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O sonho do “Eldorado” olímpico renasce nos Andes e parte para o centro do Império, onde o sol nunca se punha.

Das cordilheiras do Império incaico para a cosmopolita e cinzenta “city” londrina seguirão os reluzentes “canarinhos” em busca de um título inédito para o futebol brasileiro. Junto com o virgem campeão olímpico retorna um ancião garanhão “celeste”. Sob o abrasador sol peruano, o Uruguai cuja bandeira também venera o astro-rei  retornará a  uma edição dos Jogos Olímpicos após duas distantes douradas medalhas e mais de oitenta anos de abstinência.

Os uruguaios surpreenderam o mundo e proporcionaram uma nova redescoberta da América com os títulos olímpicos no torneio de futebol em 1924  na França e 1928 em Amsterdam (Holanda). Craques como José Leandro Andrade, que ficou conhecido na “belle époque” como maravilha negra, Nasazzi, Petrone, entre outros, fizeram com que o futebol sul-americano entrasse na geografia mundial e conseguisse o feito de realizar a primeira Copa do Mundo, disputada no ano de 1930 na capital do país, a bela e boleira Montevidéu.

Neste Sul-americano Sub-20, novamente, os “celestes” brilharam. Desacreditados e quase eliminados na primeira fase, se tornaram aos poucos líderes no hexagonal final até a última rodada, eliminaram a outrora poderosa e grande rival Argentina, atual bicampeã olímpica, e deixaram adversários mais badalados como a Colômbia, sede do próximo mundial da categoria e apontada como uma nova grande geração, o aguerrido Chile e o bom time equatoriano para trás na conquista da almejada vaga para Londres 2012, tendo como principal jogador, o habilidoso Luna.

Porém, o sol surge mais forte nos Andes e não existe o mítico “Maracanazzo”. A nova geração brasileira comandada pelo craque Neymar, aclamado pelos argentinos como “NEYMARADONA”, seu principal apóstolo Lucas, o volante Casemiro, Fernando, Danilo, William, Diego Maurício massacraram a raça “charrúa” com a técnica “tupi-guarani”. Tal qual o sanguinário Francisco Pizarro fez com os incas de Atahualpa, os brasileiros impuseram sua superioridade futebolística com uma inapelável goleada. Não foi nem preciso assistir a partida, bastou perguntar na portaria: Quanto foi, Messias? 6×0 no Uruguai? O que explicar? Final do torneio Sub-20: BRASIL 6 x 0 URUGUAI.

A descoberta do Eldorado pode estar próxima para o futebol brasileiro. Os garotos de Ney Franco conquistaram a vaga para que o país busque o ouro, nunca encontrado, no fim de um arco-íris as margens do rio Tâmisa e defronte ao Big Ben e a grande roda Gigante. Mas, inexplicavelmente, será um outro Professor / Mano dos “Caras” que estará ano que vem com a responsabilidade de garimpar minas douradas na ilha do carvão, das primeiras  máquinas, dos Fish and Chips e dos antigos piratas burgueses mercantis.

Paradoxalmente, talvez na ex-poderosa Inglaterra, país que mais lucrou com o ouro das Minas Gerais e que tem o mérito de ter inventado o futebol moderno, o Brasil consiga finalmente encontrar o caminho do sonhado ouro olímpico. Esperamos ano que vem poder assistir garotos felizes, comemorando belos gols e atuações memoráveis, e demonstrando para todos que, no antigo esporte bretão e perante os súditos da super-queen que no futebol mundial, o sol do antigo Império Britânico já sumiu faz tempo e o brasileiro pode cantar com emoção, como Jorge Bem Jor na música: O Dia Em Que o Sol Declarou o Seu Amor Pela Terra.

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