LEME organiza seu 1º Seminário Internacional

quarta-feira, julho 23, 2014 1 comentário

O Laboratório de Estudos de Mídia e Esporte (LEME) está organizando seu primeiro seminário internacional que terá o seguinte tema: “Copa do Mundo, Mídia e Identidades Nacionais”. O evento acontecerá nos dias 24, 25 e 26 de setembro na Faculdade de Comunicação Social da UERJ.

Estarão presentes pesquisadores estrangeiros e brasileiros, além de uma mesa com jornalistas experientes que discutirão a cobertura midiática da Copa no Brasil. Teremos também um fórum aberto a pesquisadores que tenham interesse em apresentar seus trabalhos, bem como serão ministrados minicursos sobre jornalismo esportivo.

Para conferir mais informações sobre o seminário acesse o site http://labmidiaesporte.weebly.com

 

Programação completa

CategoriasArtigos, Eventos

Laboratórios da UERJ se unem para realizar um ciclo de debates e leituras

quarta-feira, setembro 17, 2014 Deixe um comentário

Atendendo à convocação para “ocuparmos” esse novo e já bem-sucedido espaço cultural da UERJ, localizado em Botafogo, o Laboratório de Estudos em Mídia e Esporte (LEME) e o Laboratório de Comunicação, Cidade e Consumo (LACON) se uniram para realizar um ciclo de leituras e debates a partir de aulas sobre as mais diferentes temáticas dentro do eixo “Megaeventos, Esporte e Cultura”. O evento almeja reunir pessoas interessadas em aprender e dialogar sobre temas caros aos habitantes das cidades contemporâneas, em especial o Rio de Janeiro, sede da Copa do Mundo desse ano e dos Jogos Olímpicos em 2016. Para isso, reunimos um corpo de pesquisadores-doutorandos e professores de ambos os laboratórios.

O curso fornecerá aos alunos conhecimentos introdutórios sobre os estudos sociocomunicacionais em Esportes e Megaeventos – dois fenômenos associados às cidades contemporâneas. Para abordar essas temáticas contaremos com a presença do professor Ronaldo Helal (especialista em sociologia do esporte e das relações entre mídia e futebol) e do professor Ricardo Freitas (estudioso dos megaeventos e também dos espaços de consumo urbanos). Os orientandos de doutorado e mestrado de ambos os professores completarão a programação, apresentando temas relacionados às suas pesquisas em andamento.

Alguns dos assuntos que serão abordados: Copa do Mundo e narrativas jornalísticas; a publicidade em períodos de Copa do Mundo; cobertura midiática dos Jogos Olímpicos; a presença da música na cidade do Rio; curta-documentários que têm a cidade como pano de fundo. As leituras sugeridas, bem como outros materiais complementares, serão disponibilizadas àqueles que se inscreverem no Ciclo. As aulas terão duração máxima de duas horas.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site www.casadirce.com.br ou pelo telefone 2334-8727.

Para maiores informações e para conhecer um pouco melhor os professores e seus orientandos acesse Release CASA DIRCE CORTES RIEDEL.

 

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Lista dos trabalhos que serão apresentados no Fórum de Pesquisas em Comunicação, Esporte e Cultura.

terça-feira, setembro 16, 2014 Deixe um comentário

É com grande prazer que divulgamos a lista dos trabalhos que serão apresentados no Fórum de Pesquisas em Comunicação, Esporte e Cultura. Este evento vai acontecer no dia 24 de Setembro das 15:00 às 18:00 na Faculdade de Comunicação Social da UERJ/Campus Maracanã. O Fórum é uma das atividades realizadas dentro do Seminário Internacional “Copa do Mundo, Mídia e Identidades Nacionais” que vai acontecer na UERJ nos dias 24,25 e 26 de setembro.

