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O mito da caverna: o melhor futebol do mundo

Uma das passagens mais clássicas da história da Filosofia me encorajou a escrever este ensaio, que metaforicamente pretende discutir o mito do “melhor futebol do mundo” ou pelo menos criar uma reflexão sobre a imprensa especializada e sobre a torcida que, num ato de fé apostólico romano, continua acreditando naquela (a imprensa) e na supremacia verde amarela; esta responde a interesses midiáticos, mascarando uma realidade cartesiana. O ranking da FIFA e os resultados obtidos pela seleção nacional nas últimas três Copas do Mundo são dados irrefutáveis.

O mito da caverna

Não é de ontem que a televisão a cabo (o solde Platão) nos mostra o desenvolvimento do futebol mundial, nos permite enxergar a verdadeira realidade; a UEFA Champions League, a Bundesliga e a Premier League, entre outras, onde uma legião estrangeira  multirracial (tem até mulatos e sua ginga) de gladiadores proporcionam belos espetáculos,partidas emocionantes e incontestáveis lucros financeiros que reforçam (num círculo virtuoso) a qualidade do espetáculo e todo seu entorno.

Todos os prisioneiros da caverna (Maracanã ou Mineirão ou Olímpico) somente observam às sombras dos craques, do melhor futebol do mundo, do mais difícil campeonato nacional do planeta (e mais deficitário também) e do futebol arte, com média de público inferior a quinze mil prisioneiros. Todos iluminados pela fogueira platônica travestida de TV aberta.

A expectativa era de que o “Mineiraço”, o prisioneiro libertado que trouxe a boa nova, fosse digno de credibilidade e iniciasse a desconstrução desse mito de “melhor do mundo”, que insiste em fazer prevalecer as imagens sobre os conceitos,  apesar dos dados.

Nesta reveladora partida, a supremacia da Alemanha não foi midiática e sim real (7 a 1), mostrando superioridade em aspecto tático, técnico, de conjunto e principalmente de equilíbrio emocional, despindo perante os olhos do mundo a realidade que atravessa o futebol brasileiro. O apagão generalizado foi o culpado da derrota segundo a comissão técnica, e, como aconteceu na alegoria da caverna, ninguém acreditou na realidade revelada pelo sol e enxergada pelo prisioneiro liberto. Este “apagão” vem iluminar a eterna prepotência e arrogância canarinha; nunca o adversário ganha, sempre é ela que perde.

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