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O campeão invisível

Adversário um: leite

Domingo de tarde. Assisto à partida final sulamericana. Pleno fevereiro e já a final? Pois é, e entre duas equipes brasileiras. Em jogo o título, a taça e uma vaga no mundial. Não é futebol… Nem basquete… É vôleibol… Peraí, tu escreverá sobre vôlei?!!! Sim. Melhor assistir a Bruna, Carol, Gabi, Natália e principalmente a Mari… Do que ver Alecsandro, Marcelo Girino, Negueba etc… Minha motivação é a mesma pra assistir ao meu esporte predileto… Tênis… Especialmente quando a Sharapova está jogando. Essa derrota da talentosa russa na final no Australian Open doeu… Mas não importa o resultado. O importante é competir. Certo? E sempre ganho ao assistir à Sharapova, Dementieva, Ivanovic, Kournikova… Voltando ao vôlei…

O público lotou, mesmo em domingo na hora do almoço e sob muito calor no Ginásio Osasquiano (ou seria osasquiense? Não sei…). O narrador esportivo disse agora “osasquense”. Mas não se pode acreditar muito nesses caras… Permanece a dúvida. Meu prato já vazio. Na tela, a equipe de Osasco venceu o primeiro tempo (set?! Porque “set” ?! não traduzem? Chamam pontos de “points” e fim do jogo de “time up”?!) com tranquilidade… No intervalo comercial do canal pago (sportv, da grobo; Como um canal pago pode passar comercial? e ainda dizer que tal programa é “um oferecimento do produto X”?!), anunciaram futebol, claro…

Me disseram pra assistir ao campeonato português de futebol… O argumento é que está cheio de brasileiros?! Poxa, se eu quiser ver jogador brasileiro eu assisto ao brasileirão, estaduais, etc… Cada publicidade que aparece que vou te contar! Fim do intervalo. O Rio de Janeiro tenta reação no começo do segundo tempo… Mas tá difícil. Engraçado… Nos uniformes (se ainda chamam de “set”, então devem chamar uniforme de “jersey”…) das equipes não visualizo os nomes dos clubes… Ao menos não facilmente via TV. Vejo Rexona, Ades, Molico, número e nome das jogadoras mas não um escudo ou nome do clube. Bem diferente do futebol que o escudo do clube ocupa espaço privilegiado nos uniformes. Segundo tempo (set o caramba… Falo português, ô pá!)…disputado ponto a ponto.  Rio de Janeiro 12×10…Osasco pede tempo. O treinador é homem. O do Rio de Janeiro também o é… As jogadoras que se aposentam não se interessam em virar treinadoras? Ou nenhuma tem talento pra tal? Tema pra uma pesquisa acadêmica. Estudo de gênero no esporte profissional feminino. No futebol feminino observo isso também. O “professor” é sempre homem. Nessa (e demais) transmissões, o narrador e o comentarista também são homens. Tenho alergia a homem… Parece que nem na cabine tem ar condicionado… É a terceira vez que o narrador reclama do calor… Rio 18 x12 Osasco…

Adversário dois: desodorante

Essa Gabi fo Osasco/Molico me lembra o atacante Válter (Porto, Goiás, Fluminense)… Não sei porque… Eis que coisas mais importantes, como limpar o quintal e cuidar dos cachorros me chamaram…e tive que interromper a assistência ao vôlei… Que lástima… Quando voltei a partida terminara. Rio de Janeiro campeão na casa do inimigo. Não sei o placar. Estava quase na hora do jogo do Cariocão… Assisti ainda, via TV, é claro, ao jogo entre Bauru e Limeira, pela NBB, a bem sucedida liga de basquetebol brasileira. Que jogo emocionante. Mesmo não sendo simpatizante de nenhum dos dois clubes ou cidades, gostei de ver a partida disputada em alto nível com emoção até os últimos segundos do jogo. Quem gosta de basquetebol deveria assistir. Parabéns às jogadoras do Rio de Janeiro Voleibol Clube. E porque não? também às derrotadas vice campeãs de Osasco.

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