 

Lista de apresentações:

Estudo Comparativo Entre o Jornalismo Esportivo Brasileiro e Argentino: Delimitações e apontamentos preliminares - Matheus Simões Mello (UFSC)

As Identidades Nacionais na Copa Libertadores Pelos Periódicos - Diogo Corrêa Meyer (UNIFESP)

Mídia, Esporte e Idolatria: o Jornal do Brasil e a representação dos atletas brasileiros nos Jogos Olímpicos - Fausto Amaro (Uerj)

Futebol, Identidade Nacional e Construções Midiáticas: O futebol-arte na imprensa nacional quando vence e quando perde - Filipe Mostaro (Uerj)

O Més que um club em xeque: globalização do futebol e nacionalismo catalão no centenário do FC Barcelona -  Victor Leonardo Figols (UNIFESP)

Teoria Crítica e Futebol Sob o Olhar da Indústria Cultural Maria do Socorro de Sousa Cruz; Gustavo Said (UFPI)

Futebol, Comunicação e Identidade Nacional: A imprensa e a construção simbólica da Seleção Brasileira nas Copas do Mundo de 1950 e 2014 Francisco Ângelo Brinati (UFSJ/Uerj)

Isso não é um Atleta. A representação midiática do atleta paralímpico e suas implicações - Tatiane Hilgemberg (Uerj)

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Foz do Iguaçu, Intercom 2014, GP Comunicação e Esporte: um breve relato

terça-feira, setembro 9, 2014 Deixe um comentário

Mais um Intercom, o trigésimo sétimo, ocorreu entre os dias um e cinco de setembro desse mês. O Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação teve Foz do Iguaçu como sede. A cidade é o segundo maior destino turístico do país, perdendo apenas para o Rio de Janeiro. Esse atrativo pode ter colaborado para uma maior quantidade de trabalhos recebidos pelo GP de Comunicação e Esporte. Foram 36 artigos aceitos. Pude assistir a maioria das apresentações.

Pretendo brevemente relatar minhas impressões sobre o congresso, em especial aquilo que presenciei no grupo de trabalho voltado aos estudos de mídia e esporte.

Cheguei à cidade de Foz na segunda-feira, dia da abertura oficial do evento. Não pude assistir a nenhuma das atividades desse dia, pois a viagem e a noite anterior mal dormida não me permitiram explorar nada além do hotel e suas redondezas. Mesmo assim, pude perceber duas coisas: a comida de Foz é excelente e seu custo muito baixo (se comparada ao Rio então…); e os iguaçuenses são extremamente educados e receptivos.

No dia 02 de setembro, me dirigi bem cedo à Itaipu. A usina, que supre quase 20% da necessidade energética brasileira e é orgulho dos habitantes de Foz, patrocinou o Intercom e cedeu seu Parque Tecnológico para os minicursos e o Teatro dos Barrageiros para o show de abertura. Cheguei bem cedo para poder fazer a viagem panorâmica pela usina e conhecer um pouco de sua estrutura e de sua história. É interessante perceber o paradoxo que a cerca: ao mesmo tempo em que precisamos de energia para manter a produção da indústria e a necessidade dos lares brasileiros, a natureza e as cidades instaladas no território que será “alagado” devem dar passagem a esse progresso.

No “tour”, o guia nos informou que cerca de 40 mil famílias (salvo falha da minha memória) foram removidas para a construção da barragem. Os animais, que subiam nas árvores após o alagamento das margens do Rio Paraná, foram resgatados e recolados na reserva ecológica que hoje é mantida pela Itaipu. Assim como os animais, os habitantes das cidades que submergiram para dar lugar à usina também foram transferidos para outros lugares (infelizmente, não me lembro bem dessa parte da explicação).

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Foto tirada por mim durante a visita panorâmica.

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Esta e as outras fotos do GP foram publicadas na página do Intercom no Facebook.

Pularei o minicurso que realizei, bem como o show de abertura, e passarei direto às atividades do GT de Comunicação e Esporte. O dia 04 de setembro foi iniciado justamente pelas apresentações de dois artigos meus: As cerimônias de abertura dos Jogos Olímpicos de Atenas/1896 a Londres/1948 nas páginas do Jornal do Brasil (em coautoria com meu amigo e mestrando da Uerj Filipe Mostaro) e  Mídia, Esporte e Idolatria: o Jornal do Brasil e a representação dos atletas brasileiros nos Jogos Olímpicos (escrito em parceria com meu orientador Ronaldo George Helal). Os outros artigos aceitos para apresentação na parte da manhã foram:

