cotidiano dos clubes, além da figura dos os dirigentes, merecem um aprofundamento e possuem um campo interdisciplinar bastante fértil”.

Clique aqui para ver a última parte da entrevista de Bernardo Buarque de Hollanda ao LEME:

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