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PIRITA

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Acabaram-se os tão esperados eventos esportivos: A Copa do Mundo (que não é nossa, afinal de contas), e as Olimpíadas de Verão (que estranhamente aconteceram no inverno). O ano de 2016 pode, finalmente, começar. O saldo que tais eventos deixaram é imenso. Que o digam a “nossa” querida UERJ, que teve seu calendário acadêmico completamente adulterado por falta de verbas, salários, etc. Não é a exceção. Os casos de atraso de salários do funcionalismo público estadual (RJ) são graves. Educação e Saúde, campos (ou modalidades) menos valorizados, foram de longe os mais afetados. Mas tudo pelo “esforço olímpico”…  O que são dois ou três meses sem receber salário, não é mesmo?

O engraçado é que o povo não foi consultado se queria ou não estes eventos. O chanceler alemão, ao menos tinha a coragem de ir à praça pública e perguntar ao povo:

– Em que devemos investir? Manteiga ou Canhões?!

E o povo bradava: Canhõooes!

Enfim. Vejamos se o esforço foi bem recompensado. A Copa do Mundo é um fato a esquecer (de novo, um vexame ainda maior que 1950). O quadro de medalhas das Olimpíadas também não parece muito favorável:

Comparemos os desempenhos dos países-sede:

1988 (Seul) – Coréia do Sul 4º Lugar

1992 (Barcelona) – Espanha 6º Lugar

1996 (Atlanta) – Estados Unidos 1º Lugar

2000 (Sidney) – Austrália 4º Lugar

2004 (Atenas) – Grécia 15º

2008 (Pequim) – China 1º Lugar

2012 (Londres) – Grã Bretanha 3º Lugar

2014 (Rio de Janeiro) – Brasil 13º Lugar

Os números são claros: O desempenho do Brasil é pífio. Supera apenas a Grécia (que, não por acaso, veio se arrastando, economicamente desde que sediou as Olimpíadas e finalmente faliu, após anos agonizando).

Consideremos que países com população pequena estão nesta lista: Espanha, Grécia, Coréia do Sul, Austrália… todos com poucos habitantes, se comparados aos 200 milhões de brasileiros.

Mas falemos de coisas boas. Eu não gosto de Olimpíadas. Assisti, via televisão, a poucos eventos desta feita:

– A final dos 100 metros rasos masculino (Ulsain Bolt parecia se resguardando, poupando energia para os 30 metros finais).

– A final do futebol masculino (a inédita medalha de ouro no futebol para o Brasil. E sobre a Alemanha. Um sabor especial, ainda que suadinha, decidida na loteria das penalidades).

– A final do hóquei feminino entre Grã Bretanha e Holanda. (A Holanda, com duas medalhas de ouro seguidas, franca favorita após vencer as inglesas na final do Campeonato Europeu).

E a disputa que mais gostei de assistir foi a do hóquei. Há quem goste de ver luta greco-romana, UFC, MMA, e outras categorias de homens se agarrando. Eu particularmente prefiro ver as lindas cenas abaixo.

O jogo foi decidido no shoot-out (que lembro de ter visto no futebol algumas vezes. Bem mais interessante que o pênalti), e as inglesas (irlandesas, escocesas, galesas… Alguém tem que rever isso… pode participar com um combinado internacional? Se pode, montemos um time Brasil-Argentina-Uruguai e aí sim, disputaremos de igual para igual….) bom, as britânicas venceram por pouco. Minha predileção era pelas holandesas…

Faltou uma pitada acadêmica neste texto… eu sei. Sugiro o livrinho do Bourdieu:

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