  • Sessão 1: Representação, identidade e o Jornalismo Esportivo

Coordenação: Prof. Dr. José Carlos Marques (UNESP)

  1. A popularização do futebol, o papel da mídia e a construção da identidade nacional brasileira – Lucas Lisboa Peths (UFJF); Paulo Roberto Figueira Leal (UFJF)
  2. Copa do Mundo de 1978. Reflexões nacionais da Revista Placar a partir da seleção brasileira – Alvaro Vicente do Cabo (UFRJ/UCAM)
  3. A goleada inesperada e o ressurgimento do “complexo de vira-latas” – Christiane Bara Paschoalino (UFJF) e Márcio de Oliveira Guerra (UFJF)
  4. “Mineiratzen”, Seleção Brasileira e Imprensa: a representação da derrota das derrotas na Folha de S. Paulo e O Globo - Francisco Angelo Brinati (UFSJ)
  5. Futebol-arte e Mestiçagem: Identidades e Representações do “Estilo Nacional” - Ronaldo George Helal (UERJ); Filipe Fernandes Ribeiro Mostaro (UERJ)
  6. A cobertura esportiva de um jornal colonial português em 1968 - Rafael Fortes Soares (UNIRIO)

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O volume de trabalhos tornou necessária a realização de duas sessões paralelas na parte da tarde, agrupadas pelas temáticas “Jornalismo Esportivo e os ‘media’” (mesa coordenada pelo prof. Rafael Fortes) e “Gênero, atleta paraolímpico e comunicação esportivo” (mesa coordenada pelo prof. Anderson Gurgel).

  •  Sessão 2: Jornalismo Esportivo e os “media”

Coordenação: Prof. Dr. Rafael Fortes Soares (UNIRIO)

  1. Fotojornalismo Esportivo: cobertura fotojornalística da estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2014 sob a ótica de três jornais de grande circulação – Neide Maria Carlos (UNESP)
  2. Reflexões sobre o compromisso público da imprensa a partir de uma coletiva de Neymar no período da Copa do Mundo – Fábio Aguiar Lisboa (UERJ)
  3. Nova tendência do Jornalismo Esportivo televisivo: relação dialógica entre os apresentadores e os telespectadores dos programas Central da Copa e Os Donos da Bola – Maria Do Socorro de Sousa Cruz (UFPI)
  4. Guerras simbólicas substituem as reais: Análise discursiva dos comentários de Arnaldo Jabor na Copa do Mundo Fifa 2014 – Danielle Cândido da Silva Nascimento (FITS)
  5. MMA e televisão: uma adaptação pós-moderna do Coliseu romano – Eugênio Carlos do Rego Araújo (UFPI); Ana Maria da Silva Rodrigues (UFPI)
  6. A comunidade e a troca de figurinhas da Copa do Mundo de 2014 – Camila Augusta Alves Pereira (UERJ)
  7. O rádio na copa 2014: o desafio das surpresas de uma competição para jovens narradores de futebol – Márcio de Oliveira Guerra (UFJF)
  8. A Construção Estética da Transmissão Televisiva na Copa do Mundo de 1998 – Tatiana Zuardi Ushinohama (UNESP); José Carlos Marques (UNESP)

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  • Sessão 3: Gênero, atleta paraolímpico e comunicação esportiva

Coordenação: Prof. Dr. Anderson Gurgel Campos (Mackenzie)

  1. O Craque, o Símbolo Sexual, o Homem Bem-Sucedido: a Construção da Imagem de Neymar no Mercado de Revistas Brasileiro – Luís Henrique Mendonça Ferraz (UNESP); José Carlos Marques (UNESP)
  2. Perfil da Consumidora de Futebol no Brasil – Quem São Elas e o que Querem Elizangela – Aparecida da Silva (UNINOVE)
  3. Quem são as “Mulheres Olímpicas Brasileiras” – Mayara Cristina Mendes Maia (UFRN); Allyson Carvalho de Araújo (UFRN)
  4. Mulheres & Esporte: Análise da publicidade do Rúgbi Feminino no Brasil – Marta Regina Garcia Cafeo (UNESP); José Carlos Marques (UNESP)
  5. A Comunicação Oficial dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016: infraestrutura e transparência como pautas centrais – Flávio Agnelli Mesquita (UNINOVE); Ana Lúcia Nishida Tsutsui (UNINOVE)
  6. Primeiro o esporte, depois a deficiência? Análise da cobertura midiática dos Jogos Paralímpicos de 2012 – Tatiane Hilgemberg Figueiredo (UERJ)

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No dia 05 de setembro, mais 14 trabalhos estavam inscritos para apresentação. Foram eles:

  • Sessão 4: Esporte e Comunicação Organizacional

Coordenação da Sessão: Prof. Dr. Márcio de Oliveira Guerra (UFJF)

  1. Os patrocínios na camisa do Corinthians: As relações entre time, mídia e patrocinadores – Gabriel Arroyo (UNESP); José Carlos Marques (UNESP)
  2. Bola na rede: uma análise da influência da Copa do Mundo 2014 nos perfis no Facebook de Nike, Adidas e Puma – Karla Caldas Ehrenberg (UMESP)
  3. Fora dos Gramados, Goleada de Comunicação da Seleção Alemã – Tariana Brocardo Machado (USP)
  4. Corinthians x Mídia: a Repercussão da Morte do Torcedor Boliviano vista pelo Relatório de Sustentabilidade do Clube e pela Folha de S. Paulo – Roberta Ferreira dos Santos (UNESP); José Carlos Marques (UNESP)
  5. A Importância Estratégica da Comunicação Integrada na Gestão de Equipes Esportivas: os casos FC Barcelona e AFC Ajax – Ary José Rocco Junior (EEFE/USP – UNINOVE)
  6. Conflitos urbanos do século XXI: a invasão do CT do Corinthians sob a ótica da imprensa esportiva e da assessoria de imprensa do clube – Ana Lúcia Nishida Tsutsui (UNINOVE); Flávio Agnelli Mesquita (UNINOVE)
  7. O “jeitinho brasileiro” na propaganda: os elementos que caracterizam o futebol do Brasil utilizados como apelo publicitário por emissoras de TV – Nathaly Barbieri Marcondes Cesar (UNESP); José Carlos Marques (UNESP)

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  • Sessão 5: A Comunicação no Esporte e as Teorias da Comunicação

Coordenação d: Prof. Dr. Ary José Rocco Júnior (EEFE/USP – UNINOVE)

  1. Em Busca do Equilíbrio Tático: reflexão sobre a construção textual no Jornalismo Esportivo – Matheus Simões Mello (UFSC)
  2. A Materialidade dos Eventos: Os Objetos Simbólicos e As Relações de Poder na Abertura da Copa do Mundo de 2014 – Ana Paula Moratori Ferreira (UFJF); Márcio de Oliveira Guerra (UFJF)
  3. RBS Esporte: Rotinas de Produção sob Análise do Newsmaking no Telejornalismo – Mariana Corsetti Oselame (UNIRITTER); Leandro Olegário dos Santos (UNIRITTER)
  4. Espetáculo para além das quatro linhas: as interfaces entre, futebol, propaganda e autoritarismo nas copas do mundo de 34 e 78 – José Guibson Dantas (UFAL)
  5. A semiótica do futebol televisivo: narrativas imersivas, intervalares e fragmentadas -Marcio Telles da Silveira (UFRGS); Alexandre Rocha da Silva (UFRGS)
  6. Megaeventos Esportivos: Algumas Contribuições e Reflexões para os Estudos Comunicacionais sobre os Legados da Copa do Mundo de 2014 no Brasil - Anderson Gurgel Campos (Mackenzie)
  7. Cobertura da Copa do Mundo de 1950 pelas revistas semanais da época: levantamento – quantitativo e critérios de noticiabilidade – Júlio César Penariol (UNESP); José Carlos Marques (UNESP)       10671418_332511950242232_2310876096808576477_n 10678869_332511976908896_6372891078689512337_n

 

Todos os artigos aceitos para o Intercom desse ano podem ser lidos aqui (infelizmente, alguns links estão fora do ar; espero que o Intercom resolva esse problema antes da publicação desse post).

Nesse mesmo dia 05, a reunião dos sócios ao final das apresentações do GP foi bastante produtiva. Dentre os temas mais importantes, estavam aqueles concernentes aos rumos do grupo. Ficou decidida a manutenção do prof. Ary Rocco como coordenador e a indicação do prof. Rafael Fortes como vice-coordenador. Alguns dados importantes também foram expostos. O GP contou com participantes de quase todas as regiões do Brasil, com destaque para o volume de trabalhos provenientes de pesquisadores do eixo Rio-São Paulo (com destaque para o nosso grupo de pesquisas em Comunicação e Esporte).

Como participante do GP desde 2011, foi gratificante perceber o aumento de interessados pela temática e a evolução das pesquisas de colegas e amigos que vem apresentando trabalhos desde então. A proposta de expor seu trabalho é justamente essa: receber o feedback de outros pesquisadores e melhorar sua pesquisa. Como ouvintes, aprendemos muito sobre temas que por vezes não conhecemos tão bem e colhemos contribuições preciosas para nossas próprias análises e investigações acadêmicas.

Tive ainda meu momento turista. Visitei as Cataratas tanto pelo lado brasileiro quanto pelo argentino. Só a visão dessa maravilha natural já vale a viagem à cidade. Também pude cruzar as fronteiras com Argentina (para Puerto Iguazú) e para o Paraguai (Ciudad del Este). Esta última é um alento para quem está acostumado a pagar preços exorbitantes em eletrônicos, perfumes, peças de vestuário… Como nem tudo são flores, há certa sensação de insegurança ao se caminhar pelas ruas da cidade – armas são vendidas em barraquinhas espalhadas pela avenida principal e seguranças armados fazem a segurança das lojas. Nada disso, porém, retira a experiência de poder cruzar a pé a fronteira binacional. Vale pela experiência sociológica e turística.

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Foto tirada por mim no lado brasileiro das Cataratas.

Outro dado interessante é a presença de imigrantes árabes em Foz. Ao conversar com taxistas da região, percebi certo orgulho em afirmar que Foz do Iguaçu concentra a segunda maior colônia de imigrantes árabes do Brasil (a maior fica em São Paulo). Pude visitar o bairro árabe (repleto de ruas que fazem alusão ao Oriente, como a rua Meca), passar em frente a mesquita (visitarei em minha próxima visita) e jantei no Castelo Libanês – o buffet de comida árabe servido durante a janta merece ser provado. Falando ainda de imigrantes, o restaurante Vó Bertilla é um recanto para degustar a culinária italiana e foi fundado pelos netos de uma descendente de italianos nascida em São Paulo (a Bertilla que dá nome ao lugar).

Bem, fico por aqui com minhas anotações de turista e acadêmico. O relato acabou sendo mais descritivo e objetivo do que eu esperava, mas vale como um informativo para aqueles que não puderam comparecer ao evento. Voltei de Foz com várias ideias na mala e a sensação de que a área de mídia e esportes está se fortalecendo (pouco a pouco, mas continuamente). Espero que no Intercom 2015, no Rio de Janeiro, o GP de Comunicação e Esporte mantenha seu crescimento tanto quanto como qualitativamente e que o acesso ao conteúdo dos anais do evento continue livre e gratuito. Até lá!

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ACHTUNG! Semana da Pátria 2014

terça-feira, setembro 2, 2014 Deixe um comentário

 

 

      Cova feita pelos Alemães onde sepultaram os brasileiros

Iniciaram-se no domingo passado, dia 31 de agosto, as comemorações da semana da pátria. Infelizmente muitos dos mais jovens sequer sabem o que vem a ser tal ocorrência. Em minha infância, a semana da pátria era uma passagem aguardada, havia festas, exposições, desfile da escola e o mais aguardado, a parada militar, que acontecia em quase todas as grandes cidades. Participei como aluno, de vários ensaios e desfiles, e em dois desses anos tocava corneta na banda da escola. Sinto falta ainda, no currículo acadêmico, de disciplinas como “educação para o lar”, “técnicas agrícolas”, “música” e “educação moral e cívica. Nesta última aprendíamos sobre as datas históricas importantes para a nação, os heróis nacionais, interpretávamos as letras dos hinos (aprendi por exemplo que na frase “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas”, o sujeito são as margens do rio Ipiranga! “elas”, as margens é que “ouviram o bravo grito retumbante”! muitos “novinhos” e até alguns velhos não sabem disso ainda…)
Atualmente a palavra pátria está em desuso, bem como outras palavras: ética, moral, cívica, e vergonha.
A vergonha está bem explícita, após os sucessivos casos de corrupção e a pífia participação brasileira na Copa do Mundo de Futebol.

A outrora gloriosa seleção, maior motivo de orgulho do brasileiro fora atropelada dupla e consecutivamente: primeiro pelo panzerkampfwagen alemão e depois pelos “nem tão neutros assim”, holandeses (A neutralidade dos países baixos começou a ruir em Dortmund,1974; vindo a rachar em Porto Elizabeth em 2010, e a eclodir completamente na desfeita em plena Brasília, a capital federal). Uma grande desfeita com os anfitriões que tão bem receberam os estrangeiros.
Pois a tarefa de reerguer a brava gente brasileira será árdua. Nosso orgulho está ferido de morte. Os vilões se sucedem, no poder e dentro da outrora gloriosa camisa amarela. O único herói nacional, ferido gravemente em combate, nos faltou no momento decisivo. Enquanto condições teve, comandou o ataque, estando no front de batalha em todos os momentos até o fatídico momento em que fora alvejado. Ferido, mas não abatido, ainda reuniria forças para voltar à linha de vanguarda, numa vã tentativa de aumentar o brio do combalido esquadrão tupiniquim. O único a se salvar de uma campanha totalmente falida.
É preciso maior aprofundamento, uma mais ampla discussão sobre a participação brasileira neste conflito mundial. Há lições a serem aprendidas. Aqueles que morreram, não terão morrido em vão!
Este assunto, que a meu ver não foi amplamente debatido ainda, o será, estou convicto, no seminário que será organizado pelo grupo de esportes da UERJ (ampla informação em postagens anteriores aqui neste espaço).
Estes encontros acadêmicos sempre nos deixam com uma ponta de decepção, como se o excesso de pragmatismo e mediação limitasse o assunto a ser debatido, impossibilitando que se aprofunde a discussão. Quando o autor/orador se empolga, consegue a plena atenção de sua platéia, e a mesma começa a interagir, eis que intervém, alegando que acabaram-se os dez minutos da apresentação. É chato ser mediador. Lembre agora das reuniões dos Alcoólicos Anônimos. Lá também há esse problema do orador ocupar “tempo demais”, e o mesário, lá chamado de “coordenador”, ter que lembrar-lhe. Até no Congresso Nacional acontece isso, não é mesmo?
Espero que em “nosso” seminário, os oradores consigam expressar suas idéias sucintamente, que o público consiga entender e que os moderadores/mediadores sejam perspicazes.

Outro assunto:  Jogos da NBA no Rio de Janeiro! inédito, e a chance de ver Lebron de volta à Clevelend, contra o Miami Heat. Só isso já vale o ingresso. Além disso, o Flamengo disputará jogos contra equipes da NBA nos Estados Unidos, também inédito para equipes sulamericanas. MAIS: O Flamengo disputará o título inédito do mundial interclubes contra os Israelenses de Macaabi Tel aviv. Tudo inédito. Tu não és flamenguista? lamento.

Monumento aos brasileiros mortos – Pistoia, Itália

Monumento aos brasileiros mortos – Montecastello, Itália

Reflexões Pós Copa

terça-feira, agosto 26, 2014 Deixe um comentário

Passado pouco mais de um mês do término da Copa do Mundo 2014, algumas reflexões sobre o noticiário brasileiro em torno do evento podem suscitar debates interessantes.

O primeiro ponto que gerou muitos questionamentos logo após a goleada de 7 a 1 sofrida pela seleção brasileira diante da seleção alemã diz respeito à “crise do futebol brasileiro”. Curioso notar que esta expressão impregnou o noticiário esportivo brasileiro de meados da década de 1970 até meados da década de 1990. O tema foi, inclusive, o cerne da minha pesquisa de doutorado defendida em 1994 no Departamento de Sociologia da New York University. Tese esta que se transformou no livro Passes e Impasses: futebol e cultura de massa no Brasil, editado pela Vozes, em 1997.

A tal “crise do futebol brasileiro”, da maneira como era narrada pela imprensa, dizia respeito a alguns fatores inter-relacionados, quais sejam: a) queda de públicos nos campeonatos: b) desorganização dos campeonatos locais (falta de um calendário); c)a  pobre situação financeira dos clubes (gestão amadora nos clubes): e d) êxodos dos melhores jogadores para o exterior.

Logo após a Copa de 2014, o termo “crise” apareceu de novo, agora significando “atraso” do nosso futebol em termos de preparação física e defasagem tática em relação ao futebol praticado na Europa. Debateu-se, inclusive, sobre a vinda de técnicos europeus para dirigir a seleção. Em nenhum momento se questionou que nossa seleção era formada majoritariamente por atletas que jogam em clubes europeus, portanto, conhecedores das supostas táticas praticadas naquelas terras. Atrelado ao debate veio também o questionamento de que nosso problema estaria na base, na formação de nossos jogadores, com afirmações de que os que dirigem nossos jovens preferem um jogador alto e forte a um baixo e talentoso. Não se questionou que nosso craque maior, Neymar, é baixo e talvez até “fraco” muscularmente, assim também como o é Oscar que o segundou na seleção. Como também são baixos os que, na opinião de muitos, poderiam ter sido convocados e não foram, como Lucas, Philippe Coutinho e Robinho.

O fato é que precisamos de comprovação empírica para afirmar categoricamente que nossos treinadores da base preferem um atleta alto e forte a um baixo e talentoso. Minha hipótese é que a preferência por atletas mais fortes ocorrerá sempre entre jogadores com talento similar. Entre um com talento muito superior dificilmente o treinador optaria por outro mais forte e com menos técnica. De qualquer forma, este é um bom objeto de pesquisa.

Outro assunto que veio à tona logo após a goelada diante da Alemanha foi sobre o impacto da derrota nas eleições de outubro. Sempre respondi aos que me perguntaram (e não foram poucos os jornalistas que me questionaram) assim: nenhum. Não temos pesquisa de comportamento do eleitor que faça esta correlação. E desde 1998, temos visto que a correlação futebol-Copa do Mundo não se sustenta diante das evidências. Mas parece ainda hoje soar como opinião culta associar as vitórias e derrotas da seleção em Copas aos resultados das eleições presidenciais que ocorrem três meses após.

No meio deste debate, muitos acreditavam que a derrota humilhante por 7 a 1, teria um forte impacto na autoestima do brasileiro. Todos os que torcem para um time e que acompanham futebol no cotidiano conhecem o sentimento de alegria e o de tristeza que permeiam o universo deste esporte. Sentimentos efêmeros que se esvaem na partida ou campeonato seguinte. Uma derrota por goleada sempre deixa marcas na torcida que a sofreu. No entanto, já faz algumas décadas que o torcedor brasileiro torce mais para seu clube local do que pela seleção brasileira. A humilhação foi sentida e durou alguns dias, talvez uma semana ou pouco mais. Mas logo após já estavam todos ligados nas colocações de seus clubes no Campeonato Brasileiro. E o Brasil não ficou pior por conta da derrota, nem teria ficado melhor caso conquistasse a Copa. Creio que o brasileiro já entendeu isso faz tempo.

Por último, mas não menos importante, convém lembrar o acirramento da rivalidade entre brasileiros e argentinos. Por décadas, os brasileiros elegeram a Argentina como o rival a ser batido. Ficou famosa a frase alcunhada, creio, por Galvão Buenos de que “ganhar é bom, mas ganhar da Argentina é melhor ainda”.  Fazemos piadas sobre argentinos, muitas delas, com forte carga moral negativa. Temos personagem argentino em programa humorístico sendo tripudiado semanalmente. Nossa publicidade em períodos de Mundial se farta de zombar dos argentinos. Agora quando eles começam a revidar e cantar musiquinha contra nós, nos sentimos ofendidos e nos fazemos de vítima. Como diz o ditado: não sabe brincar não desce para o play. Meu receio é o de que as relações entre brasileiros e argentinos tenham extrapolado o terreno sadio das relações jocosas, próprias do universo futebolístico, para o da intolerância perigosa. É preciso mais responsabilidade dos meios de comunicação de ambos os países ao tratar desta rivalidade.

Em breve novos vídeos no canal do LEME no Youtube

Quando o Laboratório de Estudos em Mídia e Esporte (LEME) foi criado, um dos grandes objetivos era veicular material audiovisual (entrevistas, palestras, pensamentos) por meio do Youtube. Em um primeiro momento, gravamos um programa piloto com o coordenador do grupo de pesquisa “Esporte e Cultura” e do LEME, Ronaldo Helal. Agora, estamos finalizando a edição de mais alguns vídeos com dois pesquisadores de destaque no campo dos estudos sobre o fenômeno esportivo: Hugo Lovisolo e Gilmar Mascarenhas. Liberamos hoje os primeiros teasers dessas entrevistas. Aguardamos críticas e sugestões nos comentários ou via email!

*O primeiro vídeo a carregar é o do professor Gilmar Mascarenhas. Por ser uma playlist de vídeos, logo em seguida, automaticamente, o vídeo do professor Hugo Lovisolo é iniciado.

 

A segunda era Dunga

terça-feira, agosto 19, 2014 Deixe um comentário
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Foto: Rafael Ribeiro / CBF

Com a convocação realizada nesta terça, começa para valer a segunda era Dunga na seleção brasileira. Ao contrário de sua passagem inicial pelo comando do selecionado brasileiro, na qual a conquista da Copa do Mundo de 2010 era o objetivo principal, agora a meta inicial é ajudar o futebol brasileiro a recuperar o prestígio e o protagonismo no âmbito internacional, de forma que em 2018, quando acontece o próximo Mundial, o Brasil chegue em condições reais de lutar pelo título.

Dunga retorna à seleção após a frustrante campanha da seleção brasileira na Copa de 2014, competição na qual o time comandado pelo técnico Luiz Felipe Scolari terminou na quarta posição após duas derrotas, 7 a 1 para a Alemanha na semifinal – a maior goleada sofrida pelo Brasil em sua história -, e 3 a 0 para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar.

O momento negativo da equipe brasileira ficou ainda mais evidenciado na última semana, quando a Fifa (Federação Internacional de Futebol) publicou seu relatório técnico sobre o último Mundial, documento no qual classifica a performance do Brasil diante da Alemanha como “deplorável”.

Após a competição, a imprensa brasileira tem insistido na tese de que o futebol brasileiro necessita passar por um processo de recuperação que envolveria uma aposta no profissionalismo e na organização, e o retorno do futebol arte, estilo de jogo que é constantemente relacionado à conquista de títulos pelo futebol brasileiro no passado.

Diante deste panorama, a volta de Dunga à seleção não foi recebida com entusiasmo pela crônica esportiva, especialmente quando se considera o perfil do treinador e o trabalho realizado por ele em sua primeira passagem pelo time nacional.

Apesar de ser o capitão da seleção que conquistou a Copa de 1994, atualmente Dunga é mais lembrado como o representante de uma proposta de jogo que prioriza elementos como espírito de equipe, compromisso e combatividade, em detrimento de um futebol fundado na habilidade e na inventividade.

Em entrevistas anteriores à convocação desta terça, o treinador sinalizou que uma de suas metas é levar o Brasil de volta ao topo do futebol mundial. Contudo, o caminho escolhido por Dunga parece não ser o que mais agrada a imprensa esportiva, como indica em entrevista, concedida a O Globo, de título “’Tem que trabalhar muito’ – Às vésperas da primeira convocação na volta à seleção, técnico avisa: ‘Não dá para acreditar que o improviso e um único talento (Neymar) vão resolver tudo’” (17/08/2014, p.58).

O tempo dirá se as opções feitas por Dunga são ou não acertadas, mas é certo que as narrativas da imprensa esportiva sobre o trabalho do treinador serão um rico material para os estudos voltados para a interface da comunicação com o esporte e a cultura.

E você, o que achou desta convocação e do início da Inicia a nova era Dunga?

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